Obesidade aumenta o risco de refluxo

De acordo a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde, mais da metade da população acima de 18 anos está acima do peso ideal. Além disso, a obesidade atinge 54% dos homens e 48% das mulheres.

A Dra. Fernanda de Oliveira explica que a obesidade é uma enfermidade que prejudica a saúde de todo o organismo, inclusive do sistema digestivo. “Esta doença afeta, também, os órgãos responsáveis pela digestão, aumentando as chances de desenvolver o refluxo gastresofágico e o aparecimento de gordura no fígado.”

A médica esclarece que a gordura que se deposita no fígado (esteatose) pode levar a um quadro de hepatite (destruição de células do fígado). A persistência deste quadro por muitos anos pode levar a cirrose hepática.

O refluxo gastroesofágico caracteriza-se pelo retorno de ácido do estômago para o esôfago, que pode levar ao aparecimento de lesões no esôfago, como erosões e úlceras. “Os pacientes obesos apresentam uma maior chance de desenvolver hérnia de hiato, caracterizada pelo deslocamento do estômago para o tórax, outra alteração anatômica que pode levar à doença do refluxo”, explica a especialista.

A obesidade pode provocar, também, o aparecimento de pedras na vesícula devido ao desequilíbrio de alguns elementos no sangue, que influenciam na formação da bile. “A bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula. Ela é uma mistura de várias substâncias, sendo uma delas o colesterol, que é responsável pela maioria dos casos de formação de cálculos na vesícula. Desta forma, quando o colesterol ruim (LDL) está alto e o colesterol bom (HDL) está baixo temos um maior risco de aparecimento de pedras na vesícula pela alteração deste elemento na bile”, ressalta.

A gastroenterologista conclui destacando a importância de manter o peso ideal e do acompanhamento médico. “O emagrecimento é fundamental na prevenção do aparecimento de doenças do sistema digestivo e também de outras doenças, como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares. Porém, não é recomendado que o paciente tente fazer dietas sozinho. A ajuda de um profissional oferece sempre mais segurança e melhores resultados .”

 

Fonte

Fernanda de Oliveira – Médica gastroenterologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília.

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Christiana Ribeiro
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