Como cuidar de um doente em fase terminal?
Atender pessoas em fase de doença avançada é difícil; porém, isso faz parte da vida dos profissionais da área da saúde. O desafio é acompanhar o sofrimento do doente e de seus familiares sem abrir mão dos cuidados básicos dos quais o indivíduo necessita e da sensibilidade no relacionamento com essas pessoas.
“Como cuidar de um doente em fase terminal?”, lançamento da PAULUS Editora, aborda essas dificuldades e propõe uma reflexão sobre as necessidades do ser humano quando está próximo da morte. A autora, Tânia Mara de Moraes, escreveu este livro a partir de sua experiência profissional, a partir da qual teve oportunidade de conviver com muitas pessoas em fase avançada de doença (a maioria portadoras de câncer) e com seus familiares.
O livro inicia com algumas considerações sobre os princípios dos cuidados paliativos, que consistem em melhorar a qualidade de vida do paciente em fase terminal, além de abordar as reações do doente nesta fase, bem como a reação dos familiares, o desafio de cuidar de uma criança em fase terminal, entre outras.
“Como cuidar de um doente em fase terminal?” é mais um lançamento da coleção Questões Fundamentais, que contempla uma variedade de títulos nas áreas de saúde, de comunicação, das ciências humanas, entre outras.
Autora
Tânia Mara de Moraes - Mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da USP, ex-fellow da International School for Cancer Care e docente do curso de graduação de Enfermagem do centro Universitário São Camilo.
Serviço
Título: Como cuidar de um doente em estado terminal?
Autor: Tânia Moraes
Coleção: Questões Fundamentais
Acabamento: Brochura
Formato: 10.5×18
Paginas: 114
Preço: 14,00
Áreas de interesse: Saúde
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Informações
Simone Maximo – (11) 5087-3742 – imprensa@paulus.com.br
Carolina Piepke- (11) 5087-3734 - assessor.imprensa@paulus.com.br
Dia Mundial de Combate à DPOC
19 de novembro – Dia Mundial de Combate à DPOC.
Dia Mundial de Combate à DPOC leva instalações artísticas às ruas para conscientizar sobre a doença que mata 4 brasileiros por hora.
Campanha nacional de alerta para o problema terá ações em 7 cidades brasileiras e adotará como ícone a escada. Além de informações, fumantes e ex-fumantes poderão fazer avaliação pulmonar gratuita.
Falta de ar, dificuldade para caminhar, às vezes, impossibilidade de subir uma escada. Estes são alguns dos sintomas da DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, problema respiratório que mata mais de 4 brasileiros a cada hora e, que infelizmente ainda não tem cura. No entanto, pode ser evitado e controlado quando diagnosticado precocemente. Estas são as principais mensagens que a população receberá no dia 19 de novembro, numa mobilização nacional pelo Dia Mundial de Combate à DPOC. A data será marcada por uma campanha de conscientização. Além disso, artistas plásticos regionais são convidados a customizarem uma escada de 4 metros de altura, que representa os desafios do portador de DPOC. Durante todo o dia, a população poderá conhecer mais sobre a doença e ainda passar por uma avaliação pulmonar, que pode indicar a ocorrência da enfermidade. O objetivo é conscientizar toda a sociedade, mas com uma atenção especial aos fumantes e ex-fumantes com mais de 40 anos, considerados o principal grupo de risco da doença.
Na capital paulista, a ação acontecerá das 08 às 18 horas, na Praça dos Correios, no Centro. A escada será decorada pelo artista plástico Walter Nomura, o Tinho, famoso pela pintura na rampa central do SESC Santana. A campanha ocorrerá simultaneamente em mais seis cidades: Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Recife, Campinas e Ribeirão Preto.
A DPOC é a nova nomenclatura para classificar a bronquite crônica e o enfisema pulmonar, manifestados separadamente ou em conjunto. De acordo com o Consenso Brasileiro de DPOC, a doença afeta atualmente cerca de 5,5 milhões de brasileiros. Segundo o Datasus, no Brasil ocorrem cerca de 39 mil mortes por DPOC por ano, o que corresponde a 110 óbitos por dia, 4,5 mortes por hora ou uma morte a cada 12 minutos. A DPOC não tem cura, mas ao ser diagnosticada e tratada de forma adequada, é possível controlar os sintomas e proporcionar ao paciente uma vida normal.
