Pé diabético – 10 coisas que você precisa saber

Pé diabético

Recentemente você notou uma perda de sensibilidade nos pés? Formigamentos, dormência ou queimação? Caso, você seja portador de diabetes e se identificou com esses sintomas, não hesite em procurar o seu médico. Esses fatores correspondem ao pé diabético, uma doença que pode ser controlada e evitada.

De acordo com o Dr. Ary Elwing, muitas pessoas com diabete apresentam problemas de diminuição de circulação arterial e sensibilidade nos pés e pernas. “A má circulação nos pés e o enfraquecimento na pele podem causar ferimentos que demoram a cicatrizar. Além disso, pode interferir na sensação de calor e pressão sobre os pés, provocando deformidades e calos”, explica o médico.

O diabete é causa de 50% das amputações de origem não traumáticas sem ser provocada por acidentes. Os primeiros sinais de falta de circulação nos dedos dos pés são unhas e dedos roxos em dias de frio. “Não hesite em procurar o médico sempre que você notar o pé frio e úmido ou alguma alteração na cor da pele”, destaca o Dr. Ary Elwing.
         

Atenção redobrada com os pés

O pé diabético é causado pelas alterações de neuropatia, úlceras, infecções, isquemia ou trombose. Essas doenças aparecem quando as taxas de glicose permanecem altas durante muitos anos. Se não for tratado, o pé pode ser amputado.

“É preciso examinar os pés todos os dias, principalmente as pessoas portadoras de diabete 1 e 2. Essa vigilância pode prevenir o calo nos pés, úlceras ou qualquer outro problema visível. Manter um bom fluxo sanguíneo ajuda a evitar infecções”, esclarece o médico Ary Elwing.
      

Como tratar?

Além da avaliação médica periódica, é imprescindível manter o nível da glicemia controlado e realizar assepsia adequada nos pés. Dependendo da gravidade, o tratamento clínico é o mais indicado.

“O procedimento cirúrgico consiste na realização de uma drenagem cirúrgica para remover o tecido necrosado. Caso, a parte necrosada for extensa, é necessário ser tratada com urgência pois pode levar fazer a amputação ”, revela o médico Ary Elwing.
         

É possível prevenir?

A prevenção e o controle do nível de glicemia é a melhor maneira de amenizar os sintomas do pé diabético. É importante também fazer caminhadas com regularidade, ou outro tipo de exercício físico.

“O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado para verificar a existência de frieiras, cortes, calos, rachaduras e feridas. Assim, que notar alguma alteração, o paciente deve procurar imediatamente o médico”, alerta o médico Ary Elwing.
     

Cuidados diários com o pé diabético

O Dr. Ary Elwing elaborou dez dicas para você aprender a cuidar melhor do seu pé, com o intuito de evitar o aparecimento de futuras lesões:

1. Alerta aos sintomas

Formigamentos, perda da sensibilidade, dores, queimação nos pés e nas pernas, sensação de agulhadas, dormência e fraqueza nas pernas, podem piorar à noite.
      

2. Portadores de diabetes

Pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 devem passar, regularmente, por uma avaliação médica dos pés.
        

3. Examine o seu pé

Examine os pés diariamente. Procure por frieiras, cortes, calos, rachaduras, feridas ou alterações de cor. Uma dica é usar um espelho para ter uma visão completa.
         

4. Mantenha os pés limpos

É preciso manter os pés sempre limpos, e usar sempre água morna, e nunca quente, para evitar queimaduras. A toalha deve ser macia e não esfregue a pele.
         

5. Pés hidratados

Mantenha a pele hidratada. Evite passar creme entre os dedos ou ao redor das unhas.
      

6. Meias sem costura

Escolha as meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã. Evitar sintéticos, como nylon.
              

7. Cuidado na hora de cortar as unhas

Antes de cortar as unhas, lave e seque bem os pés. Use um alicate apropriado ou uma tesoura de ponta arredondada. O corte deve ser quadrado, com as laterais levemente arredondadas, e sem tirar a cutícula.
          

8. Pés protegidos

Lave os pés todos os dias, durante dois ou três minutos, usando sabonete neutro e água térmica.
        

9. Calos

O ideal é não cortar os calos, nem usar abrasivos. É melhor conversar com o médico sobre a possível causa do aparecimento dos calos.
          

10. Calçados

Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. Não utilize calçados novos, por mais de uma hora por dia, até que estejam macios.
        

Fonte

Ary Elwing – Médico angiologista, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser.
     

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