Documentário apresenta vitamina D como tratamento para doenças autoimunitárias

O documentário Vitamina D – Por uma outra terapia retrata a experiência de cinco portadores de esclerose múltipla que realizam um tratamento à base de vitamina D, com o qual centenas de pacientes vem apresentando melhoras no quadro clínico e chegam, em muitos casos, a uma remissão completa da doença. Realizado por Daniel Cunha, também portador de esclerose múltipla e beneficiário desta terapia, o vídeo foi produzido de maneira independente entre 2011 e 2012 com a finalidade de disseminar os benefícios desse tratamento e está disponível no site www.vitaminadporumaoutraterapia.wordpress.com . Desde a publicação em abril, o material já registra mais de 15 mil visualizações no YouTube.

Desenvolvido em 2003 no Brasil pelo neurologista Cícero Galli Coimbra, o tratamento consiste na reposição de vitamina D.  “Cerca de 70% das pessoas que sofrem de esclerose múltipla apresentam níveis muito baixos de vitamina D, o que se correlaciona com uma frequência maior de manifestações (surtos) e com sequelas neurológicas mais acentuadas após cada surto.  A simples percepção disso remete qualquer profissional que se depare com esse quadro à obrigação ética de administrar essa substância como parte fundamental do tratamento”, explica Dr. Coimbra.

Desde então, a experiência clínica do Dr. Coimbra no país com mais de 700 pacientes de esclerose múltipla tem apresentado quadros de estabilidade da doença, regressão de sequelas (como o retorno às atividades físicas) e até mesmo melhoras em lesões no cérebro e na medula reveladas por ressonâncias magnéticas. O mesmo protocolo é eficaz no tratamento de outras doenças autoimunitárias como, por exemplo, artrite reumatoide, lúpus, psoríase, vitiligo, diabetes do tipo 1 e hipotireoidismo.

A terapia dispensa o uso dos medicamentos convencionais para a esclerose múltipla – entre os principais estão os chamados interferons e o acetato de glatiramer. Esses remédios, injeções que podem custar entre R$ 2 e 10 mil reais mensais, são oferecidos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e diminuem as manifestações da doença em apenas 30%. Além da pouca eficiência, apresentam recorrentes efeitos colaterais sentidos pelos pacientes após as aplicações, que podem ser mensais, semanais ou até mesmo diárias.

 

A vitamina D e outras doenças

De acordo com a literatura médica atual, a vitamina D exerce um papel fundamental na manutenção e no equilíbrio de 229 funções do organismo humano, e a sua deficiência está relacionada ao surgimento e evolução de todas as doenças autoimunitárias, além de outros problemas de saúde como câncer, doenças do coração, hipertensão, doença periodontal, depressão e até obesidade.

A falta de exposição solar, muito frequente nos centros urbanos, está diretamente relacionada ao que alguns pesquisadores chamam de “pandemia” de deficiência de vitamina D. Segundo pesquisas norte-americanas, estima-se que 50% da população mundial apresente essa carência. As doses diárias recomendadas até hoje, que variam entre 200 e 600 UI (Unidades Internacionais), equivalente a aproximadamente um micrograma, estão longe do ideal necessário para prevenir, estabilizar ou mesmo anular sintomas relacionados à falta dessa substância. “Atualmente existem inúmeras fontes científicas que evidenciam a imperiosa necessidade ética de não se permitir que quaisquer pessoas sejam mantidas com deficiência de vitamina D – o que segue acontecendo também em decorrência da habitual suplementação de apenas 200 UI por dia na prática médica comum”, relata Dr. Coimbra.
          

Fonte

Cícero Galli Coimbra – Médico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1979), possui título de especialista em medicina interna (1981) e neurologia (1983) pela mesma instituição, e em neurologia pediátrica (1985) pelo Jackson Memorial Hospital da Universidade de Miami, EUA. Obteve o título de mestre (1988) e doutor (1991) em Neurologia pela Universidade Federal de São Paulo e pós-doutorado (1993) pela Universidade de Lund, Suécia. Atualmente é Professor Livre Docente do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo, onde dirige o Laboratório de Fisiopatologia Clínica e Experimental. Atua na área de Medicina (Neurologia e Clínica Médica), com ênfase em doenças neurodegenerativas e autoimunitárias.
             

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Contatos

Daniel Cunha
(11) 9312-0165
vitaminadporumaoutraterapia@gmail.com

 




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