O uso de drogas antes ou durante a gravidez – quais as consequências?

Especialista fala sobre os perigos das drogas na gestação e alerta as mulheres que ainda sonham em ser mães

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A gestação é um período extremamente delicado na vida da mulher, afinal, dependendo de cada caso, alguns fatores podem interferir negativamente na saúde do bebê em formação. A situação, no entanto, se torna alarmante quando, ainda na gravidez, as mulheres fazem uso de drogas, sejam elas, lícitas ou ilícitas. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), um terço da população diagnosticada como dependente química, são mulheres em idade reprodutiva. Isso mostra o quanto o problema é preocupante, até mesmo, para as mulheres que desejam, um dia, serem mães.

Seja qual for o tipo de drogas, elas devem ser evitadas durante o período gestacional, afinal, os efeitos causados ao bebê podem ser irreversíveis. Segundo a Dra. Mariana Garcia Martins, no caso do álcool, podem ocorrer alterações fetais, especialmente na face e no desenvolvimento neurológico da criança. “Quanto ao cigarro, um dos problemas mais sérios refere-se à diminuição do volume dos vasos sanguíneos, causado pela nicotina, o que afeta diretamente o cordão umbilical, por onde passa toda a alimentação do bebê. Além disso, a mulher grávida fumante tem 70% mais chances de ter um aborto espontâneo, de dar à luz antes da hora, do bebê nascer com baixo peso e altura, com riscos de má formação e complicações cardíacas, ou até mesmo de ocorrerem mortes fetais e de recém-nascidos.”

Além das drogas lícitas, cabe destacar que o uso de substâncias ilícitas, como a maconha e a cocaína, também provocam dificuldades de desenvolvimento fetal. “A maconha pode causar efeitos congênitos, baixo peso no nascimento, sintomas parecidos com a abstinência no nascimento e maior risco de transtornos de atenção e de problemas de aprendizagem no futuro. A cocaína causa no bebê os mesmos efeitos tóxicos provocados na mãe, além da possibilidade de problemas cardíacos e falta de oxigenação”, esclarece a médica.

Quanto aos medicamentos, a médica alerta que eles só devem ser utilizados pela gestante com prescrição médica, além de ser totalmente contraindicado o uso de inibidores de apetite, tranquilizantes e ansiolíticos.

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Drogas antes da gravidez

Para quem ainda sonha com a maternidade, as drogas também são grandes vilãs. “O consumo excessivo de álcool, por exemplo, pode causar falha da menstruação e da ovulação, diminuição da libido e da infertilidade. O cigarro, além de diminuir a fertilidade, reduz a capacidade ovulatória da mulher e interfere nas chances de sucesso de uma reprodução assistida”, alerta a ginecologista.

Para aquelas que ainda desejam realizar este sonho, é recomendável começar um tratamento antes da gravidez. “É fundamental iniciar uma terapia orientada por um médico, além de mudar o estilo de vida, adotar hábitos alimentares saudáveis e praticar exercícios físicos. E, acima de tudo, abandonar o vício deve ser uma medida permanente. Não adianta voltar a usar drogas logo depois que o bebê nasce, pois a exposição da criança aos malefícios dessas substâncias, principalmente durante o período de amamentação e nos seus primeiros meses de vida, podem causar danos irreparáveis para a sua saúde no futuro”, ressalta a especialista.

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Fonte

Mariana Garcia Martins – Médica ginecologista especialista em Reprodução Humana da Criogênesis,

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Sobre a Criogênesis

A Criogênesis nasceu em São Paulo e possui mais de 10 anos de experiência no mercado brasileiro. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco e em medicina reprodutiva. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.
www.criogenesis.com.br

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Victoria Freitas
Assessoria de Imprensa
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