Estudo mundial comprova eficácia da reposição hormonal no tratamento da obesidade em homens

No Brasil, pesquisa comportamental demonstra que 66% da população masculina não conhece a andropausa, principal causa de declínio da testosterona
        

Homens com deficiência de testosterona (hormônio sexual masculino) que não obtêm sucesso com os tratamentos convencionais para obesidade e que apresentam baixo nível de testosterona podem se beneficiar com a reposição hormonal no controle do peso. É o que afirma a pesquisa mundial “Testosterona como Terapia Potencial Efetiva no Tratamento de Obesidade em Homens com Deficiência de Testosterona: Uma Revisão”¹, feita pela equipe do Dr. Farid Saad e publicada no periódico Current Diabetes Reviews.

Segundo dados apontados no estudo do Dr. Farid, os homens que não tinham quantidades suficientes de testosterona no organismo e fizeram reposição hormonal perderam em média 16 quilos em cinco anos de tratamento, havendo uma redução, aproximadamente, de 107 para 98 centímetros da circunferência abdominal, além da mudança de estilo de vida (dieta, exercícios). De acordo com uma pesquisa comportamental realizada no mês de junho pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com apoio da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, que contou com a participação de 5 mil homens acima de 40 anos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Bauru, Belo Horizonte, Goiânia, Porto Alegre e Belém, 59% dos entrevistados não fazem dieta, 49% não praticam atividades físicas regularmente e 66% não sabem o que é andropausa – nome popular do Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino, DAEM – , a principal causa de queda de testosterona em homens maduros.

O estudo do Dr. Farid conseguiu comprovar a importância da reposição do hormônio masculino e como esta pode auxiliar e ser benéfica para qualidade de vida do homem e no auxílio da perda de peso em conjunto com medidas cabíveis. A obesidade forma um círculo vicioso negativo para a saúde do homem, contribuindo para patologias como a síndrome metabólica, doença cardiovascular, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, disfunção endotelial e a própria deficiência de testosterona (hipogonadismo). No Brasil, entre os homens entrevistados na pesquisa da SBU, 51% estão acima ou muito acima do peso ideal e 23% relacionam a obesidade a um sinal do envelhecimento masculino.

A regulação dos níveis de testosterona também contribui para a melhora do humor, da energia e reduz a fadiga.  “O objetivo é definir cada vez mais, com precisão, o papel da testosterona no tratamento da obesidade e doenças associadas em homem com deficiência do hormônio”, aponta o Dr. Archimedes Nardozza Junior. O médico ainda reforça que a reposição hormonal age de forma eficaz na manutenção da massa muscular e na redução da massa de gordura e, assim, no equilíbrio da composição corporal.

A obesidade é um problema de saúde pública e que cresce a cada dia. Segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde em 2011, 15% dos brasileiros são obesos e 48% da população adulta está acima do peso.  Há cinco anos, a proporção era de 11,4% para obesidade. Hoje já considerado uma doença, o problema afeta a qualidade de vida e o tratamento está longe de ser simples. Na pesquisa comportamental da SBU, 30% dos homens pesam mais de 100Kg. “A obesidade desencadeia um processo conhecido como resistência insulínica, que seria a menor ação da insulina em várias partes do organismo. No organismo, uma das principais partes afetadas é a glândula do hipotálamo, situada no cérebro, causando a diminuição de hormônios que estimulam a hipófise, o que acarreta uma menor produção de hormônios que estimulam os testículos a produzirem a testosterona”, diz o Dr. João Eduardo Salles. O médico ainda destaca que 40% dos pacientes masculinos obesos apresentam baixos níveis de testosterona no corpo.

Ainda vale ressaltar que a obesidade produz alterações metabólicas nos níveis molecular e celular. Estas alterações causam a morte programada de células, elevam marcadores inflamatórios e produzem um ciclo vicioso que contribui para deficiência da testosterona, ficando evidente a relação entre o ganho de peso levando à obesidade e a falta de um dos principais hormônios masculinos, a testosterona.
        

