Endometriose – do tratamento medicamentoso à cirurgia robótica

A endometriose é uma doença que afeta o público feminino e que exige tratamento cuidadoso e atenção contínua. Acredita-se que, atualmente, cerca de sete milhões de mulheres no Brasil sofram com ela, considerada uma das doenças mais comuns que atinge a pessoa em idade reprodutiva. Este dado é significativo para que se perceba a dimensão e importância do diagnóstico precoce e adoção de medidas terapêuticas.  “Apesar de não ter cura definitiva, a endometriose possui tratamento, cuja escolha do mais adequado dependerá da severidade dos sintomas e grau da doença instalada. Nos casos mais severos, quando a endometriose já atingiu vários órgãos, o mais indicado é o procedimento cirúrgico”, comenta Dra. Rosa Maria Neme.

Como se trata de um problema que tem influência sobre a saúde feminina e que pode levar à infertilidade e dor crônica, entrevistamos a Dra. Rosa Neme sobre os tipos de tratamentos existentes e os aspectos que envolvem cada um.
          

Acompanhe e tire suas dúvidas

1. No tratamento da endometriose, quando é indicado o uso de medicamentos?

O uso de medicamentos é indicado no tratamento de casos mais leves quando a cirurgia não é necessária em um primeiro momento ou ainda no tratamento pós-operatório a fim de evitar o reaparecimento da doença.
        

2. Quais tipos de ativos estes medicamentos contêm e como eles agem no organismo para combater a endometriose?

Os medicamentos são hormonais e podem ser anticoncepcionais combinados com baixas doses de hormônio ou, ainda, somente à base de progesterona. Medicamentos não contraceptivos, à base somente de progesterona, também podem ser prescritos. Eles atuam diminuindo a ação do estrógeno, que é o hormônio que alimenta a endometriose.
          

3. Durante o tratamento é possível aliar medicamento a algum outro tipo de tratamento? Quais e por quê?

Podemos aliar medicamentos anti-inflamatórios e/ou analgésicos para reduzir as dores ou ainda outras técnicas de medicina alternativa como acupuntura, por exemplo.
     

4. Quando a laparoscopia é indicada como procedimento de tratamento para a endometriose?

A laparoscopia é indicada nos casos onde os sintomas da endometriose são mais intensos, em casos mais avançados da doença ou ainda nos casos leves, quando não houve melhora dos sintomas com o tratamento medicamentoso.
         

5. Hoje, quais os tratamentos mais modernos para o controle da endometriose?

O melhor tratamento ainda é o cirúrgico pela laparoscopia e, atualmente, a tecnologia robótica nos permite fazer esta cirurgia com melhor precisão de imagem, com visão mais definida do campo operatório e melhor recuperação da paciente, já que por ter menor sangramento e o movimento da mão  do cirurgião ser mais preciso, a alta hospitalar tende a ser mais precoce.
       

6. Quando é indicado fazer uso da cirurgia robótica?

Recomendamos este tipo de tecnologia, principalmente, nos casos mais avançados da doença, quando ela atinge outros órgãos como o intestino e a bexiga.
       

7. Quais as vantagens da cirurgia robótica nestes casos?

A cirurgia robótica é uma excelente técnica, pois permite uma visão mais detalhada das estruturas anatômicas, em 3D, o que favorece a execução de procedimentos de alta complexidade, como a retossigmoidectomia (retirada de uma parte do intestino acometida pela doença) para tratamento da endometriose intestinal. A recuperação da paciente é mais rápida, há menos dor pós-operatória e o sangramento intra-operatório é muito menor.

8. Quais os hábitos de vida que ajudam a manter a doença sob controle?

A prática regular de exercícios físicos aeróbicos, uma alimentação adequada e a manutenção de uma vida saudável, sem exageros, podem ajudar muito no tratamento da endometriose. Além disso, condutas alternativas como acupuntura, por exemplo, podem ser benéficas.
 

9. Por que existe a possibilidade da endometriose voltar, mesmo após uma cirurgia?

Até hoje não se sabe a causa da endometriose e, portanto, ainda não sabemos qual a cura. No entanto, se houver um tratamento cirúrgico adequado associado a um tratamento pós-operatório hormonal adequado, a chance de a doença retornar é bastante remota.
       

10. O que as mulheres podem esperar para o futuro no tratamento dessa doença?

Atualmente, a endometriose é a doença ginecológica mais pesquisada no meio médico, no mundo. Esperamos descobrir a causa da doença, pois assim chegaremos a um tratamento cada vez menos invasivo do processo e com chances reais de cura.
            

Fonte

Rosa Maria Neme (CRM SP-87844) – Graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1996) e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo (2004). Realizou residência-médica também na Universidade de São Paulo (2000). É membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e Sociedade de Ginecologia do Estado de São Paulo (FEBRASGO/ SOGESP) e membro da Associação Americana de Laparoscopia Ginecológica (AAGL). Além de dirigir o Centro de Endometriose São Paulo, ela integra a equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein, Samaritano, São Luiz e Sírio Libanês.
                 

O Centro de Endometriose São Paulo conta com serviços voltados à assistência global da saúde da mulher e valorização da beleza feminina. A iniciativa deste projeto pioneiro é da Dra. Rosa Maria Neme, que possui diversos trabalhos publicados sobre a endometriose e larga experiência no tratamento desta doença. Ela lidera uma equipe clínica formada por médicos e profissionais nas áreas de ginecologia, radiologia, cirurgia do aparelho digestivo, urologia, clínica geral, anestesia especializada no tratamento de dor, dermatologia, fisioterapia, nutrição e psicologia.
      

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