Dia Latino-Americano de Luta Contra Coqueluche

Às 16 horas desta terça-feira, 25 de setembro,  Dia Latino-Americano de Luta Contra Coqueluche, a Fundação Pan-Americana de Saúde e Educação (PAHEF, em inglês) vai promover uma twitcam com o pediatra e infectologista José Brea, presidente da Sociedade Latino-Americana de Infectologia Pediátrica.  Na última década, o número de casos de coqueluche na região aumentou 90%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. No mundo, a doença acomete por ano 16 milhões de pessoas, causando 200 mil mortes no mundo.

Para assistir à twitcam, basta ter uma conexão com a internet e uma conta no twitter. A partir daí, é preciso entrar no twitter  e seguir  @pahef_espanol. Com um clique, é possível  assistir a conferencia ao vivo. Quem quiser fazer perguntas e comentários, deve colocar o nome do usuário e  a senha. Ao entrar no fórum, o internauta poderá ver a interação dos demais participantes.  Os tweets serão lidos e respondidos pelo médico José Brea, que é ex-presidente da Sociedade Dominicana de Pediatria e atual  coordenador e professor do Programa de Residência em Pediatria do Centro Médico Universidad Central del Este, Santo Domingo, na República Dominicana.
                    

Coqueluche

Até os anos 90, a coqueluche estava controlada, inclusive no Brasil. O seu crescimento tem surpreendido autoridades de saúde em vários países. No Brasil, só em 2012, coqueluche já  atingiu  1.759 pessoas, provocando  39 mortes (a maioria de bebês) e 1.335 internações. Em 2011, foram 2.132 casos no País –  quase quatro vezes mais do que em 2010 (594).

Além do aumento de casos, tem-se observado o crescimento da transmissão da doença às crianças pelos familiares, principalmente aos bebês menores de um ano, fase em que o esquema vacinal está incompleto.

Estudos publicados no Pediatric Infectious Diseases, em 2004 e 2007, demonstraram que mais de 75% dos recém-nascidos com coqueluche foram infectados por alguém próximo. As principais fontes de transmissão foram as mães (33%), os irmãos (19%), os avós (8%) e outros (7%).

Por isso, a  médica Maria Luisa Ávila, ex-ministra da Saúde da Costa Rica e membro do Comitê Consultivo da Campanha América Latina sem Coqueluche, recomenda que as mães em período de pós-parto, os profissionais de saúde e, em geral, todos os adultos que tenham contato frequente com crianças pequenas sejam vacinados. ”Não basta vacinar os bebês a partir dos dois meses, é imprescindível que os adultos recebam um reforço. “Só assim conseguiremos evitar mortes por esta doença,” advertiu.

No começo, a coqueluche parece um resfriado. Após um ou duas semanas, a tosse progride para paroxismos (espasmos agudos) com guinchos respiratórios, frequentemente acompanhados por vômitos, tosse súbita e incontrolável, rápida e curta após uma inspiração.

A doença é particularmente grave em recém-nascidos e crianças pequenas. Por terem as vias aéreas superiores de menor calibre e o sistema imunológico imaturo, elas têm mais chances de desenvolver complicações como pneumonia e insuficiência respiratória, que são responsáveis por internações e podem provocar paradas respiratórias, capazes de deixar sequelas mentais e motoras por causa da falta de oxigênio no cérebro.
          

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Informações para a imprensa

Nora Ferreira
Lu Fernandes Comunicação e Imprensa
Tel: 11 3814-4600




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