Paralisia facial – tratamento exige técnicas e perícia específicas do fisioterapeuta

No Brasil, cerca de 50 mil pessoas são afetadas por ano pela disfunção provocada, principalmente, pelo estresse e que compromete sensivelmente a vida social do paciente
                      

O susto e o desespero podem tomar conta de uma pessoa que, ao acordar, se olha no espelho e verifica que, de um dia para o outro, o rosto está totalmente desfigurado. Este quadro crítico pode acontecer com quem é acometido pela paralisia facial, distúrbio que causa a perda temporária ou permanente da sensibilidade dos músculos da face, ou perda da capacidade de mover ou controlar os movimentos. Nessas horas, é necessário manter a calma e procurar ajuda de um profissional especializado pois, na maioria dos casos, existe tratamento e cura. Em uma população de 100.000 habitantes, de 14 a 25 pessoas são afetadas por ano, o que equivale a 50 mil pessoas, no Brasil, segundo estudo publicado na revista científica Clinical Infectious Diseases (*), sendo a Paralisia de Bell a mais comum.

De acordo com a fisioterapeuta Marina Berti, “o distúrbio pode levar a uma paralisia completa de uma hemiface (um lado do rosto do paciente) ou de todos os músculos de um lado do rosto afetados, como também alguns específicos. Há prejuízos na fala, em alimentar-se e, principalmente, na parte ocular. Além disso, o paciente pode ter dificuldade em fechar os olhos voluntariamente”.

Com isso, a vida social desta pessoa pode ficar sensivelmente comprometida, tanto por questões físicas como pela perda de funções básicas. “O paciente fica inapto a fechar os olhos, piscar e fechar a boca espontaneamente. Como ele não pisca, ocorre um lacrimejamento excessivo e também uma superexposição dos olhos, pois o movimento de piscar é um sistema de proteção do nosso organismo. Fisicamente, há uma assimetria da face, que fica disforme, ou seja, torta”, explica a fisioterapeuta.

A paralisia facial, muitas vezes, se manifesta sem causa conhecida, mas com base em sua avaliação e por sua experiência em consultório, o estresse é um dos principais fatores desencadeantes. “Outras causas também podem levar ao distúrbio, como herpes zoster, choque térmico, traumas e neoplasias”. Ela também informa que é difícil acontecer recidivas.
               

Recuperação dos movimentos faciais

O tratamento é realizado de acordo com o grau de acometimento do nervo facial, ou seja, se é uma paralisia leve ou grave. “O número de sessões de fisioterapia também é algo imprevisível, pois além do grau de acometimento, temos que levar em consideração que cada paciente é único e cada organismo responderá de uma maneira diferente, recuperando-se mais lentamente ou rapidamente”, afirma Marina Berti. O diferencial está na técnica e perícia do fisioterapeuta em saber lidar com o tratamento da patologia especificada.

O tratamento da paralisia facial é composto por um conjunto de técnicas que visa acelerar a recuperação da função muscular, ocular e mastigatória. “Em nossa experiência clínica, usamos a drenagem linfática, que drena as substâncias tóxicas da face e as elimina, juntamente com os exercícios da mímica facial. Esta associação propicia uma recuperação mais rápida do quadro clínico. Além disto, associamos a Facilitação Neuro-Muscular – Proprioceptiva, que através de estímulos motores e sensitivos, auxilia a recuperação da sensibilidade, uma grande queixa dos pacientes com paralisia facial”, explica.

Além do tratamento médico e fisioterapia, existe a possibilidade do paciente necessitar de acompanhamento psicológico, pois a face é um dos principais meios de comunicação do indivíduo e é por meio dela que transmitimos as nossas emoções. “Um indivíduo portador da paralisia facial terá uma enorme dificuldade em transmitir as suas emoções para o mundo exterior”, conclui.

(*)Morgan M, Nathwant D. Facial palsy and infection: the unfolding story. Clin Infect Dis. 1992, 14:263-71.
                 

Fonte

Marina Berti – Formada em Fisioterapia pela Universidade Paulista (UNIP), com cursos de extensão e aperfeiçoamento em Instrumentação Cirúrgica (SEIC), Desordens Têmporo-Mandibulares (UNIFESP) e em Oclusão e Disfunção Têmporo-Mandibular (Instituto de Ensinos Odontológicos, IEO). Desde 2009, é Fisioterapeuta integrante da equipe do médico Cirurgião Plástico Dr. Alan Landecker, em São Paulo, e professora de Fisioterapia Aplicada às Disfunções Temporo-Mandibulares do Instituto de Ensinos Odontológicos de Bauru – IEO (Bauru – SP). Já atuou na equipe do médico Cirurgião Plástico Dr. Romeu Fadul Junior, na Prefeitura Municipal de Orlândia – PMO, Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, Hospital Municipal Dr. Mário Gatti e na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. É autora de vários artigos científicos, publicados nos Arquivos de Neuropsiquiatria e nos anais do Simpósio UNIP de Fisioterapia.
                   

Procedimentos realizados na Clínica do Dr. Alan Landecker: Rinoplastia – Face – Mamas – Implantes Mamários – Abdome – Lipoaspiração – Pálpebras – Orelhas – Braços – Coxas Cirurgia Reparadora – Procedimentos corporais e faciais estéticos.
           

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