Gripe e outras doenças que podem ser evitadas com vacinação

Aproveite a campanha de vacinação contra gripe, realizada entre 22 de abril e 9 de maio, e mantenha a carteira em dia para evitar outras doenças infecciosas

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De hoje até 9 de maio, cerca de 40 milhões de pessoas devem passar por postos e centros de vacinação em todo o país para garantir prevenção contra a gripe. Essa é a expectativa do Ministério da Saúde, durante a nova campanha de imunização contra influenza. O Dr. Artur Timerman, reforça a importância dessa proteção: “A população deve estar atenta às campanhas de imunização, que são importantes para elas próprias, à medida que as protegem contra infecção que tem expressivo potencial de complicações associado, mas também o são para a comunidade como um todo, quando se sabe que a proteção contra a infecção reduz também a circulação do vírus entre as pessoas que compõem essa comunidade.”

No caso da gripe, as pessoas não devem se preocupar, caso tenham mal-estar e febre cerca de 1-3 dias após a administração da vacina. “Elas não ficaram gripadas após a vacinação. É apenas uma reação de resposta imunológica que atinge de 3 a 5% do grupo.” O especialista ressalta ainda que, assim como as crianças, os adultos também devem se proteger contra doenças infecciosas. Vacinas contra difteria, tétano, sarampo, caxumba e rubéola, entre outras, devem ser repetidas na vida adulta. Afinal, doenças infecciosas são as que mais levam ao afastamento do trabalho por períodos longos. (veja o vídeo http://scup.it/2fmw)

Segundo a responsável técnica da Unidade de Vacinação da instituição, Edmara de Oliveira, a campanha de vacinação contra a gripe já é responsável pela diminuição de cerca de 30 a 40% do absenteísmo nas empresas. As vacinas são ainda mais importantes para os grupos de indivíduos portadores de diabetes, doenças cardíacas e renais, além dos pacientes imunodeprimidos, como portadores de câncer e HIV. Nesses casos, as complicações decorrentes dessas doenças infecciosas são ainda mais severas.

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 Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe

Neste ano, a faixa etária das crianças foi ampliada, com a inclusão dos menores de cinco anos. Ainda integram o grupo pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Para esses não há meta específica de vacinação. “Mas vale lembrar-se de que a vacina contra a gripe é recomendada para a população em geral”, analisa o Dr. Artur Timerman.

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Esclareça as principais dúvidas sobre a gripe e a vacinação

* Gripe merece atenção – a doença pode levar a complicações como sinusites, otites, pneumonia e até a morte;

* Os sintomas da gripe são febre alta, fraqueza, dores no corpo, tosse e mal-estar. A pessoa contaminada pode ficar doente por até duas semanas;

* Resfriado não é gripe – o resfriado é gerado por vírus diferentes do da gripe e apresenta sintomas mais leves como coriza, discreto mal-estar e a febre não é frequente;

* O vírus da gripe é transmitido através da tosse, espirro ou durante uma conversa. A contaminação pode ocorrer por via respiratória ou por meio do contato com locais infectados, como corrimões e apertos de mão;

* Medidas simples como evitar aglomerações, lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-las com álcool gel após contato com superfícies ou depois de espirrar e tossir, contribuem para a prevenção;

* Espirrar e tossir contra o braço (e não na mão) ou em lenços descartáveis, também ajuda a evitar a gripe;

* A vacina contra gripe tem eficácia de até 90% na prevenção da doença. Qualquer pessoa com mais de seis meses de idade pode tomá-la. Leva cerca de duas semanas para o vacinado ficar protegido e a imunidade tem duração de um ano;

* É importante destacar que a vacina não causa a gripe, já que é constituída de vírus mortos. Porém é suficiente para provocar reações, produzindo defesa contra a doença;

* A vacina é específica contra os vírus causadores da gripe e não protege contra vírus que provocam doenças respiratórias, mesmo que os sintomas muitas vezes sejam parecidos;

* No dia da vacinação e no dia seguinte, é importante consumir alimentos leves, beber muita água e evitar atividades físicas;

* Em casos de mal-estar, o tratamento dos sintomas é suficiente. Paracetamol é o medicamento mais indicado.

* Alérgicos a ovos não devem tomar a vacina contra a gripe, que é produzida após inoculação do vírus em ovo e contêm proteínas derivadas do produto em seu conteúdo.

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Fonte

Artur Timerman – Médico infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos,

Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo terceiro ano consecutivo em 2013.

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