Diabetes tipo 1 – Hemocentro de Ribeirão Preto desenvolve estudos que podem revolucionar tratamento

Durante congresso em São Paulo, a reumatologista Maria Carolina de Oliveira Rodrigues apresentou duas pesquisas sobre a doença
            

No dia 5 de outubro, durante o VII Congresso de Células Tronco e Terapia Celular, a reumatologista Maria Carolina de Oliveira Rodrigues discorreu a respeito de dois estudos clínicos do Hemocentro de Ribeirão Preto (HRP), em conjunto com o Hospital das Clínicas de RP (HCRP). Ambos podem trazer novos rumos para o tratamento do diabetes tipo 1.

A primeira pesquisa, com células tronco hematopoiéticas, foi iniciado em 2004 e contou com 25 pacientes transplantados. “Deste total, 21 doentes puderam se manter por um período sem a necessidade do uso de insulina. Posteriormente, voltaram a utilizar o medicamento, mas em doses menores do que as originais. Neste grupo, três permanecem até hoje sem as doses de insulina, o que representa um grande avanço”, conta Dra. Carolina.

Em relação aos testes com células mesenquimais, foram iniciados em 2008 e contaram com oito pacientes tratados, sendo quatro adultos e quatro crianças. Dois dos adultos tiveram melhora no diabetes com posterior utilização sustentada de insulina. “Uma das pacientes engravidou e pôde ter uma gravidez sem piora da doença, o que nós acreditamos ser um caso de sucesso. Vamos esperar seis meses de segmento para fazer novas análises”.

Os dois estudos, atualmente em fase 1-2 de segurança e eficácia, foram iniciados pelo professor Júlio César Voltarelli, reumatologista consagrado no Brasil e no mundo, falecido em março deste ano.
           

Células mesenquimais no combate a inflamações

As células mesenquimais são encontradas em diversos tecidos do corpo humano. Elas podem ser isoladas e multiplicadas em laboratório e possuem propriedades imunomoduladoras, ou seja, conseguem combater ou controlar inflamações em andamento no corpo humano.

Como o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune inflamatória, que ocasiona a destruição das células produtoras de insulina (células beta) do pâncreas, as injeções de células mesenquimais poderiam ajudar a controlar essa agressão. É possível que, ao longo do tempo, essas células possam contribuir para a regeneração pancreática, repondo células já destruídas.
      

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Tatiana Almeida – tatiana@rspress.com.br

 

 

 

 




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