Dia Internacional de Combate ao Cigarro

Dia 31 de maio é o   Dia Internacional de Combate ao Cigarro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem, desde que a data foi criada   em 1987, desenvolvendo estratégias para controlar a epidemia do tabagismo no mundo e contribuído para que a sociedade identifique formas de reivindicar seu direito à saúde   presente e futura.

Este ano, a   abordagem é ecológica: “A Interferência da Indústria do Tabaco”. O Brasil adaptou o foco, chamando atenção ao dano ambiental e à saúde coletiva: “Fumar faz mal pra você, faz pro Planeta”.

Alguns dados devem   ser assinalados e podem contribuir para ilustrar que realmente tem sentido incluir essas questões nas campanhas. O cigarro tem mais de 4.700 substâncias   químicas tóxicas que são liberadas na atmosfera a cada exalada. Pacotes de cigarros representam mais de 750 milhões de quilos de lixo não biodegradável, muitos deles acabando em rios e lagos. O uso de pesticidas da cultura fumegeira piora a qualidade da terra, plantas e do ar, e pode a levar mais de   20 anos para decomposição. Estima-se, também, o corte de 600 milhões de árvores anualmente para confecção dos cigarros. A quantidade de água utilizado nessa atividade é absurdamente alta. Incêndios e acidentes são muito frequentemente relacionados ao cigarro.

Estatísticas apontam que até 1/3 do comércio do tabaco seja contrabando, fomentando a criminalidade. É um contra-senso que o mesmo militante ecológico que conclamava a presidenta a “vetar tudo” no código florestal, acenda um cigarro após o debate.

Falta lógica em brigar por abolir sacolas plásticas e, no mesmo momento, comprar um carteira de cigarro. Nem menciono o fumante que joga a bagana no chão e reclama da sujeira da cidade. Fumar é tão antiecológico quanto várias atitudes claramente condenadas.

Em resumo, o tema é muito mais complexo do que se imagina. Só educação e debates construtivos podem nos levar para uma solução. O planeta agradece.
     

Fonte

Stephen Stefani – Médico oncologista   clínico do Instituto do Câncer Mãe de Deus. Graduado em 1994 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com residência médica em Clínica Médica e em Oncologia Clínica (Hospital de Clínicas de Porto Alegre). Fez parte de seu   treinamento na University of California San Francisco (UCSF) em um programa   conjunto com Stanford. No Instituto do Câncer Mãe de Deus, exerce atividades   assistenciais, de ensino e pesquisa. Uma de suas áreas de mais publicações é em farmacoeconomia e estudos de desfechos. É presidente do capítulo Brasil da  International Society of Phamacoeconomics ans Putcome Research (ISPOR) e   chair do comitê latinoamericano de políticas de saúde. Membro ativo da   American Society of Clinical Oncology (ASCO).

 

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