Pesquisador da Unifesp estabelece protocolo para implantes dentários

O objetivo é reduzir as complicações, a dor e o tempo de recuperação pós-operatória
             

Recente pesquisa realizada no Programa de Pós-graduação em Radiologia e Ciências Radiológicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estabeleceu protocolos que determinam a sequência de procedimentos para a instalação de implantes e próteses dentárias por meio de cirurgias minimamente invasivas.

Segundo o responsável pelo estudo, o Dr. Giovanni de Almeida Prado Di Giacomo, um dos problemas enfrentados pelos protesistas é a compatibilidade entre o posicionamento dos implantes dentários e a posição ideal das coroas, o que proporciona resultados mecanicamente e esteticamente desfavoráveis.

Para resolver o problema, imagens obtidas por tomografia computadorizada são utilizadas no planejamento protético da inserção dos implantes, onde o especialista visualiza a imagem da futura prótese (tamanho e forma dos dentes). Com a associação entre os dados da tomografia e as tecnologias de projeto assistido por computador é possível realizar a simulação da cirurgia em ambiente tridimensional (cirurgia virtual).

Dessa forma, as imagens do projeto protético e do tecido ósseo são disponibilizadas em uma única ferramenta, um software. Processando os dados, o planejamento cirúrgico é transferido para o campo operatório por meio de guias cirúrgicas, feitas com tecnologia de prototipagem rápida, ou seja, a produção de modelos físicos é realizada a partir de modelos virtuais.

As guias permitem que a perfuração seja realizada na melhor posição previamente estudada, sem que haja a necessidade de cirurgia com retalho de gengiva, normalmente utilizada para a visualização do tecido ósseo. “Essa integração na nossa pesquisa permitiu a instalação de prótese fixa definitiva logo após a cirurgia, simplificando o protocolo de carga imediata”, explica o pesquisador.

Vantagens para o paciente

Com esta técnica minimamente invasiva, por não haver retalho, o tempo cirúrgico é reduzido, bem como a dor pós-operatória e o período de recuperação. “Os implantes e as próteses são colocados no mesmo dia, sem que o paciente tenha que voltar ao dentista para várias sessões”, exemplifica Dr. Giovanni.

Para o estudo, foram realizadas 12 próteses imediatas definitivas, instaladas em 12 pacientes (8 mulheres e 4 homens) com idade média de 60,3 anos. As taxas de sucesso acumuladas foram de 98,33% para os implantes e de 91,66% para as próteses, percentuais estes bastante promissores para a técnica, que ainda está em fase de desenvolvimento.

O índice de complicações protéticas deste estudo, de 16,7%, foi menor do que o relatado em outros de estudos, na faixa de 30,8%, sendo 18,8% complicações precoces e 12% tardias.
         

Fonte

 Giovanni de Almeida Prado Di Giacomo – Cirurgião-dentista, pesquisador do Programa de Pós-graduação em Radiologia e Ciências Radiológicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
             

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