Queda hormonal

É estimado que a partir dos 40 anos inicia-se o declínio da testosterona a uma taxa média de 1% por ano de vida. A baixa acentuada do hormônio a partir dessa faixa etária é chamada de Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), popularmente conhecido como andropausa. Estima-se a ocorrência de DAEM em aproximadamente 20% dos idosos². Estudo recente na população brasileira mostrou uma prevalência de 19,8 % de homens com níveis de testosterona total abaixo do normal³.

Na pesquisa realizada pela SBU, com apoio da Bayer, 64% dos homens nunca fizeram um exame para medir os níveis de testosterona. “O homem acima dos 40 anos tem uma dificuldade maior em perder peso em decorrência da diminuição do metabolismo. A atividade física é uma grande aliada, mas deve ser avaliada de perto pelo seu médico”, pontua o endocrinologista da Santa Casa. O endócrino ressalta que a prática de exercícios ajuda o homem a evitar a obesidade, reduzindo a chance da resistência insulínica, fator este que está ligado à produção da testosterona.

A andropausa pode trazer outras complicações para o homem, como a diminuição da libido, disfunção erétil, irritabilidade, sonolência, perda da memória, osteoporose, entre outros. “Por isso a importância dos homens prestarem atenção na saúde e consultarem regularmente um médico, geralmente um urologista, que poderá avaliar o quadro clínico do paciente e orientar se é o caso de iniciar um tratamento”, diz o Dr. Archimedes Nardozza Junior. Na pesquisa, foi constatado que 38% dos entrevistados não costumam ir ao médico com frequência. Para avaliar o paciente, recomenda-se a realização de exames laboratoriais como dosagem de testosterona total, testosterona livre, PSA total, LH, FSH, entre outros, além de um exame físico completo.

Quando perguntados sobre a vida sexual após os 40 anos, 35% dos homens se declararam 100% satisfeitos e 32% se declararam satisfeitos. Apenas 11% afirmaram que a vida sexual poderia ser melhor. No entanto, 48% declararam ter vergonha de falar sobre sexo com parceira (o) e 37% fazem uso de medicamentos para disfunção erétil em suas relações sexuais.

Caso seja recomendado o tratamento, uma opção para a reposição hormonal é o undecilato de testosterona. A apresentação mantém os níveis séricos de testosterona na faixa fisiológica (que é ideal) por períodos mais prolongados e evitando os picos, permitindo, assim, maior comodidade de uso (aplicações trimestrais) e menos efeitos adversos e boa tolerabilidade.(4)
      

Fontes

* Archimedes Nardozza Junior – Diretor do Núcleo de Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia e professor da Unifesp

* Farid Saad – Médico da área científica da Bayer Healthcare Pharmaceuticals – matriz Alemanha.

* João Eduardo Salles – Endocrinologista da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa Misericórdia de São Paulo

 

1 Saad F, Aversa A, Isidori AM, Gooren LJ. Testosterone as potential effective therapy in treatment of obesity in men with testosterone deficiency: a review. Curr Diabetes Rev. 2012;8(2):131-143
2 Soares GF Daniel, Rhoden EL. Deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM) e terapia de reposição hormonal com testosterona (TRT).Urologia Contemporânea V.18. 2010
3 Nardozza A, Szelbracikowski SS, Nardi A et AL. Age-related testosterone decline in a Brazilian cohort of healthy military men. International Braz J Urol 2011: Vol. 37 (5): 590-596.
4 Morgentaler A, Dobs AS, Kaufman JM, Miner MM, Shabsigh R, Swerdloff RS, Wang C. Long acting testosterone undecanoate therapy in men with hypogonadism: results of a pharmacokinetic clinical study. J Urol. 2008 Dec; 180(6): 2307-13.
      

Sobre a Bayer HealthCare Pharmaceuticals

A Bayer HealthCare Pharmaceuticals, divisão da Bayer HealthCare, reúne 38 mil funcionários, em mais de 150 países e está entre as 10 maiores corporações de especialidades farmacêuticas do mundo. A Bayer HealthCare Pharmaceuticals é formada pela união mundial da Bayer e da Schering AG, oficializada em 2006. A unidade brasileira é a sua maior subsidiária na América Latina. A atuação no Brasil contempla diferentes áreas de negócio: Saúde Feminina, Medicina Especializada, Medicina Geral e Radiologia e Intervenção.
         

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