Diabetes – Hemocentro de Ribeirão Preto desenvolve estudos que podem mudar a realidade dos usuários de insulina

Diabetes Mellitus Tipo 1 acomete 250.000 pessoas no Brasil, uso de células-tronco e células mesenquimais podem dar melhor qualidade de vida aos pacientes no futuro
         

No dia 14 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Diabetes, doença que acomete 250 milhões de pessoas no mundo e cerca de 10 milhões só no Brasil. O Hemocentro de Ribeirão Preto (HRP), em conjunto com o Hospital das Clínicas de RP (HCRP) desenvolveu dois estudos clínicos que podem revolucionar o tratamento dos pacientes do diabetes tipo 1, que hoje precisam de insulina para sobreviver.

De acordo com o Dr. Carlos Eduardo Couri, as duas pesquisas, uma com células-tronco hematopoiéticas e outra com células mesenquimais, podem, em longo prazo, deixar os pacientes independentes do medicamento. “Estima-se que só no Brasil existam cerca de 250.000 pessoas com o tipo 1 da doença, que é o mais grave. O portador, precisa da aplicação de insulina para sobreviver, sem o medicamento pode entrar em coma e até morrer, porém se não existir mais a necessidade da constante aplicação do  medicamento eles poderiam ter melhor qualidade de vida”.

A primeira pesquisa, com células-tronco hematopoiéticas, foi iniciada em 2004 e contou com 25 pacientes transplantados. Deste total, 21 doentes puderam se manter por um período de até cinco anos sem a necessidade do uso de insulina. Posteriormente, voltaram a utilizar o medicamento, mas em doses menores do que as originais. Neste grupo, três permanecem até hoje sem as doses de insulina. De acordo com o coordenador, este quadro representa um avanço significativo das novas vertentes para o tratamento.

a pesquisa com células mesenquimais, foi iniciada em 2008 e contou com oito pacientes tratados, sendo quatro adultos e quatro crianças. Dois dos adultos tiveram melhora no diabetes com posterior utilização sustentada de insulina. As células mesenquimais são encontradas em diversos tecidos do corpo humano. Elas podem ser isoladas e multiplicadas em laboratório e possuem propriedades imunomoduladoras, ou seja, conseguem combater ou controlar inflamações em andamento no corpo humano.

“Como o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune inflamatória, que ocasiona a destruição das células produtoras de insulina (células beta) do pâncreas, as injeções de células mesenquimais poderiam ajudar a controlar essa agressão. É possível que, ao longo do tempo, essas células possam contribuir para a regeneração pancreática, repondo células já destruídas”, explica Dr. Couri.

Os dois estudos, atualmente em fase 1-2 de segurança e eficácia, foram iniciados pelo professor Júlio César Voltarelli, reumatologista consagrado no Brasil e no mundo, falecido em março deste ano.

Os voluntários devem se adequar aos inúmeros critérios de inclusão, sendo que os iniciais são idade  entre 18 e 35 anos e diabetes tipo 1 há menos de 5 meses de diagnóstico.
          

Informações sobre o Diabetes Mellitus Tipo 1

* Caracteriza-se por um déficit de insulina, devido à destruição das células beta do pâncreas por processos auto-imunes ou idiopáticos.
* Cerca de uma em 20 pessoas diabéticas tem diabetes tipo 1.
* É também conhecido como diabetes insulinodependente, infanto-juvenil ou imunomediado.
* O diabetes tipo 1 embora ocorra em qualquer idade é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens, o pico de incidência ocorre entre os 10 e 14 anos.
* Os portadores da doença necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais e para os indivíduos permanecerem vivos. A administração do medicamento, hoje, é necessária para prevenir cetoacidose, coma e morte.
* Os sintomas se instalam rapidamente, especialmente, urinar de maneira excessiva, muita sede e emagrecimento, além do sintoma mais comum, que é sentir muita fome (polifagia).
* Quando o diagnostico não é feito aos primeiros sintomas os portadores de diabetes tipo 1, podem até perder a consciência, uma situação emergencial e grave.
          

Fonte

Carlos Eduardo Couri – Médico endocrinologista, um dos coordenadores do estudo.
         

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