Álcool e Direção – uma mistura que não combina

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT deflagra na próxima quarta, 19 de setembro, que também é o Dia do Ortopedista, a campanha “Álcool e Direção – uma mistura que não combina”. Ações estão sendo programadas em várias capitais do país com distribuição de folders com orientação aos motoristas, pedestres e motociclistas.

A entidade vai ressaltar as seis regras básicas para andar no trânsito com segurança. São elas:

* Se beber, não dirija;
* Respeitar as leis do Código de Trânsito;
* Usar sempre o cinto de segurança, inclusive no banco de trás;
* Não ultrapassar os limites de velocidade;
* Não utilizar o celular ao dirigir;
* Para os motociclistas, evitar o ziguezague com a moto e nunca deixar de utilizar corretamente o capacete.

Pesquisas feitas pela SBOT constataram dados alarmantes em relação à condução dos brasileiros no trânsito. 87% dos ocupantes no banco de trás de cerca de 6 mil veículos analisados não utilizavam cinto de segurança, a maioria era criança. Entre os motoristas a adesão foi de 98%, já os passageiros no banco da frente, 25% andavam sem cinto.

em relação à bebida, outra pesquisa da SBOT feita com estudantes universitários concluiu que 42% dos entrevistados estão expostos à riscos no trânsito: 31% disseram que dirigem depois de beber, 6% voltam dirigindo depois de ter bebido muito e 5% dos jovens declararam que nunca têm um amigo que possa conduzir o carro na volta de uma balada sem ter ingerido álcool.

Em relação às distrações no trânsito, uma terceira pesquisa da entidade revelou que 66% dos pedestres entrevistados se distraem ao atravessar uma rua falando ou digitando no celular. Já entre os motoristas, 84% foram flagrados falando ao celular e dirigindo ao mesmo tempo.

A SBOT tem feito campanhas permanentes sobre o problema e lembra que a ONU instituiu 2011 a 2020 como a Década de Ações para a Segurança no Trânsito. E os ortopedistas brasileiros conhecem bem o problema já que ficam na “linha de frente” dos prontos-socorros em todo o Brasil atendendo milhares de vítimas de acidentes de trânsito que, apesar do tratamento, morrem ou apresentam sequelas permanentes. “Vivemos diariamente o sofrimento de familiares e amigos com as perdas e as limitações”, afirma o presidente da SBOT, Geraldo Motta.

O coordenador de ações institucionais da SBOT, Edilson Forlin, esclarece que, no Brasil, quase 150 mil pessoas são internadas todos os anos em decorrência dos acidentes de trânsito e no mundo cerca de 1,2 milhões de pessoas morrem por causa da violência no trânsito. “A maioria é adulto jovem, entre 15 e 44 anos, e o álcool está por trás de 30% desses números. Somente com uma fiscalização e responsabilização cível e criminal é que iremos mudar esse quadro”, finaliza.
          

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