Doenças pneumocócicas, entre elas a pneumonia, causam mais que o triplo de mortes por ano que a gripe

Quase 9 em cada 10 brasileiros acima de 50 anos acreditam não correr risco de contrair pneumonia – uma das três principais causas de morte no mundo

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O envelhecimento é um fator de risco primário para as doenças pneumocócicas (DPs)1. No entanto, um novo levantamento revela que 87% dos brasileiros entre 50 e 70 anos acreditam não correr risco de contrair pneumonia. Quando o assunto é doença pneumocócica em geral, o índice sobe para 93%. Realizada com 504 entrevistados pela GfK HealthCare*, a pesquisa Perigo ignorado: as doenças pneumocócicas e a maturidade reforça o desconhecimento a respeito da gravidade das infecções causadas pelo pneumococo no País. O mesmo levantamento foi realizado na Espanha, com 503 entrevistados, e na Turquia, com 500 pessoas.

Entre os brasileiros que acham totalmente ou muito improvável contraírem doenças pneumocócicas, as principais razões para se considerarem fora de risco foram:

* Estar saudável (55%);
* Ser vacinado contra a gripe (41%) – o que, é importante ressaltar, não protege contra este grupo de infecções ;
* Não conhecer muito sobre as DPs e, portanto, não saber avaliar se podem contraí-las (27%); e
* Não ter recebido orientações do médico sobre o fato de correr risco de contrair DPs (21%).

“É curioso notar que, enquanto 55% dos entrevistados consideram-se em risco de contrair a gripe, apenas 7% acreditam que podem ter alguma doença pneumocócica e somente 13% pensam que podem pegar pneumonia”, comenta a Dra. Rosana Richtmann, médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e membro do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Os resultados do levantamento surpreendem, pois a gripe é normalmente uma forma de infecção muito mais branda e, portanto, menos perigosa. “As doenças pneumocócicas causam mais do que o triplo de mortes por ano do que a gripe. E a melhor forma de prevenção é a vacinação específica contra o pneumococo”, alerta a especialista.

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Envelhecimento aumenta risco

Além disso, números relacionados às doenças pneumocócicas mostram que a gravidade e a letalidade deste grupo de infecções aumentam com o passar da idade2,3. “A partir dos 50 anos, como outros sistemas fisiológicos, a imunidade também começa a envelhecer e a resposta de defesa para novas doenças fica comprometida”, completa a Dra. Rosana. O impacto das doenças pneumocócicas tende a crescer globalmente porque a idade média da população mundial está aumentando, configurando um risco significativo para a saúde pública:

PROJEÇÕES DE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO

* Mundial – Segundo o Relatório sobre a situação da população mundial 20114 do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, da Organização das Nações Unidas – ONU), hoje existem 893 milhões de pessoas acima de 60 anos em todo o mundo. Na metade deste século, esse número subirá para 2,4 bilhões. Ainda de acordo com o documento, a proporção global de pessoas com mais de 60 anos, que era de 8% em 1950, cresceu para 11% em 2009 e está projetada para alcançar 22% em 2050 – quase 1/5 da população mundial.

* No Brasil – Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também apontam para um envelhecimento da população no Brasil5. Em 2008, para cada grupo de 100 crianças de 0 a 14 anos existiam 24,7 idosos de 65 anos ou mais no País. Estima-se que, em 2050, este cenário será de 172,7 idosos para cada 100 crianças de 0 a 14 anos. De acordo com o instituto, os avanços da medicina e as melhorias nas condições gerais de vida da população repercutiram para elevar a média de vida do brasileiro (expectativa de vida ao nascer) de 45,5 anos de idade, em 1940, para 72,7 anos, em 2008. Segundo a projeção do IBGE, o País continuará galgando anos na vida média de sua população, alcançando em 2050 o patamar de 81,29 anos.

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Consequências subestimadas

Apesar do relevante impacto físico, emocional e econômico das doenças pneumocócicas nos pacientes e em suas famílias, Perigo ignorado: as doenças pneumocócicas e a maturidade aponta que apenas 18% dos brasileiros acima dos 50 anos dizem conhecer bem ou muito bem as DPs. Na Espanha e na Turquia, o nível de desconhecimento sobre as doenças pneumocócicas pelos adultos acima de 50 anos é ainda maior do que no Brasil. Apenas 12% dos espanhóis e 5% dos turcos afirmam conhecer bem ou muito bem as DPs.

