Ebola – não há razões para que a população fique alarmada em função da doença

Deve-se evitar o alarmismo e conhecer o real risco do ebola

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A África ocidental vive a ameaça do vírus ebola, o que levanta questionamentos em relação à prevenção e redução do risco de infecção em pessoas em diversos países. É a maior epidemia da doença já documentada. Mas não é um evento raro, já que epidemias e surtos de ebola são frequentes na região. Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), a população brasileira deve evitar o alarmismo, pois o risco da propagação do ebola ainda é baixo.

“É baixo o risco de propagação de epidemias causadas por doenças de alta letalidade como o ebola, o que, somado aos procedimentos habituais de controle de doenças em portos e aeroportos do País, torna baixíssima a probabilidade de que venha a ocorrer casos no Brasil. Portanto, não há razões para que a população fique alarmada em função da doença”, explica o Dr. Daniel Knupp.

O ebola é um vírus transmitido por animais selvagens, considerados seus hospedeiros naturais. A contaminação da população acontece a partir da transmissão de humano para humano, especialmente no contato próximo com secreções corporais. Não há, portanto, transmissão pelo ar, o que limita ainda mais a capacidade de propagação da epidemia.

Muitas vezes fatal, os sintomas apresentados são: febre, fraqueza intensa, dores musculares e dores de cabeça e garganta, seguidos por vômitos, diarreia e hemorragias interna e externa.

Não existe uma vacina que seja efetiva em seres humanos. Assim, a prevenção da transmissão da doença deve ser feita com o isolamento e cuidados no contato com pessoas com a doença.

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Fonte

Daniel Knupp – Médico de família e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade – SBMFC, .

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Quem é o médico de família e comunidade (MFC)?

A medicina de família e comunidade é uma especialidade médica, assim como a cardiologia, neurologia e ginecologia. O MFC é o especialista em cuidar das pessoas, da família e da comunidade no contexto da atenção primária à saúde. Ele acompanha as pessoas ao longo da vida, independentemente do gênero, idade ou possível doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Esse profissional atua próximo aos pacientes antes mesmo do surgimento de uma doença, realizando diagnósticos precoces e poupando-os de intervenções excessivas ou desnecessárias. É um clínico e comunicador habilidoso, pois utiliza abordagem centrada na pessoa e é capaz de resolver pelo menos 85% dos problemas de saúde, manejar sintomas inespecíficos e realizar ações preventivas. É um coordenador do cuidado, trabalha em equipe e em rede, advoga em prol da saúde dos seus pacientes e da comunidade. Atualmente há no Brasil mais de 3.200 médicos com título de especialista em medicina de família e comunidade.

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Gabriela Oliveira
gabrielaoliveira@rspress.com.br
RS PRESS
(11) 3875-6296

 




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