Linfoma deve ter diagnóstico precoce

Doença será tema de atividades do Congresso da American Society of Hematology, entre os dias 6 e 9 de Dezembro, nos Estados Unidos, com participação da ABHH

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O linfoma, tipo de câncer de sangue, será um dos temas debatidos no Congresso da American Society of Hematology (ASH), que será realizado entre os dias 6 e 9 de dezembro, em São Francisco, Estados Unidos. Os diretores da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) estarão presentes para acompanhar as principais novidades sobre essa e outras doenças hematológicas.

No caso do linfoma, o diagnóstico precoce é absolutamente relevante no prognóstico do paciente. Os linfomas constituem um grupo de doenças, com cerca de 40 tipos com comportamentos clínicos diferentes, mas a expressiva maioria é classificada como um câncer do sistema imunológico. Na maioria dos casos se apresenta com aumento dos gânglios linfáticos ou linfo-nódulos chamados de ínguas, que são estruturas distribuídas no nosso organismo que funcionam como filtros tanto em processos infecciosos como em outros mecanismos de defesa do próprio corpo humano.

Para o Dr. Carlos Chiattone, o linfoma não está certamente entre os cânceres mais frequentes, como o câncer de próstata em homens ou câncer de mama em mulheres, mas ocupa a sexta posição em frequência dos cânceres e teve uma característica de aumento significativo nas últimas décadas, o dobro de incidência.

“No sistema público de saúde há um retardo muito grande entre o início dos sintomas e o começo do tratamento, implicando em uma diferença significativa do perfil da doença nos estabelecimentos públicos em relação aos privados, ou seja, os pacientes nos estabelecimentos públicos ao serem diagnosticados, já estão em fase avançada, em comparação ao perfil do paciente dos estabelecimentos privados. Isto determina um pior prognóstico para esse paciente”, explica o médico.

Entre os principais sintomas do linfoma estão o aumento da estrutura de gânglios, que muitas vezes pode ser palpável, até mesmo visível, surgindo geralmente na parte lateral do pescoço, nas axilas e nas regiões inguinais. Portanto, o aparecimento de um nódulo com duração de uma ou duas semanas sem que se tenha evidências de uma outra doença é de se supor, entre os diagnósticos diferenciais, que isso possa ser um linfoma e o paciente deve procurar o atendimento especializado, no caso o hematologista ou oncologista.

Para o Dr. Chiattone, é importante ressaltar que muitas doenças podem levar ao aumento dos gânglios linfáticos, não somente os linfomas, mais especificamente os processos infecciosos. Um exemplo: o indivíduo tem um problema na mucosa oral, problema de uma infecção dentária, e passa a ter um linfonodo em baixo da mandíbula. No entanto, esses linfonodos determinados por processos infecciosos geralmente são dolorosos, ao passo que os linfonodos determinados pelos linfomas são indolores e têm uma consistência não mole e não endurecida, mas intermediárias, como se fosse a consistência de borracha.

Além do aumento dos gânglios linfáticos, os pacientes podem apresentar sintomas clínicos, que também podem ser comuns a outras doenças, como a febre persistente sem origem infecciosa, emagrecimento sem causa aparente, sudorese noturna, aquela que molha a vestimenta e a cama.

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Fonte

Carlos Chiattone – Médico hematologista e diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

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Ana Carolina D’Angelis – anadangelis@rspress.com.br
Daniela Vietri – danielavietri@rspress.com.br

 

 




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