Quimioterapia – os prejuízos quando utilizada sem necessidade

Atualmente, há possibilidade de tratamento e cura sem o processo toxicológico

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A quimioterapia, processo toxicológico para eliminar as células cancerígenas do organismo, proporciona mais malefícios do que benefícios à saúde do paciente quando utilizada sem necessidade. Esse procedimento pode ser indicado em casos de tratamento de câncer de mama, nos tumores de baixo risco, ou seja, aqueles que têm apenas 10% de chance de recorrer, ou nos de alto risco, conhecidos como mais agressivos e que correm risco de metástase.

Em mulheres, a quimioterapia proporciona não só a queda de cabelo, que faz com que a autoestima fique em baixa, mas pode dar sintomas passageiros e a longo prazo, como enjoos, indisposição, diarreia, além de eliminar todos os organismos que auxiliam na imunidade e bom funcionamento dos mecanismos de defesa. Os processos tóxicos da quimioterapia não selecionam apenas as células cancerígenas para eliminação, mas também as imunidades do corpo.

“A quimioterapia tem um impacto impressionante na vida das mulheres, principalmente pelas modificações na aparência com a queda dos cabelos e a imposição de uma nova imagem em virtude do tratamento. Pode também reduzir a fertilidade e antecipar os sintomas da menopausa. Além dos sintomas físicos, a mulher também se afasta do trabalho e da rotina familiar, o que pode trazer prejuízos emocionais não só a ela, mas também para o marido, filhos e pais”, explica Dra. Alessandra Morelle.

Com o conhecimento do tipo de tumor, é possível descartar a quimioterapia como tratamento e proporcionar uma vida melhor e um resultado de tratamento a partir da expectativa da paciente e do médico de acordo com a necessidade real de cada mulher. A médica explica que o perfil genômico personalizado do câncer de mama, denominado Mammaprint, avalia 70 genes do tumor e indica a probabilidade do câncer recorrer e se há realmente a necessidade da quimioterapia.

O exame é feito com a análise do nódulo retirado na cirurgia que indica a probabilidade do câncer recorrer, que pode ser de 10% em casos de tumores de baixo risco e cerca de 30% nos de alto risco. Em tumores de baixo risco não é necessária a quimioterapia, o tratamento é baseado em cirurgia para retirada do nódulo, radioterapia e medicamentos orais.

Com o Blueprint, exame complementar ao Mammaprint, é possível identificar o tipo de tumor (Luminal, Basal, HER2), pois cada um deles necessita de um tratamento específico. Para Dra. Alessandra, é preciso lembrar que cada organismo atua e age de formas diferentes e cada vez mais a personalização é necessária. “A humanização do processo é um dos focos mais importantes do tratamento e pensar em como a mulher vai agir e reagir aos sintomas não só da cirurgia, mas também dos demais tratamentos, como a quimioterapia, radioterapia entre outros, é importante, pois reflexos ocorrerão ao longo de toda a vida da paciente”, finaliza a oncologista.

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Fonte

Alessandra Morelle – Médica oncologista do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre.

 

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Para mais informações

RS Press (11) 3875-6296
Ana Carolina D’Angelis – anadangelis@rspress.com.br
Gabriela Martins – gabrielamartins@rspress.com.br




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