O evento é organizado pelas Sociedades Brasileira e Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SBPT e SPPT), pela Associação Brasileira dos Portadores de DPOC e pelo GOLD (Global Obstructive Lung Disease Initiative), com apoio dos laboratórios Boehringer Ingelheim e Pfizer. Diversos estados brasileiros já adotaram um protocolo clínico para o tratamento da DPOC, com diretrizes que possibilitam aos pacientes o acesso a medicamentos de última geração, como por exemplo, o brometo de tiotrópio, broncodilatador de uso diário, para o controle da doença. O grande desafio, contudo, é conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce para garantir a estabilização do quadro clínico e mais qualidade de vida ao paciente.
A doença
A DPOC é um problema respiratório grave, que pode ser incapacitante, causado principalmente pelo tabagismo. A doença é caracterizada por sintomas como tosse, produção de catarro e falta de ar. Por ser progressiva, em casos mais graves, o problema faz com que tarefas simples do cotidiano - como tomar banho ou se vestir – tornem-se cansativas para o portador de DPOC, que, em estágios avançados, passa a depender de um cuidador 24 horas por dia e, às vezes de oxigenoterapia em tempo integral.
De acordo com dados do SUS, em 2006, a doença provocou 173.162 internações, sendo que 9.533 destes pacientes faleceram. Atualmente, a incidência da doença é igual em homens e em mulheres. A DPOC apresentou um crescimento de 340% nas últimas duas décadas, segundo dados da Associação Latino-Americana de Tórax (ALAT) e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Atualmente, o tratamento da doença está disponível na rede pública de Saúde no estado de São Paulo, Bahia, Pernambuco e em Brasília.
Tratamento
Assim como outras doenças crônicas, a DPOC pode ser controlada, mas o sucesso no tratamento está intimamente ligado à precocidade do diagnóstico. Inicialmente é preciso eliminar ou reduzir a irritação pulmonar - seja ela provocada pelo cigarro ou pela aspiração de fumaça e resíduos – e iniciar o uso de medicamentos broncodilatadores. Dados publicados apresentados no último Congresso da European Respiratory Society mostram que o tratamento à base de brometo de tiotrópio - medicamento desenvolvido especificamente para o controle da doença - reduz a mortalidade por DPOC enquanto os pacientes fazem o uso da medicação além do número de exacerbações (crises) e internações. O medicamento proporciona melhora sustentada da função pulmonar e da qualidade de vida do paciente.
Ao mesmo tempo, o paciente deve participar de um programa de exercícios que promovam a sua reabilitação pulmonar. Outra terapia auxiliar é a oxigenoterapia (inalação direta de oxigênio com auxílio de máscara ou sonda), que previne complicações e aumenta a expectativa de vida dos pacientes graves.
Associação Brasileira dos Portadores de DPOC
A Associação Brasileira dos Portadores de DPOC foi fundada em 2000 é atualmente é presidida por Manoel de Souza Machado Junior, 77 anos, diagnosticado desde 1999. A entidade reúne associados de todo o Brasil. Entre os objetivos da entidade estão a divulgação e a prestação de serviços de orientações sobre a DPOC, tratamentos, oxigenoterapia domiciliar, aconselhamento familiar e vacinação; e garantir informações aos pacientes sobre o acesso ao tratamento da DPOC na rede pública de saúde.
SBPT
A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) é uma associação médica sem fins lucrativos, de caráter científico, cultural e representativo, fundada em 1937. A SBPT é representativa dos especialistas na área das doenças respiratórias, incluindo pneumologistas, cirurgiões torácicos, endoscopistas respiratórios e pneumopediatras. Suas metas são a difusão do conhecimento sobre as diversas enfermidades do aparelho respiratório, a atualização sobre a especialidade e a defesa profissional dos seus associados tendo como objetivo a melhora da saúde da nossa população.
SPPT
A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia é uma entidade sem fins lucrativos, que visa congregar médicos e profissionais atuantes da área, estimulando o estudo e a pesquisa. Sua fundação seguiu-se à da SBPT (a brasileira), que aconteceu em 1974. Hoje, a SPPT possui sede, secretárias, boletins, site e organiza ainda vários eventos ao longo do ano. O 1º Congresso Paulista de Pneumologia e Tisiologia foi um evento modesto, doméstico, realizado na Escola Paulista e contava com a presença de alguns convidados de outros Estados. Atualmente, este congresso faz parte do calendário médico como um evento de peso, esperado e de resultados de grande expressão. A SPPT vem crescendo e se aperfeiçoando a cada ano, a cada gestão, e só tem acrescentado melhorias com a reciclagem dos especialistas desta área.
