Dor de cabeça – mitos e verdades

Em 19 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate à Cefaleia. Este mal, que atinge cerca de 90% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ainda gera muitas dúvidas entre a população. Popularmente conhecida como dor de cabeça, a cefaleia é umas das principais causas de automedicação no Brasil. Diversas são as causas, formas de tratamento e também as maneiras de prevenir o incômodo, esclarece o dr. Mauro Eduardo Jurno.

 

1. Nervosismo causa dor de cabeça?

Em termos. Para pessoas portadoras de enxaqueca, o quadro emocional funciona como fator desencadeante da dor e não como causa. No entanto, em algumas situações o nervosismo pode ser mesmo a causa do problema, como no caso da cefaleia do tipo tensional.

 

2. Passar por longos períodos sem se alimentar pode causar dor de cabeça?

Sim. A hipoglicemia (baixa das taxas de açúcar no sangue) pode causar a dor de cabeça.

 

3. Dor de cabeça pode ser sinal de miopia?

Sim. Mas, normalmente, as dores de cabeça por causas oftalmológicas têm características próprias e se resolvem com a correção do erro de refração, feita pelo uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia.

 

4. Sinusite crônica causa dor de cabeça?

Não. A sinusite crônica muitas vezes é assintomática e só se manifesta clinicamente em estados agudos.

 

5. Alguns alimentos pioram a enxaqueca?

Sim. A lista é bastante grande. Especialmente chocolate, embutidos, enlatados, frutas cítricas e ácidas e bebidas alcoólicas. No entanto, não se recomenda regimes alimentares restritivos enquanto alimentos ou bebidas não forem identificados como fatores deflagradores das crises.

 

6. O uso frequente de analgésicos pode causar dores de cabeça?

Sim. Vários trabalhos científicos têm mostrado que o abuso de analgésicos é um fator de risco para a cronificação da enxaqueca. Quando falamos de abuso, pensamos em grande quantidade, mas na verdade o limite de consumo de analgésicos é estreito.

 

7. A dor de cabeça pode ser indício de doença mais grave?

Sim. A dor de cabeça, além de ser um sintoma, também pode ser a própria doença. No caso das cefaleias primárias, sem causa aparente, a dor é a própria doença. Mas ela pode ser decorrente de alguma outra doença, ao que chamamos de cefaleia secundária. Por meio de exame clínico e/ou neurológico o médico poderá observar alterações que denunciam a presença de alguma outra patologia.

 

8. Quando saber o momento em que a dor de cabeça deve motivar uma visita ao médico?

Em minha opinião, a dor de cabeça deve sempre motivar a consulta médica. Como já comentamos, a cefaleia pode ser sintoma ou a própria doença e isso deve ser definido. Também devemos evitar a automedicação e o uso indiscriminado e descontrolado dos analgésicos, pois esse hábito funciona como um dos fatores de cronificação das cefaleias, piorando o problema. Para diferenciar o tipo de cefaleia e a melhor conduta para cada paciente, só mesmo um especialista, que poderá verificar a partir da história clínica e exame neurológico.

 

9. Como eu sei que a minha dor de cabeça é uma enxaqueca?

A enxaqueca é definida quando a dor dura de 4 a 72 horas, geralmente pulsátil, podendo também ser em peso ou pressão, e vir acompanhada de náuseas e/ou vômitos, intolerância a luz, barulho, cheiro e movimentos. Além disso, ela começa fraca e vai ficando forte, diferente de outros tipos de dores de cabeça, que já começam fortes ou permanecem sempre moderadas. É bom ressaltar que existem quase 300 tipos de dores de cabeça, portanto é fundamental uma avaliação médica com um especialista no assunto para um diagnóstico correto.

 

10. Como é o tratamento para enxaqueca?

O tratamento da enxaqueca se baseia em dois modos de atuação. Uma estratégia é o tratamento agudo das crises, que se faz com o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e outros medicamentos específicos para as crises de enxaqueca. Outra abordagem é o tratamento profilático, que inclui medidas para evitar ou minimizar ao máximo o número de crises por mês.

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Fonte

Mauro Eduardo Jurno – Médico neurologista, coordenador do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

 

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