Frequentar boates e baladas pode levar à perda auditiva

Especialistas afirmam que permanecer por muito tempo em ambientes onde o barulho excessivo é predominante pode provocar danos à audição
         

Frequentadores de boates e baladas que se cuidem. Mesmo os que não ligam para conselhos precisam ficar atentos aos prejuízos que o som alto pode acarretar à audição. O excesso de barulho, ao longo do tempo, pode levar à surdez.

Quando o indivíduo se expõe a um ruído acima do limite tolerável (80 decibéis), depois de 24h a audição volta ao normal. Mas quando a permanência em ambientes barulhentos é repetitiva, pode haver perda auditiva permanente e irreversível. Nas boates e baladas, a música alta atinge normalmente mais de 100 decibéis, o que é prejudicial à audição. De acordo com o England’s Royal National Institute of Deaf, três em cada quatro frequentadores assíduos de boates e danceterias podem desenvolver surdez.

A exposição de, pelo menos, meia hora por dia em lugares muito barulhentos – não significando somente lugares fechados, mas também nas ruas, micaretas e até durante o carnaval – pode contribuir para a perda da audição, pois os ruídos elevados são capazes de afetar diretamente os tímpanos.

A grande preocupação é que a “perda auditiva induzida por ruído” é cumulativa. “Dependendo da frequência e do tempo de exposição ao som elevado, uma pessoa pode sofrer danos auditivos de forma contínua e elevada ao longo da vida. Quanto maior a presença em ambientes barulhentos, maior o problema. Além disso, na medida em que o volume passa dos 100 decibéis, aumenta o risco de lesões na cóclea (órgão dentro do ouvido responsável pela audição). Nesses casos, o tempo de exposição não deve passar de 30 minutos”, explica a fonoaudióloga Marcela Vidal.

A forma mais eficaz de evitar o risco da perda auditiva, segundo os especialistas, é se afastar a cada duas horas de lugares muito barulhentos, permanecendo por cerca de vinte minutos em lugares silenciosos, fazendo com que os tímpanos, antes dilatados, relaxem.

Outro modo de evitar, ou pelo menos atenuar, os riscos à audição é usar protetores auriculares. “Os protetores reduzem o volume excessivo, mas quem usa não deixa de ouvir o som ambiente”, explica a fonoaudióloga.

A fonoaudióloga lembra, no entanto, que existem pessoas mais suscetíveis aos altos ruídos do que outras. “O ideal é consultar sempre um médico otorrinolaringologista e fazer uma avaliação. Ele dará as orientações necessárias para prevenir ou impedir o agravamento da perda auditiva.” 

Estatísticas afirmam que 10% da população mundial sofrem com a perda de audição. No Brasil, calcula-se que cerca de quinze milhões de pessoas têm deficiência auditiva e 350 mil são completamente surdas. Por isso, preste atenção: antes de expor sua audição a sons intensos, pense no quanto ela é importante para você.
            

Fonte

Marcela Vidal – Fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas.
         

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