Jeans contra a celulite – nota de repúdio da SBD

A Sociedade Brasileira de Dermatologia repudia a matéria publicada no dia 22/10, no Jornal O Estado de São Paulo, falando sobre o “jeans milagroso contra a celulite” e esclarece que não existe nenhuma evidência científica que mostre resultados positivos com o uso de um tecido para tratar da celulite. Isso porque a celulite é uma alteração cutânea multifatorial. Todos os tratamentos disponíveis até hoje sempre levam em conta fatores, como genética, índice de massa corporal, percentual de gordura, hormônios, atividades físicas, tabagismo, enfim, um conjunto que precisa ser respeitado e estudado.

Em 2008, Molly Wanner, professora de dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, revisou as evidências dos resultados de tratamentos contra a celulite, tanto não invasivos quanto os invasivos, avaliando vários métodos terapêuticos e, do ponto de vista médico e científico, não há nenhum tratamento duradouro para esse problema.

Dessa forma, A SBD opõe-se a essa reportagem, que recebeu destaque no Jornal e que não contém nenhuma declaração médica, tratando apenas de sensacionalismo e propaganda própria de uma empresa (Rhodia no Brasil).

O Conselho Federal de Medicina, em suas regras para publicidade médica, deixa bem claro que:

“Art. 9º Por ocasião das entrevistas, comunicações, publicações de artigos e informações ao público, o médico deve evitar sua autopromoção e sensacionalismo, preservando, sempre, o decoro da profissão.

§ 2º Entende-se por sensacionalismo:

a) A divulgação publicitária, mesmo de procedimentos consagrados, feita de maneira exagerada e fugindo de conceitos técnicos, para individualizar e priorizar sua atuação ou a instituição onde atua ou tem interesse pessoal;

b) Utilização da mídia, pelo médico, para divulgar métodos e meios que não tenham reconhecimento científico;

c) A adulteração de dados estatísticos visando beneficiar-se individualmente ou à instituição que representa, integra ou o financia;

d) A apresentação, em público, de técnicas e métodos científicos que devem limitar-se ao ambiente médico;

e) A veiculação pública de informações que possam causar intranquilidade, pânico ou medo à sociedade;

f) Usar de forma abusiva, enganosa ou sedutora representações visuais e informações que possam induzir a promessas de resultados.”

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Sobre a SBD

A Sociedade Brasileira de Dermatologia, com quase 7 mil associados, é a segunda maior sociedade dermatológica do mundo, com mais de 100 anos de existência é a única instituição dermatológica reconhecida oficialmente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) e tem como objetivo promover o estudo, ensino e a pesquisa na dermatologia e áreas afins.

 

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