Bexiga Hiperativa em pacientes com Esclerose Múltipla

Especialista em urologia comenta como as disfunções urinárias comprometem o dia a dia dos portadores de EM e como amenizar os sintomas da doença
            

De acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla, cerca de 2,5 milhões de pacientes no mundo têm o problema. No Brasil, o número de portadores chega a 30 mil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).

A esclerose múltipla é resultado de uma lesão no sistema nervoso central, comum em pessoas na faixa de 20 a 45 anos. Provoca dificuldades na locomoção motora e causa disfunção da bexiga, como a Síndrome da Bexiga Hiperativa – contrações involuntárias do músculo -, fazendo com que a pessoa sinta vontade urgente e repentina de urinar podendo, inclusive, apresentar incontinência urinária (perda de urina).

Segundo o levantamento realizado pelo Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da Universidade de Leicester, no Reino Unido, mulheres com idade igual ou superior a 40 anos, o risco da disfunção chega a ser sete vezes maior em portadores de esclerose múltipla do que em indivíduos sem a doença.

Um dos principais sintomas apresentados pelos pacientes de esclerose é a disfunção urinária, segundo afirma o Dr. Truzzi. “O distúrbio ocorre em até 90% dos pacientes, e acomete duas vezes mais mulheres do que homens”, diz.

Para o especialista, a incontinência urinária é, indiscutivelmente, o maior impacto social para o portador de esclerose múltipla. “O receio de perder urina e o transtorno provocado pelo odor fazem com que os problemas se multipliquem, sem contar a limitação imposta pela própria doença. Além disso, restringe as atividades profissionais, diminui a qualidade de vida, comprometendo, inclusive, o relacionamento sexual”.

Dr. Truzzi afirma ainda que nem sempre os sintomas urinários são levados em consideração pelos profissionais envolvidos no tratamento de pessoas com esclerose múltipla. “A atenção é voltada para a desordem neurológica, sendo que as manifestações urinárias ficam renegadas a um segundo plano. Um grande número de portadores da doença terá suas atividades limitadas de modo mais intenso pelos transtornos urinários do que pela doença neurológica em si”.

Para amenizar e tratar os sintomas da bexiga hiperativa e incontinência urinária, a toxina botulínica tipo A, aprovada pela ANVISA, é uma das alternativas terapêuticas mais novas e eficazes de tratamento.

Aplicada diretamente na bexiga, a toxina botulínica proporciona o relaxamento na musculatura do órgão, impedindo as contrações involuntárias que dão origem ao desejo urgente de urinar. A toxina botulínica não apresenta os efeitos colaterais comuns aos medicamentos orais, evitando ainda, a necessidade de cirurgia. Os benefícios duram em média seis meses – e a substância deve ser reaplicada após esse período.

“O tratamento considerado minimamente invasivo apresenta resultados favoráveis em portadores de esclerose múltipla e já figura como uma das principais ferramentas a ser utilizada para este grupo de pessoas” assinala o urologista.

“A retomada da continência urinária total ocorre em mais de 70% dos tratados. A melhora não fica restrita às condições clínicas, mas à qualidade de vida geral, como a retomada de atividades sociais e profissionais, acarretando benefícios imensuráveis frente a uma doença de caráter progressivo e debilitante”.
           

Informações para pacientes com Esclerose Múltipla

A Síndrome da Bexiga Hiperativa é um problema frequente em pacientes com Esclerose Múltipla. Entender o processo, o tratamento e procurar um especialista em urologia são as melhores formas de tratar e melhorar sua qualidade de vida.

No primeiro sinal de que algo está diferente em seu hábito de urinar, imediatamente informe seu médico e solicite que ele encaminhe você a um especialista em urologia. Quanto mais rápido for o diagnóstico, melhor será a resposta ao tratamento.

Muitos casos de descontrole da bexiga podem ser tratados com medicamentos disponíveis no mercado como, por exemplo, a Toxina Botulínica do tipo A.

Se após o tratamento os resultados não forem positivos, não desista, fale novamente com seu médico que ele vai solicitar novos exames, reconfirmar o diagnóstico e modificar alguns procedimentos no tratamento. Mantenha sempre um contato direto com seu médico.
                 

Fonte

José Carlos Truzzi – Médico urologista, Doutor pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
         

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