Crianças com colesterol elevado

Pesquisa releva dados sobre aumento do número de crianças com colesterol elevado
55,8,% dos pesquisados apresentaram níveis elevados

.

O colesterol alto não é uma exclusividade dos adultos. Uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro, pelo Bronstein Medicina Diagnóstica, no período de janeiro a dezembro de 2011, com 3.300 crianças de até 10 anos, mostrou que 55,8% dos resultados apresentavam níveis acima do ideal, o que corresponde a um aumento de 40,5% em relação ao mesmo período de 2009. Dentre estes pacientes, 1.295 ou 39,2%, apresentavam níveis maiores ou iguais a 200mg/dL, o que corresponde a um aumento de 142%, em relação ao mesmo período.

Segundo recomendações da Sociedade de Pediatria, o colesterol total é considerado normal na criança quando abaixo de 170 mg/dL e torna-se mais preocupante quando ultrapassa 200mg/dL. Dentre os 3.881 pesquisados em 2009 observou-se que 1.540 (39,7%) encontravam-se com colesterol total igual ou acima de 170mg/dL. Em 2011 este número saltou para um total de 1.840 (55,8%), o que representa um aumento de 40,5%. “Este resultado confirma a tendência mundial de elevação dos níveis de colesterol nas crianças, provável fruto do aumento contínuo dos níveis de obesidade, piora dos hábitos de vida com consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e gorduras trans, bem como o aumento do sedentarismo observado em todas as faixas etárias”, revela Dra. Yolanda Schrank.

Dra. Yolanda revela também, que já se sabe que um quarto das crianças de até dois anos com colesterol alto apresentará problemas de saúde na idade adulta. O Programa Nacional de Educação sobre Colesterol da Academia Americana de Pediatria preconiza que crianças com parentes de primeiro grau que tiveram doença coronariana antes dos 55 anos de idade devem começar a prevenção e o controle desse mal a partir dos dois anos.

A endocrinologista ressalta que a pesquisa foi realizada em pacientes que tiveram o colesterol solicitado por seus médicos e que, portanto, pode incluir um grupo de crianças já com a conhecida dislipidemia familiar e que estavam realizando exames de controle. Por isso, os resultados podem refletir valores percentuais acima do esperado na população. Porém, grande parte dos estudados provavelmente realizou o exame meramente como rotina.

.

O que é o colesterol alto

O colesterol é a gordura da alimentação absorvida no intestino que entra na corrente sanguínea, sendo transportada por proteínas até formar o complexo lipoproteína.

As principais lipoproteínas são:

* HDL (conhecido como o bom colesterol),
* LDL (denominado como o mau colesterol),
* VLDL.

Quando o colesterol atinge níveis altos, oriundos de distúrbio genético somado à alimentação incorreta, as artérias são obstruídas por blocos de gorduras, que interrompem a irrigação normal do sangue, levando às lesões e até à morte da região atingida, como exemplo pode-se citar a obstrução das artérias do coração, que pode causar um infarto e impedir o órgão de bombear o sangue para todo o corpo, podendo causar a morte.

Como é uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas, o diagnóstico é feito por meio de análises do sangue do paciente. Por isso, é muito importante a realização de exames periódicos.

O ideal é que o paciente procure um médico e se submeta às medidas necessárias, o tratamento deve ter medicamentos à base de estatinas (classe de drogas que engloba várias substâncias com mesmo mecanismo de ação, porém, de potências diferentes) e alimentação adequada – balanceada nutricionalmente e sem excesso de gorduras e, principalmente, com baixo teor de colesterol.

Além disso, o paciente deve praticar exercícios físicos regulares.

.

Fonte

Yolanda Schrank – Médica endocrinologista da Bronstein Medicina Diagnóstica e responsável pela pesquisa.
*****

.

Juliana Xavier
juliana@saudeempauta.com.br>




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

Nenhum comentário.

Os comentários estão encerrados.