Mamografia 3D reduz quantidade de falsos positivos e repetições

Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) revelam que as taxas de mortalidade por câncer de mama no Brasil continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágio avançado. Somente este ano serão diagnosticados cerca de 50 mil novos casos da doença. Para mais de 11 mil mulheres o câncer de mama será fatal. Nesse cenário, a mamografia 3D se destaca em termos de diagnóstico, reduzindo a quantidade de repetições e de falsos positivos.

De acordo com o doutor Aron Belfer, “a mamografia 3D, ou tomossíntese, produz múltiplas imagens da mama, sob diferentes ângulos. Essas projeções, quando reconstituídas numa imagem tridimensional da mama, eliminam a superposição de tecidos, melhoram a visualização dos contornos da lesão e aumentam entre 10% e 15% a detecção do câncer de mama”.

 A tomossíntese oferece outros importantes benefícios para as mulheres. “Além de permitir a detecção de tumores menores, reduz de forma relevante o número de pacientes submetidas a biópsias por conta de falsos positivos”, diz dr. Belfer.

 Independentemente de a paciente se submeter a uma mamografia convencional, digital ou 3D, o especialista alerta que mulheres com mais de 40 anos – ou mais cedo, se houver histórico familiar – devem se submeter anualmente ao exame. O método continua sendo muito eficiente na detecção precoce de câncer da mama, podendo reduzir consideravelmente o índice de mortalidade, o custo do tratamento e, principalmente, o desgaste emocional da paciente.

 Na opinião do dr.  Aron Belfer, em termos de tecnologia, a mamografia digital já é um avanço importante em relação à mamografia convencional, com filme. Mas a tomossíntese surge como uma tecnologia capaz de detectar lesões que antes passariam despercebidas na mamografia digital, principalmente em mamas muito densas. “A detecção de tumores menores permite recorrer a cirurgias menos mutilantes, resulta em menor custo global do tratamento, maior sobrevida e melhor qualidade de vida das pacientes”.
 

Fonte

Aron Belfer – Médico radiologista do CDB Premium, em S.Paulo.
(www.cdb.com.br)
        

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