Síndrome da boca seca pode resultar na perda dos dentes quando não tratada

Nós todos precisamos de determinada quantidade de saliva, tanto para digerir os alimentos, como para limpar a boca e controlar a população de bactérias, evitando infecções. Fisiologicamente, a salivação começa a diminuir a partir dos 30 anos. Aos 60 anos, temos metade da saliva de um jovem. A boca fica seca e desconfortável, dificultando principalmente a deglutição e diminuindo a resistência bucal. Quando não diagnosticada e tratada a tempo, essa condição pode resultar, inclusive, na perda dos dentes.

De acordo com o doutor Artur Cerri,  a síndrome da boca seca pode ser fisiológica ou indicar algumas doenças sistêmicas, acelerando o aparecimento de cáries, infecções bucais e, principalmente, gengivite – além de comprometer não só os dentes do idoso, como também sua saúde em geral, já que, com o tempo, ele passa naturalmente a comer menos e ingerir apenas alimentos macios ou líquidos.

“Trata-se de um ciclo vicioso que precisa ser interrompido. Ao controlar a síndrome da boca seca – que atinge mais mulheres do que homens –, conseguimos manter a saúde oral do paciente, evitando inflamações e infecções que levam a uma alimentação deficiente e, por conseguinte, comprometem a saúde e a qualidade de vida de modo geral. Até mesmo o paladar a pessoa perde com o tempo”, diz Dr. Cerri, chamando atenção para nove sintomas muito comuns em quem tem boca seca:

1. Sensação pegajosa na língua, causada pela falta de saliva;

2. Mau hálito;

3. Língua avermelhada, áspera, seca;

4. Sensação ruim na garganta, como se fosse um pigarro;

5. Sede frequente;

6. Feridas nos cantos da boca e fissuras nos lábios;

7. Ardência lingual;

8. Dificuldade ao falar;

9. Rouquidão, secura nas vias nasais e dor de garganta.

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Principais causas da síndrome da boca seca

* Processo de envelhecimento;
* Efeitos colaterais de determinados medicamentos para tratar depressão, ansiedade, obesidade, dor, alergia, asma, incontinência urinária, Mal de Parkinson etc.;
* Efeito colateral de determinadas doenças, como diabetes, anemia, fibrose cística, hipertensão e artrite reumatoide, entre outras.

“Não podemos descartar outras causas, como desidratação e danos ao sistema nervoso, principalmente após traumas ou cirurgias. Mas outra causa muito comum é o fumo. O fumante passa muito tempo respirando pela boca enquanto fuma, e isso acaba agravando o quadro.”

Dr. Artur Cerri diz que, além de reportar o problema ao médico, para que ele faça ajustes nas doses das medicações ingeridas diariamente, é importante que as pessoas mantenham uma excelente higiene oral, escovando os dentes e fazendo enxágues diversas vezes ao dia, além de ingerir bastante líquido diariamente e adotar uma alimentação rica em alimentos com alto teor de água. “O idoso deve cortar o alimento em pedaços pequenos, acrescentando, por exemplo, uma boa fatia de melancia, abacaxi, ou melão ao prato principal. Essa rotina controla os efeitos da boca seca durante as refeições e evita que a pessoa passe a comer menos e a ficar com a musculatura oral enfraquecida.”

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Fonte

Artur Cerri – Prof. Dr., coordenador da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas). www.apcd.org.br

 

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Heloisa Paiva
Diretora de Jornalismo
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