PRP – avanço na medicina revoluciona ortopedia

Procedimento com células tronco pode beneficiar pacientes com artrose
         

O assunto “células-tronco” tem sido muito repercutido nos últimos anos, principalmente no tratamento da medicina ortopédica. Estudos científicos produzidos nas ultimas décadas, mostraram que através das aplicações de células tronco adultas mesenquimais, como é chamado, é possível regenerar os ligamentos de articulações, musculaturas e tendões.

Plasma Rico em Plaquetas

O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) consiste na injeção de componentes do sangue do próprio paciente aplicado diretamente na área lesionada, estimulando a regeneração e reparação dos tecidos ou cartilagens, evitando a necessidade de intervenção cirúrgica.

Segundo o ortopedista Carlos Henrique Bittencourt, um dos entusiastas do procedimento no Brasil, a principal vantagem do tratamento, a partir das próprias células, é que os resultados são mais rápidos, e em cerca de seis meses, a cartilagem lesionada pode ser regenerada. “As células tronco adultas têm capacidade de se diferenciar dependendo dos tipos celulares, como ossos, músculo, vaso sanguíneo, cartilagem, fibroblastos e tecido, promovendo regeneração da área aplicada e recuperação menos demorada”, explica o especialista.

Dr. Carlos Henrique, afirma que pacientes com artrose podem ter a cartilagem regenerada, sem que haja a necessidade da colocação de próteses de joelho, como é o caso de Maria Nazaré, “Eu estava desiludida. Teria que colocar prótese no joelho, mas, quando soube que aqui no Rio de Janeiro tinha um médico que podia usar uma alternativa, me motivei e fiz a artroscopia usando o PRP”, conta Maria Nazaré. O ortopedista explica que os remédios para artrose não curam a enfermidade, apenas aliviavam as dores, com a infiltração das células tronco, o paciente não terá mais o incomodo e degeneração dos ossos. “Poderemos interromper diversas doença de caráter inflamatório e degenerativo da articulação, como é o caso da artrose, fazendo uma simples infiltração do Plasma Rico em Plaquetas. A sessão de tratamento dura em média 30 minutos, e o tempo de recuperação posterior é mais curto, do que em qualquer outra cirurgia”.

Aplicação do PRP

Outro ponto favorável do PRP, é que não existe chance de rejeição ou reação alérgica, porque como a substância é retirada do corpo do paciente; o risco de infecção é muito menor e não deixa cicatriz.  O método, que foi desenvolvido por dentistas há oito anos em Barcelona, na Espanha, e há dois anos vêm sendo utilizado pelo ortopedista, também já beneficiou diversos atletas como Elias e Ronaldo, do Corinthians, bailarinas como Cecília Kercher e atores como Cláudia Raia, Isabella Garcia, Leandra Leal, Gloria Menezes e Tarcísio Meira. Porém, o procedimento ainda tem um valor elevado e pode demorar um pouco para ser infiltrado em classes mais baixas. “Para que o procedimento chegue às esferas populares e o método seja aceito amplamente como a grande revolução da medicina regeneradora, muitos obstáculos terão que ser vencidos”, conclui o médico.

            

Tratamento

Segundo o ortopedista, o tratamento com células-tronco e plaquetas pode ser feito de três maneiras, dependendo da gravidade da lesão.

* A primeira é por meio de procedimento menos invasivo, com injeção intra-articular em casos de pequenas lesões.
* Também pode ser realizado por meio de artroscopia (cirurgia feita com sistema ótico de visualização do interior de uma articulação), em casos de degeneração maior.
* Uma terceira opção, para os casos mais graves, é uma cirurgia mais complexa, com a abertura da articulação.
       

Como é o tratamento

Plaquetas e células-tronco da medula óssea do corpo do próprio paciente são introduzidas com injeção.

1. Extração das células – O médico faz uma punção da medula óssea e retira 20ml de líquido rico em células-tronco. Outra opção é fazer uma minilipo para retirar cerca de 40 ml de gordura, contendo células-tronco.

2. Cultivo – O material segue para o laboratório, onde as células são separadas e expandidas. As células-tronco ficam em garrafas, com meios de cultivo, como glicose e aminoácidos.

3. Multiplicação – Em três semanas, a quantidade de células chega à necessária para o tratamento (em média, 1 milhão). Parte delas fica congelada, caso seja preciso de um novo tratamento.

4. Preparo das plaquetas – Um especialista retira até 40 ml de sangue do paciente. O sangue é centrifugado para separar as plaquetas, que contêm fatores de crescimento.

5. Aplicação – O médico aplica 1 ml de células-tronco e 3 ml de plaquetas no quadril do paciente. O processo é monitorado por ultrassom ou radioscopia. O tratamento leva três minutos.

6. Repouso – O paciente vai embora andando, mas necessita evitar esforços. Ele deve ficar em repouso por pelo menos dois meses, de preferência usando muletas para evitar sobrecarregar a região.
                                       

Resultados

Os testes iniciais apontam o sumiço da dor e a regeneração da cartilagem lesionada.

             

Fonte

Carlos Henrique Bittencourt – Médico ortopedista e professor de ortopedia do curso de Medicina da UFF (Universidade Federal Fluminense).

           

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Viviane Temperine
DMC21- Comunicação e Marketing
22755997 – 71637626




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