Outro achado interessante da pesquisa é que as consequências das DPs são incógnitas para brasileiros acima dos 50: só uma pequena parcela dos entrevistados reconhece tratamentos de alto custo (11%), possibilidade de morte quando não tratadas (9%) e hospitalização em casos sérios (7%) como consequências destas infecções. O estudo mostra também que 40% dos brasileiros não têm ideia da taxa de mortalidade das DPs. “Somente 16% dos entrevistados foram assertivos ao avaliar a taxa de mortalidade deste grupo de infecções entre 10% e 20%, conforme apontam as estimativas. Isto mostra um desconhecimento enorme do brasileiro sobre a letalidade das doenças pneumocócicas”, reforça Dra. Rosana.

A nova pesquisa revela ainda que os entrevistados não sabem quais infecções fazem parte deste grupo: a maioria dos brasileiros desconhecem que as DPs incluem doenças graves como a bacteremia (83%) ou meningite (82%). Os resultados são semelhantes na Espanha e na Turquia, porém com maior grau de desconhecimento: a bacteremia não é identificada como uma doença que pode ser causada pelo pneumococo por 91% dos espanhóis e por 95% dos turcos, enquanto a meningite não poderia ser causada pelo pneumococo para 86% dos espanhóis e 94% dos turcos.

Um em cada quatro entrevistados no País (26%) não sabe quais deficiências podem surgir a partir das infecções pelo pneumococo. A deficiência mais apontada como possível consequência das DPs é a insuficiência respiratória (25%).

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Sobre a pesquisa

Realizada pela GfK HealthCare a pedido da Pfizer, a pesquisa Perigo ignorado: as doenças pneumocócicas e a maturidade tem como objetivo avaliar o nível de conhecimento de brasileiros, turcos e espanhóis acima de 50 anos a respeito da importância da vacinação nesta faixa etária, hábitos de vacinação, entendimento a respeito das doenças pneumocócicas e da sua gravidade. A pesquisa contou com 504 entrevistados entre 50 e 70 anos, residentes no Brasil, e foi realizada por meio de um questionário on-line de 30 minutos. Conduzido em português, o levantamento foi concluído em 2012.

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Fontes

1. Weinberger B, Herndler-Brandstetter D, Schwanninger A, et al. Biology of immune responses to vaccines in elderly persons. Clin Infect Dis. 2008;46:1078-1084.
2. Simell B, et al. Aging reduces the functionality of anti-pneumococcal antibodies and the killing of streptococcus pneumonia by neutrophil phagocytosis. Vaccine. 2011;29:1929-1934.
3. Sims RV, Boyko EJ, Maislin G. The role of age in susceptibility to pneumococcal infections. Age and Ageing. 1992;21(5):357-361.
4. Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA – ONU Brasil). Relatório sobre a situação da população mundial 2011. Disponível em http://www.unfpa.org.br/swop2011/swop_2011.pdf. Acessado em 27 de agosto de 2012.
5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma abordagem demográfica para estimar o padrão histórico e os níveis de subenumeração de pessoas nos censos demográficos e contagens da população. Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1272. Acessado em 27 de agosto de 2012.

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Campanha Previna-se: encare a pneumonia de peito aberto traz Regina Duarte como madrinha

Para alertar a população sobre as doenças pneumocócicas e a importância da prevenção dessas enfermidades após os 50 anos, quatro importantes sociedades médicas brasileiras – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Associação Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), – se uniram para lançar a campanha Previna-se: encare a pneumonia de peito aberto. A iniciativa, que contará com ações educativas e de conscientização, tem a atriz Regina Duarte como madrinha e conta com o apoio da Pfizer.

Com abrangência nacional, a campanha engloba ações em plataformas digitais, como hotsite, fanpage no Facebook e canal no YouTube; além de iniciativas presenciais com a população, como blitze de saúde e ciclo de palestras em hospitais e clínicas sobre a pneumonia e outras DPs. Haverá ainda uma caminhada em São Paulo (SP), com a presença da atriz Regina Duarte.

Em breve, será lançado um aplicativo mobile para celulares e tablets com sistema operacional Android e iOS. Com o aplicativo, a ideia é ter uma carteira de vacinação de fácil acesso para toda a família. Basta preencher os dados pessoais e as informações sobre vacinações pregressas, que o aplicativo informará ao usuário o calendário vacinal recomendado e avisará, via e-mail e alertas no celular, sobre as próximas vacinas previstas.

Para acompanhar a agenda da campanha e obter mais informações sobre a prevenção da pneumonia, acesse www.campanhaprevinase.com.br, curta a fan page da iniciativa facebook.com/campanhaprevina e acesso o canal do Youtube youtube.com/campanhaprevinase.

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Contato

Ana Paula Roldão
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55 11 4084-4800 (PABX)




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