Ortopedistas e Ministério da Saúde se juntam na campanha para vencer o trauma

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT vai trabalhar juntamente com o Ministério da Saúde numa campanha contra o trauma, com duplo objetivo: reduzir os casos de trauma, que matam 130 mil brasileiros por ano e aumentar a capacitação médica e a infraestrutura da rede de atenção que atende a casos de traumatismo.

A informação é do presidente da SBOT, Flávio Faloppa, que reuniu-se com o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin, na presença dos 25 presidentes das sociedades estaduais e regionais dos ortopedistas, para discutir como financiar os investimentos necessários para aumentar a capacidade de atendimento ao traumatizado.

Dr. Faloppa, que fala em nome de 11 mil ortopedistas brasileiros, lembra que no Sul e Sudeste o trauma é a terceira maior causa de morte, vindo logo depois das doenças cardiovasculares e do câncer, enquanto no Norte e Nordeste já é a segunda causa de morte de jovens. O problema é decorrente principalmente dos acidentes de trânsito, motos em primeiro lugar, e dos assassinatos, e tão grave que o IBGE constatou que ao longo de dez anos a mortalidade entre os jovens homens mudou o perfil da população brasileira, que passou a ter 95,2 homens para 100 mulheres.

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Campanha de Prevenção

Para o presidente da SBOT, “é responsabilidade da entidade maior dos ortopedistas investir na prevenção”, tanto que nos últimos anos a SBOT promoveu a campanha pelo uso do capacete pelos motociclistas, pela cadeirinha para crianças nos automóveis, participando ainda ativamente da campanha contra o álcool na direção e tem investido na propaganda da ‘casa segura’ para os idosos.

O especialista explica que a constante evolução da Ortopedia permite que seja minimizada ou mesmo eliminada a sequela causada por um trauma, uma fratura de pelve ou mesmo uma fratura grave na perna de um motociclista, por exemplo, mas é preciso que o atendimento seja rápido e eficaz. Ele acrescenta que no dia dos hospitais é o médico que percebe até que ponto a incapacitação de um trabalhador afeta a qualidade de vida, as perspectivas e também os sonhos de uma família inteira.

A preocupação é endossada pelo Ministério da Saúde que, em agosto passado colocou em consulta pública o documento que cria a ‘Linha de Cuidado ao Trauma no SUS’, onde define diretrizes clínicas para o tratamento de pacientes, estabelecimento de um protocolo único, a habilitação de centros de trauma e a criação de incentivos financeiros diferenciados para esses hospitais.

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