Serviço
Dia Mundial de Combate à DPOC
Data: 19 de novembro
Horário: das 8h às 18h
Local: Praça dos Correios
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Acontece Comunicação e Notícias/SPPT
(11) 3873-6083 / 3871-2331
Camila Marques - Mônica Kulcsar
acontececom2@uol.com.br
www.acontecenoticias.com.br
Informações
Ketchum Estratégia
(11) 5096.4334
Adriana Solinas - ramal 267 - adriana.solinas@ketchum.com.br
Rafael Lucas – ramal 259 – rafael.lucas@ketchum.com.br
Andréa Moraes - ramal 236 - andrea.moraes@ketchum.com.br
Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM)
Estudos revelam que os níveis de testosterona interferem no risco cardiovascular e na síndrome metabólica no homem.
O Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), que atinge até 33% dos homens acima de 60 anos, pode acentuar doenças crônicas.
Os resultados de um estudo clínico alemão (1) apresentado durante o 13º Congresso Internacional de Endocrinologia, realizado entre 8 e 12 de novembro no Rio de Janeiro, comprovam a relação entre os níveis de testosterona e as taxas de proteína C-reativa, um fator inflamatório ligado ao aumento do risco cardiovascular. Essa pesquisa acompanhou 117 pacientes com DAEM durante 15 meses em que eles receberam a terapia hormonal com undecilato de testosterona.
“Ficou clara a redução das taxas de proteína C-reativa no sangue, bem como dos sintomas do envelhecimento masculino, conforme os níveis de testosterona foram normalizados nos pacientes pesquisados”, conta o Dr. Farid Saad, especialista em endocrinologista e diretor da área de Andrologia da Bayer Schering Pharma na Alemanha. De acordo com o Dr. Saad, a queda da proteína inflamatória pode estar relacionada à diminuição da gordura corporal, um dos benefícios trazidos pela terapia hormonal. No início do estudo, os pacientes apresentavam taxas médias de 3,5 miligramas de proteína C-reativa por decilitro de sangue. Após os 15 meses de terapia com undecilato de testosterona a taxa média ficou em 2,0 miligramas de proteína C-reativa por decilitro de sangue.
Processos inflamatórios agudos contribuem para o desenvolvimento de aterosclerose e para o envelhecimento do organismo de modo geral. ?O tecido adiposo acelera a produção de fatores inflamatórios, entre eles a proteína C-reativa?, afirma o Dr. Farid Saad.
De acordo com o endocrinologista Ricardo Meirelles, professor da PUC-Rio e vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a testosterona tem um papel abrangente no organismo. “As investigações científicas mais recentes demonstram a importância desse hormônio na síndrome metabólica e no risco cardiovascular”, afirma o Dr. Meirelles.
A introdução de um tratamento específico para restabelecer os níveis de testosterona em homens que apresentam queda das taxas desse hormônio no organismo é recente. Esse fenômeno, conhecido como Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) - também chamado de hipogonadismo ou, popularmente, de andropausa - atinge até 33% dos homens acima de 60 anos e pode trazer sintomas psicológicos como depressão, irritabilidade e dificuldade de concentração, além de agravar de doenças crônicas como a síndrome metabólica e aumentar o risco cardiovascular.
Testosterona X Síndrome Metabólica
Diversos estudos têm demonstrado que a queda das taxas de testosterona no organismo masculino não está associada somente ao avanço da idade. Essa diminuição está ligada também a males crônicos, especialmente àqueles que representam alto risco para o desenvolvimento de doenças metabólicas e cardiovasculares: diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão e dislipidemia (colesterol alto).
