Dia Nacional do Médico de Família e Comunidade

Profissional é a peça-chave na Atenção Primária à Saúde

Controle da Pressão Arterial

Nesta quarta-feira, 5 de dezembro, é comemorado o Dia Nacional do Médico de Família e Comunidade, especialidade que apesar de ainda pouco conhecida está presente em quase todo o Brasil, atuando tanto na saúde privada, nos consultórios particulares, quanto na esfera pública, em postos de Saúde e na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio do programa Estratégia Saúde da Família do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde (ESF/DAB/MS).

Nas equipes de Saúde da Família, que inclui também enfermeiros, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde e dentistas, o trabalho do MFC consiste na verificação das condições de vida, hábitos e convívio social do indivíduo assistido, o que acaba por prevenir patologias. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Nulvio Lermen Jr., “o médico de família e comunidade é aquele que trata pessoas e não apenas doenças”.

As competências terapêuticas e preventivas são componentes intrínsecos da especialidade não apenas no Brasil, mas em países como Portugal, Canadá, Inglaterra, Cuba e Holanda, onde viraram prioridade. “Os princípios da especialidade são compatíveis com os princípios da Atenção Primária à Saúde: primeiro contato com o sistema, atendimento ao longo da vida e cuidado coordenado e integral”, explica Dr. Nulvio.

Para ele, são enormes os desafios dos MFC. “Nosso maior desafio ainda é a chamada longitudinalidade, que é formar adequadamente um grande contingente de especialista e fixa-los em uma área, pois disso depende o sucesso de qualquer sistema de saúde”.
            

A MFC em números

Atualmente, a medicina de família está presente em quase todo o Brasil. Cerca de 100 milhões de brasileiros são assistidos pela Estratégia Saúde da Família (ESF), sendo 32.000 equipes atuando em 99% dos municípios brasileiros. Entretanto, há apenas 1.500 médicos especializados em Medicina de Família e Comunidade na ESF.
             

Medico de família – quem é?

Especialista responsável por cuidar da saúde da população com base no princípio biopsicossocial, ou seja, na análise física, psicológica e do contexto social em que está inserido o paciente, podendo a partir daí não só diagnosticar e tratar, mas, principalmente, prevenir doenças como asma, diabetes, hepatites, depressão, entre outras. É aquele que não quer saber apenas qual doença a pessoa apresenta, mas sim, quem tem determinada doença, e como vivencia o problema. Por isso, levam em consideração características como idade, sexo e ambiente familiar e social, pontos que interferem na causa das doenças e no diagnóstico adequado. É o especialista em pessoas, por meio de um cuidado contínuo e integral da saúde.
         
    

Sobre a SBMFC

Fundada em 5 dezembro de 1981, a SBMFC – antiga Sociedade Brasileira de Medicina Geral Comunitária (SBMGC), foi uma das primeiras especialidades oficializadas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) em 1981, e pelo Conselho Federal de Medicina, em 1986, sendo reconhecida como especialidade pela Associação Médica Brasileira (AMB) em 2002. Esta conquista para o povo brasileiro tem sido a principal bandeira da SBMFC, que defende o acesso universal e igual a todos os cidadãos e que cada família ou cidadão tenha o direito de ter o seu Médico de Família e Comunidade como ocorre na maioria dos países socialmente desenvolvidos.

Em 2011 a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), realizou um levantamento e a residência médica em MFC foi a que mais aumentou no País. No período que compreende entre 2004 a 2010 a MFC cresceu 200% em vagas para R1 (passou de 220 para 660), enquanto a ginecologia e obstetrícia aumentou 69%, a medicina interna (chamada no Brasil de clínica médica) 55% e a pediatria 13%.
                    

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