Sedentarismo e obesidade andam juntos – cinco passos para sair do sedentarismo e começar a se exercitar

O Dia Nacional de Combate à Obesidade, celebrado em 27 de outubro, foi criado para conscientizar a população dos riscos que o excesso de peso pode trazer à vida das pessoas. Pesquisas populacionais realizadas pelo IBGE a partir da década de 1970 mostraram que o excesso de peso triplicou entre os homens e duplicou na população feminina. Projeções baseadas em inquéritos nacionais feitos nas últimas décadas estimam que a obesidade atinja cifras alarmantes em 2025, chegando a 20% da população brasileira.

Porém, o período mais crítico para o desenvolvimento da obesidade é a primeira infância. Estudos populacionais mostram que as crianças obesas têm 50% de chance de se tornarem adultos obesos, enquanto o risco é menor que 10% em crianças com peso adequado. A conscientização e participação das famílias são, portanto, fundamentais. “A obesidade em adultos está associada ao desenvolvimento de inúmeras doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, câncer, osteoartrose (em especial dos joelhos), doenças do trato digestivo (como doenças da vesícula biliar e doença hepática não gordurosa) e apneia do sono, além de estar relacionada com a mortalidade precoce. Entre as causas da ‘epidemia’ da obesidade destacamos o sedentarismo e uma dieta rica em calorias, como gorduras e açúcares”, alerta a dra. Yolanda Schrank.

Portanto, torna-se fundamental envolver toda a sociedade (pais, crianças e educadores) na conscientização da importância de se evitar o sedentarismo, estimulando grandes e pequenos a aumentarem o nível de atividade física, assim como oferecer orientação para a prática de boas escolhas alimentares. Veja algumas dicas preciosas da dra. Yolanda para as pessoas sedentárias começarem a se movimentar mais.

* Avalie o seu físico

Passar por uma avaliação de flexibilidade, fôlego, força muscular e composição corporal é importante para medir o progresso que virá com a prática de exercícios. Já pessoas sedentárias com mais de 40 anos ou que tenham algum fator de risco, como sobrepeso e hipertensão, devem agendar uma consulta com um médico antes de iniciar uma atividade física. “Há recursos que traçam o perfil do indivíduo e permitem dizer se ele pode fazer exercícios mais intensos ou se deve optar pelos moderados”, diz a dra. Yolanda. Trata-se de testes como o cardiopulmonar, que mede a aptidão cardiorrespiratória, e o ergométrico, que avalia o coração em situação de estresse, geralmente com o paciente se movimentando em uma esteira ou bicicleta estacionária. Estes e outros exames estão disponíveis no Bronstein a um preço reduzido, pelo programa Bronstein Popular.

* Estabeleça metas realistas

Ter objetivos ao iniciar uma atividade física é motivador – desde que eles sejam realistas. “Uma pessoa que decidir perder 10 quilos em dois meses dificilmente vai conseguir alcançar a meta e, decerto, vai desistir do compromisso”, explica a médica. O ideal é estabelecer objetivos de curto (um a três meses), médio (quatro a seis meses) e longo prazo (um a dois anos). “Metas possíveis para um sedentário são, por exemplo, emagrecer 1 quilo em dois meses ou, em um mês, correr 10 minutos ou subir um lance de escada sem se sentir tão cansado”, esclarece a médica. Um dos melhores estímulos é enxergar os resultados.

* Escolha um exercício prazeroso

É comum que corrida e musculação, pela difusão e pela praticidade, sejam as primeiras opções na hora de escolher um exercício. Mas isso não quer dizer que elas sejam prazerosas para todo mundo. A regra é experimentar diferentes modalidades até encontrar a mais agradável. “Para sair do sedentarismo, a pessoa deverá buscar um exercício com o qual se identifique. Só assim ela descobrirá que, em vez de musculação, prefere pilates ou que se sai melhor na dança do que na corrida”, explica a especialista.

* Comece devagar

Pessoas que não estão acostumadas a se exercitar devem começar uma atividade física aos poucos, com uma intensidade leve e respeitando os limites do corpo. Isso ajudará a evitar lesões e diminuirá as chances de o indivíduo se sentir desestimulado com o exercício. Variar as modalidades também é uma medida que ajuda a espantar o desânimo. “Faça, por exemplo, musculação em um dia, um exercício aeróbico no outro e uma aula de alongamento no dia seguinte”, aconselha a médica.

* Persista nos novos hábitos

É normal que uma pessoa decida se exercitar duas vezes por semana, mas, logo no início, um imprevisto a impeça de cumprir esse objetivo. Ela não pode desanimar por causa disso. Se não deu, deve tentar de novo na outra semana. “Para criar um hábito, é preciso investir nele, reforçando determinados comportamentos. Uma pessoa que sempre foi sedentária não pode ser tão exigente consigo mesma”, finaliza a dra. Yolanda.

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Fonte

Yolanda Schrank – Médica endocrinologista do Bronstein Medicina Diagnóstica.

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Juliana Xavier
juliana@saudeempauta.com.br

 

 




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