No entanto, a combinação entre dieta balanceada, prática regular de exercícios físicos e terapia hormonal à base de testosterona pode ser a chave para encerrar o círculo vicioso que se forma entre os problemas crônicos de saúde e o DAEM. “Uma pesquisa alemã recente, feita pelo professor Armin Heufelder, demonstrou que, após um ano de acompanhamento, pacientes com hipogonadismo e diabetes que adotaram um estilo de vida saudável e receberam a terapia hormonal saíram do quadro de síndrome metabólica”, conta o Dr. Farid Saad. “Esses homens apresentaram melhora de sua composição física, com ganho de massa muscular e perda de gordura, cuja conseqüência foi o melhor controle glicêmico”, explica o Dr. Saad. De acordo com ele, outro estudo conduzido em Harvard também apontou o efeito positivo direto da testosterona no que se refere à sensibilidade à insulina. Vale lembrar que a resistência à insulina é uma das causas do diabetes tipo 2.
Terapia hormonal e o futuro do tratamento do DAEM
Dentre os efeitos a longo prazo da terapia hormonal em homens com hipogonadismo observa-se: melhora da densidade óssea, da composição corporal, das funções sexuais e aumento da energia e vigor de modo geral. No entanto, Dr. Farid Saad destaca os aspectos que vêm sendo investigados recentemente como os efeitos ‘anti-diabéticos’ e ‘redutores da aterosclerose’ da testosterona como os mais significativos para a saúde do homem maduro. “Acredito que em alguns anos será possível utilizar a terapia hormonal como adjuvante para tratar o diabetes e combater a obesidade em homens que apresentam déficit de testosterona”, conclui o Dr. Saad.
Sobre o medicamento
O undecilato de testosterona é uma terapia de reposição hormonal injetável indicado para o tratamento dos sintomas do DAEM. O medicamento é administrado em aplicações trimestrais (via injeção intramuscular). Seu mecanismo de ação libera gradualmente o hormônio, mantendo os níveis de testosterona normais por mais tempo.
(1) A. Haider - C-Reactive Protein Levels and Aging Male Symptoms (AMS) in Hypogonadal Men Treated with Testoterone Supplementation
Fonte
A Bayer Schering Pharma (BSP), divisão da Bayer HealthCare.
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Informações
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Como se faz pesquisa clínica - em busca de novos tratamentos para o câncer
Entenda o que é pesquisa clínica, como funciona, como participar, quais sãos os principais protocolos de pesquisa e os riscos e benefícios para o paciente com câncer avançado.
Na última década, a medicina oncológica fez com que a batalha contra o câncer ganhasse novos rumos. É cada vez mais crescente o número de pesquisas, estudos clínicos e técnicas de combate à doença. No Brasil, cada vez mais, Centros de referência para o tratamento do câncer são procurados e convidados a participar de protocolos de pesquisa clínica. A busca por novas medicações seguras e eficazes contra o câncer faz com que a Pesquisa Clínica em Oncologia seja a melhor maneira de encontrar caminhos de acabar e tratar o câncer e, conseqüentemente, ajudar pacientes em estagio avançado da doença.
Pesquisa clínica, protocolo de pesquisa, estudo clínico, protocolo clínico… Todas essas expressões significam uma única idéia, isto é, um estudo científico realizado para verificar como uma nova medicação ou um novo procedimento ou ainda medicamentos já utilizados comparados com outros funcionam em seres humanos. Segundo a médica oncologista, responsável pelo setor de pesquisa clínica do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, Dra Brigitte Van Eyll, o principal objetivo da pesquisa clínica é aprimorar os resultados já existentes para o tratamento do câncer.
“No tratamento do câncer, para cada situação temos um tratamento já estabelecido pela Sociedade de Oncologia Clínica. Chamamos isso de guidelines. No tratamento do câncer de mama, por exemplo, se a paciente tem um nódulo de mama grande (maior que 3 cm), ela será encaminhada para fazer a quimioterapia com o objetivo de reduzir o tamanho do tumor.As drogas usadas nesta quimioterapia já são pré-estabelecidas na medicina oncológica.No entanto, sempre se pode melhorar o resultado usando uma nova droga. E como fazer isso? Apenas com a pesquisa clínica”, explica a médica.
A Pesquisa Clínica é o resultado de um longo processo dentro de um laboratório onde os cientistas desenvolvem e testam novas idéias. Antes de a droga ser utilizada em seres humanos, ela deve passar por inúmeros testes e estudos até que se comprove sua eficácia (estudo de fase 1). Depois de serem comprovados seus efeitos benéficos contra o câncer, a droga passa a ser usada em humanos em um número pequeno de pessoas (estudo de fase 2). E por fim, após mais estudos e testes, a droga passa a ser testada em uma grande escala de pacientes (estudo de fase 3).
