Dengue e Chikungunya – doenças associadas

Pessoas com doenças associadas devem ter cuidado redobrado com dengue e Chikungunya

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O verão brasileiro já é conhecido pela alta incidência de dengue. Mas este ano, a população terá de redobrar os cuidados, já que, agora, o mosquito Aedes aegypti transmite também o vírus Chikungunya. A Dra. Naíra Bicudo explica que a nova doença é originária da África, mas se espalhou para alguns países da Ásia, dos EUA e do Caribe. No Brasil, o vírus deve ter chegado por meio de uma pessoa infectada.

“Provavelmente, alguém que visitou estes países foi picado pelo mosquito infectado. Quando ele chegou ao Brasil, foi picado novamente. Ou seja, o Aedes aegypti daqui contraiu o vírus Chikungunya, disseminando-o para outras pessoas”, esclarece.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2014, ocorreram mais de 570 mil casos de dengue no País. Deste total, 11.617 foram registrados no Distrito Federal. Já o Chikungunya, acometeu, até 27 de dezembro, 2.258 brasileiros, conforme boletim divulgado pelo órgão. O Distrito Federal também aparece nas estatísticas. Segundo a Secretaria de Saúde do DF, já foram confirmados oito casos na região.

Dra. Naíra lembra que, apesar de as duas enfermidades serem transmitidas pelo mesmo mosquito, elas são causadas por vírus diferentes. Entretanto, ambas têm sinais semelhantes. “Febre, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, além de manchas na pele, podem ser sinais de dengue ou Chikungunya. Porém, o período dos sintomas da dengue é, em média, de uma semana. Já o Chikungunya provoca dores fortes nas articulações durante meses.”

A infectologista ressalta que, entre as duas patologias, a dengue ainda é a enfermidade que mais preocupa os médicos. “Um paciente infectado pelo vírus da dengue pode evoluir para a forma hemorrágica – principalmente se infectado pela segunda vez – um tipo mais grave da doença e que pode levar à morte. Já o Chikungunya, não infecta a mesma pessoa mais de uma vez e raramente apresenta sintomas hemorrágicos.”

Além disso, a especialista reforça que pacientes idosos, gestantes, imunossuprimidos, ou com diabetes, hipertensão arterial, doenças crônicas, etc., devem ter atenção especial, já que eles fazem parte do grupo de risco e, por isso, a dengue ou o Chikungunya podem se manifestar de forma mais grave. “Isso porque a imunidade dessas pessoas é mais baixa. Assim, pode haver uma descompensação da doença que elas já têm, piorando o quadro clínico de forma geral.”

Por fim, Dra. Naíra destaca que a melhor prevenção para ambas as patologias continua sendo evitar água parada. “Assim, é possível prevenir a proliferação do agente transmissor. Outra medida importante é usar repelentes ou vestir roupas que cubram toda a pele quando estiver em locais que tenham muitos mosquitos.”

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Fonte

Naíra Bicudo – Médica infectologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília.

 

 

 

 

 

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Yandria Reis
(55 61) 3039-8101 /91274324
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