Gestação após cirurgia bariátrica pode aumentar risco de complicações

Mesmo sendo considerado um método eficaz para o tratamento da obesidade mórbida, as mulheres que precisam passar pela cirurgia bariátrica têm de ter certeza dessa necessidade, pois o procedimento implica em uma série de cuidados e aumenta os riscos de complicações caso ela engravide posteriormente.

A cirurgia para redução do estômago tem sido cada vez mais procurada pelos brasileiros, tanto que segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, são realizadas cerca de 60 mil cirurgias bariátricas ao ano. Neste grupo estão mulheres que buscam este tratamento, estão em idade fértil e têm dificuldade para engravidar devido à obesidade, que afeta o ciclo menstrual.

O dr. Renato Barreto lembra que somente o paciente que apresenta índice de massa corpórea (IMC) acima de 35 ou 40 acompanhado de doenças cardíacas ou vasculares pode ser submetido à cirurgia bariátrica. “É recomendado que a mulher aguarde ao menos um ano após a cirurgia para engravidar”. Segundo ele, também será necessário ter o acompanhamento de um especialista em endocrinologia para controlar seu peso e consumir vitaminas importantes para o bom desenvolvimento da gestação.
         

Cirurgias

“Ela pode ser aberta ou por videolaparoscopia, feita por meio de pequenas incisões. Além de ser um procedimento menos invasivo, a videolaparoscopia ajuda na recuperação do paciente”, explica dr. Barreto.  Em mulheres que passaram pela videolaparoscopia e engravidaram, por exemplo, é possível que apresentem obstrução intestinal, por conta de algumas hérnias que surgem no intestino delgado. Essas complicações aparecem porque com o crescimento uterino, o intestino cirurgicamente alterado acaba sendo empurrado e ocorrem torções.

Esse desconforto pode não ser notado pela paciente, que apresenta vômitos, refluxo, mal estar e dor abdominal frequente, sintomas muito parecidos com os da gravidez. Crises de hipoglicemia também são mais frequentes nas gestantes que passaram recentemente pela cirurgia bariátrica.

Em geral, para ser submetido à cirurgia, o paciente também precisa apresentar condições clínicas boas. De acordo com o dr. Renato Barreto, pacientes com doenças sistemáticas e instabilidade cardiológica, por exemplo, precisam controlar o quadro antes de iniciar os exames pré-operatórios. Além disso, após a cirurgia, é essencial que as avaliações nutricionais, psicológicas e vasculares continuem sendo feitas para que o procedimento apresente bons resultados, seja para gestantes ou para pacientes comuns.
          

Fonte

Renato Barreto – Médico gastroenterologista do Hospital e Maternidade Assunção.
          

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Juliana Andrade
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