Para que o paciente possa se beneficiar da pesquisa clínica é preciso passar por alguns critérios de inclusão e exclusão. “Não posso propor um protocolo de quimioterapia para doença avançada com metástase se o paciente não apresenta metástases. Nenhuma regra pode ser infringida. A saúde do paciente é acompanhada de perto, pois qualquer efeito colateral é monitorado e recomendações de redução da dose são feitas rigorosamente para minimizar os efeitos colaterais. Tudo que acontece com os pacientes é relatado para os Comitês de Ética e para os responsáveis pelos medicamentos (indústria farmacêutica) e assim, podemos conhecer os benefícios e riscos do medicamento” esclarece a Dra Brigitte.
Riscos e Benefícios: eles sempre existem
O câncer é uma doença que acarreta alguns sintomas indesejáveis, nem sempre relacionados aos tratamentos. Por isso, dependendo do estado geral do paciente, de sua condição física e do tipo de tratamento, o paciente juntamente com seu médico deve analisar os riscos e os benefícios de um novo tratamento, no caso, um novo protocolo de Pesquisa Clínica para pacientes com câncer. Inúmeras razões fazem com que os pacientes com câncer se interessarem pela Pesquisa, entre elas:
* a busca pela cura do câncer;
* um aumento na qualidade e no tempo que resta de vida (em casos de cânceres avançados);
* o fato de estarem contribuindo com o combate ao câncer;
* a possibilidade de serem os primeiros a tomar uma nova medicação.
Outro motivo muito relevante é o acompanhamento (24hs por dia) que o paciente recebe. Qualquer mudança no estado é controlada por uma equipe médica. Além disso, o paciente não tem gasto algum com o tratamento. “Todos os exames são pagos, desde os de sangue até as tomografias. Com isso, o paciente não precisa correr atrás de guia ou ficar na fila de espera para conseguir seus exames. Os exames são agendados rapidamente e os resultados chegam ao mesmo dia ou no máximo um dia após o exame. Fora isso, o paciente sabe que no mínimo estará recebendo o tratamento padrão para o seu caso e no máximo, um tratamento moderno e de última geração” relata a oncologista do ICAV.
Por outro lado, como todo tratamento, há riscos que devem ser levados em consideração e apresentados ao paciente. “É importante que o paciente saiba que o médico nunca usou aquele medicamento antes. No câncer, quando a doença progride, há uma pressa de se conseguir fazer algo para mudar a história natural da doença. Os efeitos adversos existem como em qualquer outro tratamento, por isso o paciente deve estar ciente dos prós e contras. Outro risco é a possibilidade de o tratamento ou o novo medicamento contra o câncer não comprovar a eficácia esperada (ou seja, não funcionar da forma esperada)” explica. Nesta situação, a participação do paciente no protocolo é suspensa e o paciente é reavaliado para realizar outro tratamento.
Principais informações que o paciente deve saber sobre a Pesquisa Clínica:
Antes de iniciar o tratamento em Pesquisa Clínica, o paciente recebe um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE. O TCLE é um documento que explica quais serão os procedimentos a serem realizados durante o protocolo de pesquisa. No TCLE, o paciente encontrará informações a respeito de todos os exames e os possíveis efeitos colaterais. “Uma informação muito importante e que o paciente precisa saber é que ele pode sair a qualquer momento da pesquisa, caso não se sinta confortável. O paciente terá acesso ao telefone dos médicos e do Comitê de Ética em Pesquisa para esclarecer suas dúvidas ou reclamar que algo não esta correto. E claro, o paciente deve se comprometer a fazer todos os exames de acompanhamento.”
Cobaia?
A idéia de ser cobaia é a que mais assusta o paciente. Durante a pesquisa clínica o médico explicará todo o processo: desde exames até os medicamentos utilizados e os possíveis efeitos colaterais. Assim, pouco a pouco o paciente esclarece suas dúvidas e compreende que o tratamento proposto pode ser uma ocasião única de mudar o curso da doença.
Entretanto não basta querer, precisa poder participar. Para isso existem critérios de inclusão e exclusão específicos e muito rigorosos, o que significa que nem todos os pacientes poderão participar de um estudo a não ser que preencham todos os critérios da pesquisa.
Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)
Todo Centro de pesquisa está subordinado a um Comitê de Ética em pesquisa. Todo projeto de pesquisa seja ele oriundo da indústria farmacêutica ou do corpo clínico precisa ser aprovados pelo CEP que é formado por grupo de pessoas - médicos, enfermeiras, arquitetos, engenheiros, secretarias, donas de casa, advogados – que se reúnem uma vez por mês para analisar os projetos. Eles têm o poder de vetar o projeto se sentem que o sujeito da pesquisa pode ser lesado.
O CEP pode encerrar uma pesquisa se, por exemplo, são achados muitos efeitos colaterais durante o desenrolar do estudo. O CEP tem um órgão centralizado em Brasília chamado Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Todos os CEP do Brasil se referem a ele para a aprovação de um projeto. Os comitês de ética sempre estão vigilantes que o sujeito da pesquisa nunca seja prejudicado.
Fonte - Oncoguia
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Informações
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Diabetes - informação é o caminho para a qualidade de vida
Médico do Hospital Bandeirantes diz que informação é o caminho para a qualidade de vida.
Com a chegada na próxima sexta-feira, 14/11, do Dia Mundial e Nacional de Controle do Diabetes, muitos médicos alertam para a prevenção, diagnóstico precoce e cuidados com as complicações decorrentes do não tratamento. Estima-se que metade dos portadores do diabetes mellitus desconhecem a doença.
Mesmo se tratando de um mal que atinge 22 milhões de pessoas ou 12% da população brasileira, muitos ignoram seus sintomas. Batizada de Diabetes Mellitus, definida como um grupo de desordens metabólicas geradas pela possível interação de fatores genéticos, ambientais e estilo de vida, culminando com um aumento das taxas de açúcar (glicemia) no sangue. “A prática de atividade física regular, a dieta adequada e o controle do peso auxiliam no bom controle da glicemia e no retardo do aparecimento de complicações.”, afirma Dr. Walter Moras, cardiologista do Hospital Bandeirantes.
O diagnóstico é feito com a dosagem da glicemia no sangue em jejum maior que 126mg/dl. Se a glicemia der entre 100 e 125mg/dl, considera-se um estado pré-diabético, o qual necessita de acompanhamento adequado e controle dos fatores de risco. A glicemia considerada normal é aquela que se encontra abaixo que 100mg/dl.
O diabetes é uma doença sistêmica que leva a complicações nos sistemas cardiovascular, renal, oftalmológico e neurológico. É a principal causa de doença renal terminal, com necessidade de hemodiálise, amputações não-traumáticas de pernas e pés e perda da visão no adulto. É também importante causa de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame).
Existem três tipos principais de diabetes. O tipo I responde por 9% dos casos e é caracterizado pela destruição das células produtoras de insulina conseqüente a uma reação auto-imune. Pode aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos. Leva o doente a ser dependente de insulina, já que a sua aplicação é necessária diariamente.
Noventa por cento dos diabéticos são portadores do tipo II. São pacientes que geralmente não necessitam de insulina. Surge geralmente após os 45 anos e possui um fator hereditário maior que o do tipo I, além de existir uma grande relação com obesidade e sedentarismo.
Diabetes gestacional, o terceiro tipo da doença, é a alteração da taxa do açúcar no sangue durante a gestação, desaparecendo ou persistindo após o parto. Em muitos casos é encontrada em mulheres predispostas ao diabetes II.
Independente do tipo, o tratamento será baseado em medidas medicamentosas e mudanças no estilo de vida. “Ter uma vida saudável é um desafio para todos nós. Devemos nos atentar à necessidade de uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e manutenção do peso adequado, que são essenciais para a prevenção e cuidados coadjuvantes dos diabéticos”, comenta o Dr. Walter Moras.
Para o tratamento medicamentoso, há insulinas injetáveis (tanto de efeito rápido quanto prolongado) e o tratamento oral. O diabetes ainda não tem cura e seu controle é indispensável para os pacientes viverem bem.
“Vale ressaltar que a glicose pode ser usada em algumas situações especiais, quando orientada pelo médico”, alerta Dr. Walter.
Fonte
Dr. Walter Moras - Cardiologista do Hospital Bandeirantes.
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