Exame de PSA: um novo conceito contra o câncer de próstata

O diagnóstico do câncer de próstata já pode ser feito pela velocidade de elevação do PSA (Antígeno Prostático Específico) – uma substância produzida pela próstata, mais especificamente pelo epitélio prostático, que possui a função de liquefazer o coágulo seminal. Para a análise do médico por meio da velocidade do PSA é necessário que o paciente tenha um histórico, ou seja, medições semestrais ou anuais. Introduzido em 1992 na medicina, esta forma de equação calcula a velocidade a partir de três dosagens, em 19 e 24 meses, mas na prática, um aumento do antígeno de 0,75 ng/ml ou mais por ano alerta fortemente à presença de um nódulo na próstata.

Utilizado desde 1980 como uma nova arma para o diagnóstico do câncer de próstata, o exame de PSA é cada vez mais usual como marcador de tumor na próstata, importante para determinar, estagiar e monitorar esse tipo de lesão.

A quantidade de PSA detectado no paciente é que pode definir a propensão de um tumor prostático. O diagnóstico da doença, geralmente, está associado a uma quantidade de PSA dez vezes superior ao considerado normal (4ng/ml) pela medicina.

Segundo Paulo Sakuramoto, urologista Pasteur/ DASA (Diagnósticos da América), em 75 a 80% dos casos de câncer de próstata é detectado uma taxa acima do normal de PSA, portanto esse teste possui de 20 a 30% de chance de não detectar um tumor. “Isso acontece porque existem outros fatores que alteram os índices de PSA no corpo do paciente como infecção urinária e determinadas medicações como, por exemplo, anti-androgênicas, finasteride e dutasteride”, completa o Dr. Sakuramoto.

Em Prostatites crônicas e agudas e Hiperplasias (inflamações do órgão), o paciente também terá um índice elevado de PSA, portanto para detecção do câncer com precisão, ele deve se submeter aos outros parâmetros clínicos e exames físicos, como, por exemplo, o toque retal.

Atualmente o PSA é um teste muito importante para a detecção precoce do câncer de próstata, mas a combinação com o toque retal, biopsia ou rebiopsia de próstata é muito importante, pois alguns pacientes com tumores podem registrar um PSA menor que 4,0 ng/ml.

Câncer de próstata

Atualmente o tumor de próstata é a modalidade da doença que mais atinge os homens, sendo responsável por 21% do total de casos. No Brasil, a cada ano, são registrados 22 novos casos por 100 mil habitantes. Raro em homens com menos de 50 anos de idade, o câncer de próstata costuma se manifestar dos 50 aos 80, quando é registrado 60% dos diagnósticos.

Em fase inicial, o tumor prostático não causa nenhum incômodo ao paciente. Os sintomas são obstrutivos (como jato fino; fraco, intermitente, com presença de um esforço iniciale retenção urinária aguda) e irritativos (como aumento da frequência miccional, disuria e urgência miccional), o que aumenta a necessidade de realizar os exames preventivos (PSA e toque retal em todos os homens acima de 45 anos de idade ou acima de 40 anos se tiver antecedentes familiares de câncer de próstata).

As dores ósseas ocorrem em uma fase mais tardia, quando já ocorreu a disseminação do tumor em outros órgãos como gânglios, ossos, fígado e pulmão.

O câncer de próstata pode ocorrer em todos independente de raça ou cor, tendo uma predominância maior na raça negra e menor na raça amarela. A medicina ainda não descobriu a causa, mas já se sabe que não há uma relação com hábitos sexuais, alimentares ou vícios (fumo, álcool e outros).

Os hábitos alimentares saudáveis e atividades físicas são úteis para qualquer situação como para o coração e hipertensão e, também, para próstata e reto. Algumas evidências médicas já estudadas mostram que o licopeno, subestância que existe no tomate (maduro), ajuda na prevenção do câncer de próstata, assim como o Zinco (ainda em pesquisas).

Atualmente para o diagnóstico do câncer de próstata são utilizados testes de PSA, toque retal, biopsia e rebiopsia de próstata. O ultrassom transretal não é utilizado para detecção precoce do câncer, ele adiciona muito pouco ao toque retal e dosagem de PSA.

Sobre a DASA

A Diagnósticos da América – DASA é um grupo de medicina diagnóstica com cerca de 6 mil funcionários, com atuação pautada pelo controle de qualidade, uso de alta tecnologia e intenso treinamento de pessoal. O grupo é formado por 14 marcas e está presente em dez Estados.

Dr. Paulo Sakuramoto

Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Especialista em Urologia e Clínica Urológica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável pelo grupo de Urologia Geral da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC. Membro da Associação Americana de Urologia. Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e membro do Canal do Médico da Diagnósticos da América/ DASA.

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