Reserva de Fluxo Fracionado – diagnóstico de alta precisão na avaliação do grau de obstrução da artéria do coração

Medicina personalizada e diagnóstico de alta precisão garantem melhor tratamento de doenças cardíacas

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Cerca de 30% das mortes causadas no Brasil anualmente são provocadas por problemas cardíacos, como infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) um em cada três adultos no mundo sofrem de problemas relacionados à pressão arterial, fator de risco para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares. No Brasil, 22,7% dos adultos sofrem de hipertensão, na faixa acima de 65 anos os o problema afeta 60% da população. A incidência da doença entre jovens com idade de 18 a 24 anos é de 5,4%.

Para garantir melhor o diagnóstico e tratamento das doenças cardíacas, o Hospital do Coração do Brasil, em Brasília, está oferecendo um exame inédito no Distrito Federal. O exame Fractional Flow Reserve – FFR (no português, Reserva de Fluxo Fracionado) é utilizado para a avaliação do grau de obstrução da artéria do coração. Uma das principais indicações é para o diagnóstico da obstrução de coronárias. A doença cardiovascular é caracterizada pela formação de placas de gordura depositadas nas paredes dos vasos sanguíneos, causando a calcificação e, consequentemente, seu endurecimento.

O exame é complementar ao cateterismo cardíaco para a definição da obstrução da artéria coronária. O teste verifica se este entupimento está afetando a circulação sanguínea no miocárdio, processo conhecido como isquemia miocárdica. O exame é realizado por meio da introdução de um cateter que ultrapassa a obstrução arterial e mede a pressão do fluxo sanguíneo. De acordo com o Dr. Edmur Araújo, esta verificação das pressões indica se o fluxo sanguíneo da coronária está severamente comprometido, havendo o diagnóstico o tratamento é indicado, necessidade de uma angioplastia ou de uma intervenção cirúrgica. “Os métodos tradicionais para o diagnóstico de uma obstrução arterial significativa, a cintilografia do miocárdio e o ecocardiograma de stress, nem sempre apresentam com clareza o grau de isquemia, o que pode dificultar o tratamento da doença.”

O exame FFR mede o fluxo da sangue da coronária antes e depois da obstrução e o resultado desta relação indica com precisão quais são os riscos de desenvolvimento de uma isquemia. O diagnóstico feito por meio do FFR é invasivo e auxilia o cardiologista à prescrever o melhor tratamento. A obstrução arterial que causa a insuficiência de sangue pode ser tratada pelo cateterismo por meio da angioplastia, ou pela cirurgia para realizar Ponte de Safena.

Atualmente o método mais preciso e mais usado para quantificar a gravidade de uma obstrução coronariana é o cateterismo cardíaco. Quando a obstrução da luz da artéria é igual ou maior que 70% consideramos que é uma obstrução grave e portanto deve ser tratada. O que é mais importante com relação ao FFR é que ele consegue mostrar que 35% das obstruções entre 50-70% são obstruções importantes, ou seja, ela afeta a circulação sanguínea e devemos realizar angioplastia ou cirurgia de Pontes Safenas. Por outro lado, também é capaz de mostrar que 20% das obstruções de 70-90% não são graves e devem ser tratadas apenas com medicamentos. Ele evita que tratemos obstruções que no cateterismo parecia importante e autoriza que tratemos obstruções que pelo cateterismo parecia não ser grave. Isto demonstra que ele muda a forma de tratar uma obstrução se compararmos com a avaliação feita apenas pelo cateterismo.

A tecnologia está na fronteira da medicina, apresentando ganhos substanciais na personalização do tratamento e no diagnóstico de alta precisão. Em Brasília O FFR é feito exclusivamente no Hospital do Coração do Brasil (HCBr).

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Fonte

Edmur Araújo – Médico cardiologista, diretor médico do Hospital do Coração do Brasil – HCBr.

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Christiana Ribeiro
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