Efeitos benéficos da cerveja sem álcool para maratonistas

A bebida contém polifenóis, que são substâncias responsáveis pela redução dos processos inflamatórios ocasionados pelos exercícios intensos e de longa duração
     

Estudo divulgado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) aponta que substâncias naturais contidas nas cervejas sem álcool poderiam reduzir os processos inflamatórios causados pelo exercício intenso de longa duração, como é o caso das maratonas.

Sabe-se que exercícios de alta intensidade aumentam significativamente a incidência de inflamação e disfunções imunológicas. Ainda, algumas substâncias naturais com potentes propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, conhecidas como polifenóis, estão presentes em alimentos e também em quantidades significativas em componentes não alcoólicos da cerveja.

Dado o exposto acima, um estudo recentemente publicado na revista científica Medicine and Science in Sports and Exercise avaliou o papel da cerveja sem álcool na redução do processo inflamatório agudo e a incidência de doenças no trato respiratório superior, em corredores de maratona (provas com 42.195 Km de extensão).

O estudo em questão contou com a participação de 277 atletas inscritos na Maratona de Berlim do ano de 2009, com idades entre 20 e 60 anos, todos com condições ideais de saúde e já haviam concluído ao menos uma meia maratona. Eles foram separados em dois grupos com características semelhantes (idade, condições de saúde, entre outros fatores), sendo que todos ingeriram de 1 a 1,5 litros de cerveja sem álcool por dia, 3 semanas antes e uma semana depois da prova. O único diferencial foi que os participantes de um dos grupos (grupo A) ingeriram cerveja sem álcool normal e o outro grupo (grupo B) ingeriram praticamente a mesma bebida, porém sem a presença de polifenóis.

Antes e depois da prova foram coletadas amostras de sangue para avaliar as concentrações de interleucina 6 (IL6) e leucócitos (glóbulos brancos), que são indicadores de inflamação; os participantes também responderam a um questionário para avaliar o grau de desconforto no trato respiratório superior (composto por nariz, boca, faringe, laringe e traqueia). Do total, apenas 121 atletas completaram todo o processo e realizaram a prova até o final.

Os resultados mostram que os esportistas do grupo A (ou seja, aqueles que ingeriram cerveja sem álcool normal) apresentaram as menores concentrações de IL6(-24%) e de leucócitos (-20%) no sangue logo após a competição, e apenas 6% relataram desconfortos no trato respiratório superior, contra 16% do grupo B (ou seja, atletas que consumiram a mesma bebida, mas sem a presença de polifenóis). Após 12 dias de realização da prova, nenhum corredor do grupo A apresentou qualquer desconforto clinicamente relevante, ao contrário do grupo B.

Dado o exposto acima, os autores apontam que os polifenóis presentes na cerveja sem álcool atuam na proteção e recuperação de processos inflamatórios em indivíduos submetidos ao exercício intenso de longa duração. No entanto, é importante observar que não houve diferença no tempo de conclusão da prova entre os grupos, indicando que apesar de os polifenóis serem eficientes no combate aos processos inflamatórios, não melhoram o rendimento físico.

Em suma, o processo inflamatório é um elemento chave no mecanismo de doenças, como o diabetes mellitus, cardiopatias e obesidade. Portanto, a identificação de componentes anti-inflamatórios naturais é de grande importância no combate a estas enfermidades. Vale destacar também que o álcool possui propriedades inflamatórias que prejudicam a disponibilidade de nutrientes e que podem diminuir a secreção do hormônio do crescimento. Dessa forma, os resultados deste estudo provavelmente não seriam os mesmos com a ingestão de cerveja com álcool.

Título do estudo: Nonalcoholic Beer Reduces Inflammation and Incidence of Respiratory Tract Illness.
Autores: Scherr, J., D. C. Nieman, T. Schuster, J. Habermann, M. Rank, S. Braun, A. Pressler, B. Wolfarth, M. Halle.
Fonte: Medicine and Science in Sports & Exercise, vol. 44, nº 1, 18-26, 2012.

    

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