Descubra como fundiona um programa de ovodoação

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução N° 1358/92, determina normas éticas para orientar a organização de programas de doação de óvulos (oócitos). Ou seja, este tipo de doação não pode ter caráter lucrativo e o anonimato da doadora deve ser preservado.

De acordo com o Dr. Joji Ueno, habitualmente, temos menos doadoras que receptoras. “Há pouca informação sobre a importância e a necessidade da doação de oócitos. Além disso, é fundamental ressaltar que este tipo de doação não acarreta em nenhum prejuízo à saúde da doadora. O recebimento de óvulos da doadora muitas é a única forma da paciente realizar o sonho de ser mãe.”

Segundo consulta à CRMMG (Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais) – (Parecer consulta nº. 3491/2008) a doação compartilhada de óvulos, forma alternativa de doação altruísta, é considerada um procedimento ético. Na doação compartilhada de óvulos, a paciente doadora, que também é infértil, recebe a medicação utilizada para sua estimulação ovariana e produção de óvulos necessária para o seu próprio tratamento e doa os óvulos excedentes para a receptora, desde que não traga prejuízo ao seu tratamento. A doadora, portanto, também deve ser infértil e com indicação formal de tratamento por fertilização in vitro, jovem, com boa reserva ovariana e com dificuldade de arcar com os custos da medicação.

Na prática, o programa funciona aliando duas necessidades complementares: de um lado a mulher (ovoreceptora) que quer ser mãe tardiamente e já não dispõe de óvulos suficientes ou os ovários param de funcionar precocemente, necessitando de uma doação; e do outro, a mulher jovem (ovodoadora) que deseja ser mãe, mas precisa fazer tratamento de fertilidade de alta complexidade e não tem dificuldade de arcar com os custos.

Por meio dessa doação, é possível realizar uma fertilização in vitro. “A doadora deve passar por um processo de indução da ovulação indicado para o bebê de proveta”, afirma o ginecologista. Paralelo a isso, a receptora recebe hormônios que preparam o endométrio para receber os embriões. “Enquanto os óvulos se desenvolvem na doadora, o endométrio da receptora fica mais espesso a cada dia. Quando os óvulos da doadora forem aspirados, parte deles é encaminhado à receptora, sendo fertilizados com o sêmen do próprio marido”, explica o médico.
    

O perfil das doadoras

As doadoras devem ter menos que 35 anos de idade, histórico negativo de doenças genéticas transmissíveis, teste negativo para doenças infecciosas sexualmente transmissíveis (hepatite, sífilis, AIDS) e tipagem sanguínea compatível com a receptora.
      

As principais fontes de doadoras

* Pacientes do programa de fertilização in vitro ou inseminação artificial com altas respostas ao estímulo ovariano. Muitas vezes, optam por doar os óvulos obtidos, pois não desejam congelar embriões e temem uma gestação múltipla.

* Pacientes jovens, com boa reserva ovariana, que necessitam de tratamento de alta complexidade e consentem em fazer a doação compartilhada.

* Pacientes que tem óvulos congelados e não desejam ter mais filhos.

Fonte

Joji Ueno (CRM-48.486) – Médico Ginecologista, doutor em medicina pela Faculdade Medicina da USP e responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera.
    

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