HPV e Câncer de Colo Uterino – inovação no diagnóstico

Encontro entre ginecologistas para discutir os avanços no Papanicolaou, teste para detecção das doenças precursoras do Câncer Cervical
       

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, no Brasil, ocorrem anualmente cerca de cinco mil mortes em decorrência do Câncer de Colo de Útero, também chamado de Câncer Cervical. Para discutir os avanços do teste Papanicolaou, exame de citologia feito em mulheres para prevenção deste tipo de câncer, ginecologistas de Brasília se reúnem amanhã no jantar científico promovido pelo laboratório Exame. Na ocasião, o Dr. Antonio Luiz Almada Horta, citopatologista do Exame, Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Citopatologia, ministrará palestra sobre Citologia em Base Líquida, uma nova técnica para colheita de células no teste de Papanicolaou.

“É uma ótima oportunidade para falar de novidades, pois a técnica usada por muitos lugares ainda é a mesma de quando o exame surgiu, há mais de 60 anos. Antes, o ginecologista coletava com uma espátula material do colo uterino e o transferia para uma lâmina. Hoje, o material da espátula é lavado em um líquido que preserva melhor as células, permitindo assim um diagnóstico mais preciso”, explica Dr. Antonio Luiz. A técnica de citologia em meio líquido envolve um tratamento laboratorial da amostra que permite ao patologista realizar um exame mais focado nas células, desprezando elementos que se superpõem, como sangue ou leucócitos, que prejudicam a qualidade do diagnóstico. O teste com automação em base líquida passa então a detectar maior número de lesões atípicas pré-neoplásicas que o exame citológico convencional.

Ele acrescenta que um exame mal coletado pode gerar um diagnóstico falso-negativo no qual a mulher apresenta lesão precursora do câncer cervical ou alterações celulares causadas pelo HPV, porém o teste não consegue detectá-las. “O grande problema do exame falso negativo é que o médico não encaminhará a paciente para complementação diagnóstica ou tratamento. Ou seja, a lesão só será diagnosticada no próximo exame, algum tempo depois”, alerta.

O especialista comenta que a preocupação com a qualidade do teste Papanicolaou fez com que o Ministério da Saúde abrisse uma consulta pública para discutir o assunto. Desta forma, médicos de todo o Brasil podem opinar, até dia 30 de novembro, sobre a minuta que aprovará o Programa Nacional de Qualidade em Citopatologia a ser implantado em todos os laboratórios prestadores de serviços de diagnóstico citológico ao SUS. 
         

HPV: o vilão do Câncer de Colo Uterino

Você sabia que existem mais de 150 tipos se HPV? Alguns dos tipos do papilomavírus humano, como é conhecido cientificamente o HPV, podem causar Câncer de Colo de Útero se não forem diagnosticados precocemente e tratados corretamente. Dados do INCA revelam que este câncer é o segundo mais comum entre as mulheres, sendo responsável por 18 mil novos casos por ano. “O HPV é considerado um agente necessário para as alterações celulares que levam ao Câncer de Colo Uterino. Por isso, é importante conscientizar as mulheres de que os exames preventivos são a melhor forma de descobrir a doença ainda em fase inicial, passível de cura em praticamente em todos os casos”, esclarece Dr. Antonio Luiz Almada Horta, citopatologista do laboratório Exame.

O Papanicolaou, o principal teste para detecção das lesões precursoras do câncer de colo uterino, é indicado para mulheres entre 25 e 64 anos. O exame deve ser feito anualmente com uma frequência de dois anos consecutivos. Após este período se não forem detectadas neoplasias intra-epiteliais ou sinais citológicos de infecção por HPV, a mulher pode realizar o teste a cada três anos. “Mesmo com esse largo período entre um exame e outro, as brasileiras ainda não enxergam a importância de fazê-lo. É uma questão cultural. A preocupação com a própria saúde ainda é baixa. Porém, elas precisam entender que esta é uma doença de desenvolvimento lento e, muitas vezes, sem sintomas iniciais. Assim, somente o exame periódico pode ajudar no diagnóstico”, ressalta o citopatologista.

O médico lembra que um resultado positivo de HPV, inclusive por técnicas complementares de biologia molecular, não significa que a mulher está doente. “A paciente pode ter apenas a presença do vírus HPV. Contudo, é preciso ter um acompanhamento médico e citológico para ter certeza de que a doença celular não está se desenvolvendo”, finaliza.

           

           Sobre o Exame Laboratório e Imagem

O Exame nasceu há 36 anos em Brasília e atualmente possui mais de 300 colaboradores e 29  unidades de atendimento no Distrito Federal e Entorno. Considerado uma referência para o segmento de exames por análises clínicas brasileiro, disponibiliza serviços e soluções diferenciados, oferecendo qualidade, confiança, credibilidade, conveniência e tecnologia de ponta. Através do Exame Melhor Idade oferece medicina diagnóstica com qualidade a preços populares para idosos, e também conta com espaço exclusivo para as crianças. Com o objetivo de buscar continuamente a inovação, a marca conta com unidades em hospitais e em importantes centros comerciais, que disponibilizam mais de três mil exames de análises clínicas e diagnóstico por imagem no mesmo local.

Para mais informações:          www.laboratorioexame.com.br.
           

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Caroliny Rodrigues
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