Tumores cardíacos – raros e assintomáticos

Estima-se que um em cada cinco pacientes que morrem em decorrência de câncer tenha comprometimento metastático do coração

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O câncer é a segunda causa de morte no Brasil, ficando atrás somente de doenças relacionadas ao coração, afirma o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além disso, esta é uma doença que pode se desenvolver em qualquer órgão do corpo, inclusive no coração. “Estima-se que um em cada cinco pacientes que morrem em decorrência de câncer tenha comprometimento metastático do coração”, explica Dr. Ricardo Corso.

O médico esclarece que os tumores cardíacos são classificados em primários, quando surgem do próprio tecido cardíaco, e secundários, quando se originam de outros órgãos. “Os tumores secundários surgem por disseminação pelo sangue, chamada de metástase, ou por infiltração de tumores de estruturas torácicas adjacentes”, afirma Dr. Ricardo. Ele acrescenta que os tumores primários são raros, geralmente benignos (80%), e são diferenciados pelo tipo celular que apresentam.

Dr. Ricardo ressalta que além de rara, esta doença pode ser silenciosa. “Os tumores cardíacos podem permanecer sem sintomas por muitos anos. Sendo assim, as manifestações clínicas do paciente vão depender do tamanho, da localização e do tipo celular do tumor”, lembra.

Além disso, os sintomas mais frequentes são semelhantes a diversas outras doenças cardíacas, o que pode dificultar o diagnóstico. “Sintomas como falta de ar, fraqueza, dores no tórax, interferências no ritmo cardíaco, inchaço no corpo, anemia, embolia cerebral (AVC) e de outras partes do corpo”, exemplifica o cirurgião cardiovascular.

Desta forma, os tumores cardíacos assintomáticos são diagnosticados, normalmente, quando o paciente é indicado a fazer, por outros motivos, um exame de imagem do tórax. “Os exames mais comuns que detectam a doença são o ecocardiograma, a tomografia cardíaca ou do tórax, o cateterismo cardíaco e a ressonância magnética”, reforça.

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Tratamento

O tratamento de tumores cardíacos varia de acordo com o tipo da doença, podendo ser a ressecção cirúrgica, a quimioterapia ou a radioterapia. Dr. Ricardo Corso explica que em casos mais específicos, como o de tumores primários benignos, é sempre indicada a retirada por meio de cirurgia. “Isso porque existe um potencial de comprometimento progressivo da função cardíaca e de outras manifestações e sequelas”, comenta.

O médico alerta para as consequências do tratamento à base de medicações. “Vários medicamentos quimioterápicos, assim como a radioterapia, utilizados frequentemente no tratamento do câncer, tem potencial de prejudicar o coração, o que deve ser monitorado durante todo o tratamento oncológico, para evitar danos ao órgão”, destaca.

O especialista ressalta que realizar exames e consultar um médico é de extrema importância para o diagnóstico precoce da doença. “Por se tratar de uma doença rara, que pode afetar qualquer faixa etária da população, e por não existir medidas preventivas, a orientação é que a partir dos 40 anos sejam feitos exames cardiológicos periódicos, para detecção de tumores ainda na fase inicial”, conclui.

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Fonte

Ricardo Corso – Cirurgião cardiovascular do Hospital do Coração do Brasil, em Brasília.

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Caroliny Rodrigues
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