Copa do Mundo – como está o coração do torcedor?

Especialista fala sobre algumas das doenças que assombram o coração do torcedor

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O Ministério da Saúde estima que 31,5% dos óbitos no Brasil são provocados por doenças cardiovasculares, tornando-se a primeira causa de morte entre a população brasileira. Angina e infarto são algumas das doenças que mais assustam. Ambas podem ser causadas por colesterol elevado, pressão alta, diabetes e tabagismo, entre outros fatores. Para se ter uma ideia, o colesterol alto é responsável por 4,4 milhões de mortes anuais no mundo.

Os torcedores com maior propensão para desenvolver as doenças do coração são: sedentários, obesos, pessoas com colesterol alto, diabéticos, hipertensos, fumantes e os com histórico de doença cardíaca na família. Estes devem ter uma atenção especial à saúde. “É importante saber que a maioria das doenças cardíacas não surge de repente. Elas vão se desenvolvendo ao longo dos anos; algumas vezes, sem apresentar nenhum sintoma. Por esse motivo é bom consultar um médico regularmente. Algumas dessas doenças podem ser descobertas através de exames simples, como um eletrocardiograma, um teste de esforço ou um ecocardiograma, por exemplo”, explica o Dr. André Caldas.

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Outras doenças também assombram o coração nervoso do torcedor

Dr. André Caldas explica o que são, quais os sintomas e o que fazer para não entrar para o time Doenças do Coração F.C.

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* Aperto no peito que irradia para o braço esquerdo? Cuidado! Pode ser angina.

A angina é uma das manifestações da doença arterial coronária, que é a formação de placas de gordura nas artérias do coração. Os sintomas são parecidos com os do infarto, só que com menor intensidade e duração. Usualmente, são desencadeados pelo esforço físico e melhoram com o repouso. O mais comum é o indivíduo sentir aperto ou queimação no peito que pode irradiar para o braço esquerdo, às vezes acompanhado por outro sintoma, como falta de ar, sudorese, palidez e náusea. Existem também os sintomas atípicos, como dor no braço direito e na mandíbula, pontadas no peito ou cansaço intenso sem motivo aparente, por exemplo. A prevenção é relativamente simples, basta ter uma dieta saudável, fazer atividade física regular (com a orientação de um médico), evitar o consumo excessivo de gorduras, o tabagismo, o diabetes, a obesidade e o estresse, manter a pressão arterial controlada e fazer avaliações periódicas.

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* E se no meio do contra-ataque da seleção o torcedor sentir palpitações? Podem ser sinais de arritmia cardíaca.

A arritmia cardíaca é a alteração no ritmo dos batimentos cardíacos. Taquicardia é o nome dado quando o coração bate mais de 100 vezes por minuto e bradicardia, quando a frequência fica abaixo de 50 bpm. Alterações por causa de esforços físicos, no caso da taquicardia, são normais, mas se o quadro persiste ou acontece em repouso, convém consultar um médico. As arritmias podem não apresentar sintomas, no entanto, o mais comum é que quem apresente o quadro tenha palpitações, no caso das taquiarritmias. Podem ser revertidas com medicamento, cardioversão e, em casos excepcionais, com cirurgia (ablação).

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* Dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, cansaço e visão embaçada antes do jogo, acha normal? Atenção! Pode ser pressão alta!

É o aumento da pressão nos vasos sanguíneos, o que faz com que o coração realize um esforço maior para bombear o sangue. A maioria dos casos não tem causa conhecida. Contudo, alguns fatores como obesidade, ingestão excessiva de sal e álcool, sedentarismo e tabagismo podem aumentar a chance de desenvolver a doença. Ocorre com mais frequência em pessoas acima de 60 anos, embora possa acometer indivíduos mais jovens. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, insuficiência coronariana, acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio. E o mais perigoso é que ela pode não apresentar sintomas e ser descoberta apenas em uma fase tardia. Por isso, é importante consultar um médico regularmente.

Para evitar que essa doença atrapalhe sua diversão, é preciso ter uma alimentação saudável, com redução de sal e gordura e com maior quantidade de frutas e verduras, principalmente ricas em potássio. Além disso, a prática regular de exercícios físicos e o combate ao tabagismo ajudam bastante na prevenção.

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* E se bem no momento do gol você apresentar dor no peito, nas costas e na mandíbula, náusea e sudorese? Pode ser infarto agudo do miocárdio.

O infarto também é uma das manifestações da doença arterial coronária. Os sintomas mais comuns são aperto ou queimação no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, as costas ou a mandíbula, eventualmente acompanhado por outro sintoma como falta de ar, sudorese, palidez e náusea. A dor costuma ser intensa e prolongada. Em alguns casos, podem ser observados sintomas atípicos, como pontadas, cansaço intenso e dor no estômago. Para a prevenção é importante a pessoa reconhecer que se encaixa no grupo de risco e ficar atenta, sobretudo, a um novo sintoma, que pode surgir com o esforço físico. A partir dos 35 anos, recomenda-se fazer um check-up para ver como estão o colesterol, a pressão, a glicose etc. E o mais importante: consultar um médico regularmente.

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* Acordou já no clima do jogo, mas notou que as pernas e a barriga estão inchadas e sente muito cansaço e falta de ar? Cuidado! Pode ser insuficiência cardíaca!

A insuficiência cardíaca é a incapacidade de o coração bombear sangue em volumes suficientes para atender às demandas do organismo. Como o coração está deficiente, o trabalho de bombeamento não ocorre de forma correta, o que causa, entre outras coisas, a retenção de líquidos no corpo. Os sintomas dependem da câmara cardíaca afetada (ventrículo direito ou esquerdo). O torcedor pode ter insuficiência cardíaca com maior comprometimento pulmonar, o que pode ocasionar falta de ar, cansaço e cianose (extremidades de cor roxa), ou sistêmica, com inchaço nas pernas ou na barriga. A prevenção é como todas as outras: ter uma vida saudável, se alimentar bem, praticar atividade física regular e controlar os fatores de risco. E não deixe de consultar seu médico regularmente!

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Fonte

André Caldas – Médico cardiologista do Bronstein Medicina Diagnóstica.

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