Dia do Oftalmologista destaca os cuidados da saúde ocular

Dia 07 de maio é comemorado o Dia do Oftalmologista, uma das especialidades mais relevantes, quando se leva em conta a importância da visão na vida das pessoas – responsável por cerca de 70% das informações absorvidas do mundo exterior. Segundo relatório da pesquisa Demografia Médica no Brasil, realizada em 2013, pelo Conselho Federal de Medicina, o Brasil chegou ao final do ano passado com 400 mil médicos e com taxa de dois médicos por mil habitantes.

A oftalmologia está entre as 10 especialidades mais procuradas pelos futuros médicos, atrás de pediatria, ginecologia e obstetrícia, cirurgia geral, clínica médica, anestesiologia, medicina do trabalho, cardiologia, ortopedia e traumatologia. Pelo cadastro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, existem aproximadamente 15 mil oftalmologistas no Brasil. E o Distrito Federal é a unidade da federação melhor atendida por esta especialidade. O DF tem 315 oftalmologistas para atender a uma população de 2.455.903 habitantes, o que dá uma média de um oftalmologista para 7.796 brasilienses. Em segundo lugar fica o Rio de Janeiro que tem um oftalmologista para 7.888 pacientes e em terceiro lugar vem São Paulo, com um para 9.836.

A oftalmologia foi um dos primeiros ramos da medicina a ser tratado como especialidade independente. Data de 2500 a.C o registro mais antigo de um procedimento oftalmológico na Índia, a primeira cirurgia de catarata – naquele tempo uma cirurgia de rebaixamento do cristalino opacificado feita com espinhos e gravetos. Mas foi no Egito que os cuidados com a saúde ocular alcançaram seu mais alto grau na Antiguidade, onde sacerdotes/médicos se dedicavam exclusivamente ao tratamento de doenças oculares.

Desde então, são inúmeros os avanços na área. Entretanto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo mundo há 285 milhões de pessoas com deficiência visual e quase 40 milhões cegas. Mais impressionante é saber que cerca de 80% das causas de cegueira no mundo são por doenças evitáveis, como, por exemplo, catarata e glaucoma. “A data é muito importante, pois serve como um alerta à população para os cuidados com a visão. Muitas doenças oculares são assintomáticas em estágio inicial. A prevenção é fundamental para evitar qualquer perda visual”, afirma o dr. Canrobert Oliveira.

No Brasil, a catarata é a principal causa de cegueira, que, no entanto, pode ser revertida por meio de cirurgia. Já portadores de glaucoma, degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e retinopatia diabética podem ficar definitivamente cegos, se não diagnosticados logo no princípio. Cuidar da visão deve ser um hábito adquirido desde cedo. Durante a gestação, por exemplo, a formação a criança pode ter a visão afetada por uma série de fatores. Doenças como miopia, estrabismo hipermetropia e retinopatia da prematuridade também podem ser detectadas logo após o nascimento. “Todo recém-nascido deve fazer o teste do olhinho, que ajuda no diagnóstico precoce de doenças congênitas como a rubéola, a catarata, a toxoplasmose e o glaucoma. Além do teste do olhinho é necessário também realizar o exame de fundo de olho, onde podemos observar o comportamento de artérias, vasos e veias”, ressalta o médico.

A partir da adolescência, deve-se consultar um especialista mesmo se não houver sintomas e realizar um exame oftalmológico de rotina, isso porque a visão pode sofrer alterações naturais com o passar dos anos. O mais comum são erros refracionais, que necessitam da utilização de óculos para correção. Mas, com passar do tempo, surgem outros problemas como a dificuldade de focalizar objetos próximos e a necessidade de maior luminosidade para ler. Além disso, o uso indiscriminado do computador, smartphones e tablets é outro fator complicador da visão. Pesquisas comprovam que os usuários contínuos desses aparelhos eletrônicos apresentam aumento de incidência de miopia e de vista embaçada. “Para prevenir qualquer problema ocular é importante fazer regularmente uma avaliação da acuidade visual, medir a pressão ocular, avaliar o fundo de olho e também a motilidade ocular. Assim, pode-se detectar precocemente algumas doenças e ter mais chance de curá-las. Com certeza, essa simples medida contribuiria para a redução dos casos de cegueira e traria uma melhora na qualidade de vida dos pacientes”, completou o dr. Canrobert.

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Fonte

Canrobert Oliveira – Médico oftalmologista, presidente e fundador do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

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 Paulo Almeida

Tríplice Comunicação
(61) 8154 6646




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