Diabetes – oito milhões de idosos sofrem com a doença

SBGG explica quais os tipos mais frequentes e como preveni-los
                   

Segundo dados do Ministério da Saúde, idosos acima dos 65 anos são os que mais sofrem com diabetes, 21,6% das pessoas nessa faixa etária possuem a doença. Sendo o tipo 2, o mais comum, incidente em mais de 90% dos casos. “Isso acontece porque ele tem relação significativa com a genética, com o envelhecimento, o excesso de peso e o sedentarismo”, relata a Dra. Nezilour Lobato Rodrigues. A geriatra explica também que o tipo 2 “provoca uma resistência à ação da insulina no organismo e, por não causar muitos sintomas, o diagnostico fica mais difícil e exige maior atenção do médico, já que um simples exame de glicemia pode não indicar a doença”.

Os danos causados pelo diabetes mal controlado, em sua maioria, são silenciosos e ocorrem lentamente por um longo período de tempo antes de serem notados. Segundo a especialista, além de grande parte dos idosos não saber que são portadores da doença, muitos dos que estão cientes não fazem o controle adequado. “Em termos de saúde pública, fica mais barato evitar as complicações do diabetes do que remediá-las. Por isso é importante aproveitarmos datas como o Dia Mundial do Diabetes, comemorado neste 14 de novembro, para levarmos o máximo de informações à população”, pondera Dra. Nezilour.

O não-controle do diabetes pode causar cegueira, amputação de membros, insuficiência renal, derrame cerebral, disfunção erétil, úlcera nos pés, depressão, entre outros problemas. E aumentam os riscos de incontinência urinária, quedas e demências. Além disso, uma pesquisa da Universidade da Califórnia constatou que o idoso que sofre de diabetes pode ter ainda seu estado cognitivo comprometido. Isso porque a doença afeta a memória, o raciocínio e outros processos mentais.

A especialista alerta para os grupos de risco da doença. “São pessoas obesas, com mais de quarenta anos, com pressão arterial ou nível de colesterol altos.” E completa: “Além de ficar atento à alimentação, a atividade física é outro item importante. O exercício ideal é aquele que trabalha a força muscular e não apenas a resistência aeróbica. Isso porque a diminuição da massa muscular é um dos fatores que contribuem para o aparecimento do diabetes.”
      

Fonte

Nezilour Lobato Rodrigues – Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).
        

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Informações

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Dimayma Belloni – dimaymabelloni@rspress.com.br




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