Alimentação saudável na prevenção contra câncer de estômago

Identificação da doença em fase inicial é fundamental para evitar metástase e para o sucesso do tratamento cirúrgico

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Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 20 mil novos casos de câncer de estômago ocorreram no ano de 2012. No Brasil, o câncer gástrico é o quarto tumor maligno mais frequente entre os homens e sexto entre as mulheres, e sua incidência aumenta a partir de 40 anos de idade. “A incidência do câncer gástrico vem diminuindo, mas a mortalidade permanece alta”, afirma o doutor René Berindoague. No ocidente, a sobrevida em cinco anos é em torno de 30% nos países desenvolvidos e 20% nos países em desenvolvimento. No oriente (Japão e Coréia do Sul), com programa de detecção precoce, a sobrevivência está acima de 70 %.

No Brasil sua incidência varia de acordo com a região. Independentemente da região do país, homens, idosos e indivíduos de classes sociais menos privilegiadas, são os mais frequentemente afetados.

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A causa é multivariada e os componentes de risco conhecidos são de origem infecciosa, como:

* A infecção gástrica pelo Helicobacter pylori;
* Idade avançada e gênero masculino;
* Hábitos de vida como dieta pobre em produtos de origem vegetal, dieta rica em sal, consumo de alimentos conservados de determinadas formas, como defumação ou conserva na salga;
* Exposição à drogas, como o tabagismo;
* Associação com doenças, como gastrite crônica atrófica, metaplasia intestinal da mucosa gástrica, anemia perniciosa, pólipo adenomatoso do estômago, gastrite hipertrófica gigante; e
* História pessoal ou familiar de algumas condições hereditárias, como o próprio câncer gástrico e a polipose adenomatosa familiar.

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O índice de mortalidade poderia ser menor caso a doença fosse identificada em estágio inicial, o que é dificultado pela imprecisão dos sintomas. Perda de peso e do apetite, fadiga, anemia, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistentes podem indicar uma doença benigna (úlcera, gastrite e etc.) ou até mesmo um tumor no estômago. Massa palpável na parte superior do abdômen e aumento do tamanho do fígado indicam estágio avançado da doença. Sangramento gástrico pode ocorrer nas lesões malignas, entretanto, o vômito com sangue ocorre em cerca de 10% dos casos de câncer de estômago. Também podem surgir sangue nas fezes, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte, indicativo de sangue digerido.

Por meio de exames, é possível determinar o diagnóstico, tamanho e localização do tumor, assim como o estágio da doença. Se o diagnóstico for precoce, maior a probabilidade de sucesso no tratamento da doença, que preferencialmente é cirúrgico. “De acordo com o tamanho e o avanço da doença, estuda-se o tipo de cirurgia a se fazer. A retirada parcial ou total do órgão acometido é a melhor opção”, esclarece Dr. Berindoague.

É fundamental seguir desde a infância uma “dieta composta de alimentos ricos em fibras, em vegetais crus e em frutas cítricas. Estes alimentos evitam que os conservantes encontrados em alimentos industrializados se transformem em nitrosamina, substância nociva ao estômago. Combate ao tabagismo e diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas também são importantes. Tomar água sempre tratada, evitando-se a contaminação por bactéria Helicobacter pylori também é indicado”, finaliza o cirurgião.

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Fonte

René Berindoague – Médico cirurgião especializado no aparelho digestivo.

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Pollyanne Soares
Zoom Comunicação
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