Incidência de hepatites cai no DF

Dados do Ministério da Saúde revelam que os casos de infecções pelos vírus B e C da doença diminuíram de 2011 para 2012

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De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, a hepatite A é responsável por sete mil casos por ano, o tipo B da doença tem uma incidência de 14 mil pessoas anualmente. Já a hepatite C tem, aproximadamente, 10 mil diagnósticos a cada ano. No Distrito Federal, a estatística, em 2011, foi de 155 infectados pelo vírus B, com registro de 6 óbitos, e 217 pelo vírus C, que registrou 20 mortes. Em 2012, a estatística caiu para 68 infecções de hepatite B (2 óbitos) e 82 diagnósticos de hepatite C (5 mortes). No entanto, estima-se que há muitos casos não diagnosticados ou não notificados.

As hepatites são inflamações no fígado, podendo ser causadas por vírus, doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas, álcool, uso de alguns medicamentos, dentre outros fatores. Além disso, estas patologias frequentemente são silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. No Brasil, os tipos mais comuns da doença são os A, B e C. Contudo, há, também, o D e E.

A Dra. Valéria Paes explica que a hepatite A é contraída por transmissão fecal-oral, decorrente, principalmente, de alimentos mal higienizados e água contaminada. Ela alerta que a hepatite pelo vírus A costuma não deixar sequelas, e apenas raramente (cerca de 1% dos casos) pode se apresentar de forma mais grave, com risco para óbito. Por isso, é importante ficar atento aos sinais. “O quadro típico é caracterizado por náuseas e vômitos, mal-estar, febre, perda de apetite, fezes mais claras e um amarelão no corpo e nos olhos”, esclarece a médica.

Já a hepatite B é transmissível por relações sexuais sem preservativo, pelo sangue contaminado, ou também da mãe para o bebê. “Desta forma, é extremamente importante utilizar a camisinha em todas as relações sexuais”, indica Dra. Valéria. A infectologista conta que a vacina contra a hepatite B entrou no calendário do governo apenas para o público infantil há cerca de dez anos. Portanto, uma boa parte dos adultos brasileiros não foi contemplada com esta vacinação. “Há muito tempo o Brasil vivencia uma epidemia de hepatite. A maioria das pessoas não se vacina e acaba só descobrindo a doença quando faz a sorologia para hepatite, seja porque o médico percebeu os indícios da doença ou porque está fazendo um check-up rotineiro”, explica a especialista. O Ministério da Saúde está ampliando a indicação da vacina para hepatite B para os adultos, a fim de prevenir a ocorrência de casos novos. A prioridade é para as pessoas que estão expostas ao risco, como profissionais da saúde, manicures, podólogos. Os doadores de sangue também têm prioridade.

O vírus C é transmitido por meio do contato com sangue contaminado (hemotransfusões realizadas antes de 1993, compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, material cirúrgico e alicates de unha não esterilizados, etc.). Outras formas de contágio, tais como ato sexual e transmissão vertical (de mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação) ainda não foram comprovadas, entretanto, não podem ser totalmente descartadas.

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Vacinas

Existem três opções de vacinas, sendo a primeira apenas para a hepatite A, com duas doses, intercaladas num período de seis meses a um ano. A segunda opção é a vacina somente para a hepatite B, que é aplicada em três doses, com intervalo de um mês e seis meses. Para as crianças, esta vacina faz parte do calendário do governo. A terceira alternativa é a vacina que contempla a hepatite A e B conjuntamente. São recomendadas três doses, no mesmo intervalo da vacina contra hepatite B. As vacinas são intramusculares e podem ser aplicadas no braço, nádegas ou coxa.

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Fonte

Valéria Paes – Médica infectologista do laboratório Exame.

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Sobre o Exame Laboratório e Imagem

O Exame nasceu há 38 anos em Brasília e atualmente possui mais de 300 colaboradores e 33 unidades de atendimento no Distrito Federal e Entorno. Considerado pioneiro no segmento de exames por análises clínicas, o laboratório disponibiliza a seus clientes serviços e soluções inovadoras, oferecendo qualidade, confiança, credibilidade, conveniência e tecnologia de ponta, comprovada pelo Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC), o ISO 9001 e a Proficiência em Ensaios Laboratoriais (PELM). Além disso, por meio do programa Exame Melhor Idade, o laboratório oferece aos idosos medicina diagnóstica com qualidade e preços diferenciados. Pensando nas crianças, o Exame possui um espaço preparado especialmente para atendê-las. A marca conta, ainda, com o serviço de vacinas e uma unidade 24 horas, localizada na 716 Sul, que disponibiliza mais de três mil exames de análises clínicas e anatomia patológica.

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Gabriel Valério
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