ACC/BSC Cardiovascular Symposium in Brazil

Simpósio American College of Cardiology/SBC discutirá em Sãa Paulo: “A Cardiologia do Futuro”
          

Já passam de 1.400 cardiologistas, os pré-inscritos, para o mais importante simpósio de cardiologia jamais realizado no Brasil. O evento vai apresentar em São Paulo as perspectivas para a cardiologia no final da década, quando estarão incorporados os novos meios de diagnóstico, os tratamentos inovadores e os procedimentos que hoje estão sendo pesquisados e testados nas maiores universidades norte-americanas.

O “New York Cardiovascular Symposium”, promoção da “American College Cardiology Foundation”, que se realiza há quatro décadas na cidade de New York, pela primeira vez será organizado fora do território norte-americano e no Brasil terá o nome de ACC/BSC Cardiovascular Symposium in Brazil.

Para sua implementação a Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC escolheu o “WTC Sheraton Hotel de São Paulo”, onde nos dias 19 e 20 de maio serão ministradas as aulas pela equipe de nove especialistas escolhidos pelo professor Valentim Fuster, diretor da área cardiológica do “Mount Sinai” e do Instituto Cardiovascular “Zena and Michael Wiener”, além de ser coordenador geral do evento.

O presidente da SBC, Jadelson Andrade, explica que ao contrário dos congressos e simpósios que apresentam e discutem o que está ocorrendo na cardiologia, o evento é uma imersão na cardiologia que estará sendo praticada no futuro. “Interessa muito ao Brasil, que registra hoje uma verdadeira epidemia de mortes por causas cardíacas, 320 mil óbitos por ano,  30%  de todas as causas de morte relacionadas no país”, explica.

Para o cardiologista, o envelhecimento da sociedade brasileira, com milhões de pessoas chegando à faixa etária onde o coração se torna um risco importante, o aumento da obesidade, sedentarismo, hipertensão e diabetes fazem prever um crescimento tão grande dos problemas cardíacos. “Os médicos precisam se preparar para o futuro, começando a discutir e a conhecer as novas armas e recursos que terão para combater as doenças cardiovasculares”, conta o presidente da SBC. Jadelson Andrade dá como exemplo os 70% de infartos que são causados pelo rompimento de placas que obstruem menos de 50% das artérias. “Essas alterações não são detectadas pelos mais modernos exames de imagem, e sua identificação num diagnóstico precoce é desafio sobre o qual se debruçam dezenas de cientistas nas mais importantes instituições do mundo”.

Um dos temas de maior impacto a ser apresentado e discutido no simpósio refere-se “As perspectivas futuras da terapêutica genética e regeneração tecidual do coração” como  proposta de uma nova estratégia terapêutica para as doenças do coração a ser adotada nas próximas décadas.

Um outro aspecto inovador na abordagem das doenças cerebrovasculares se refere ao tema da conferencia do Prof. Valentim Fuster:  “Duas tendências em evolução – da doença a saúde e do coração ao cérebro. Três tendências em evolução – imagem, genética e tecido regenerativo”.

Em relação ao Infarto Agudo do Miocárdio, a mais prevalente dentre as doenças cardiovasculares e responsável por elevados índices de morbi-mortalidade cardiovascular no Brasil, estarão sendo discutidos dois aspectos bastante relevantes pelo Prof. Deepak Bhatt, professor e pesquisador associado da Harvard Medical School, Boston, Massachussets. “A reperfusão do coração ‘contra o relógio’ e a evolução das estratégias terapêuticas de transferência rodoviária de pacientes – A demanda alvo é o salvamento do Miocárdio” e ainda “Novas fronteiras farmacológicas no tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio: inibidores de ADP, receptores de trombina, bloqueadores do fator Xa – definindo a atuação da tecnologia de informática, dos gestores de saúde, e dos acionistas da indústria farmacêutica”.

As novas gerações de “Stents coronarianos” a serem implantados no futuro próximo estarão sendo apresentados pelo professor Jeffrey Popma, diretor de Inovação em Intervenção Cardiovascular do Beth Israel Deaconess Medical Center Cardiac Services/Boston com o tema “A evolução dos Stents Coronarianos: novos desafios, novos materiais, e renovadas esperanças”.

Nas sessões de desafios da Evolução dois aspectos extremamente relevantes serão discutidos pelo professor Valentim Fuster e pelo professor André D’Avila, diretor do serviço de arritmias do Hospital Mount Sinai de New York: “A associação entre os fatores de risco reconhecidos, degeneração cerebral, envelhecimento e a hipertensão arterial” e “Promovendo desafios na obtenção da Saúde Cardiovascular: das crianças pré escolares aos adultos até a polipílula”.

Também inovador é o desafio das “Novas Descobertas na aterotrombose: uma guerra de defesa versus traições no endotélio vascular”, uma das palestras programadas, bem como as novas conclusões sobre “Um novo elo entre a doença coronariana complexa e a estenose da carótida”, coordenado pela professora Renu Virmani, pesquisadora do Departamento de Patologia da Gergetown, Baltimore Maryland. E ainda o conhecimento atual  e perspectivas futuras sobre o diagnóstico e conduta terapêutica da “Falência cardiopulmonar e Elétrica”.

Um dos debates que mais interesse deve despertar coordenado pelo professor D’Avila é sobre “Distúrbios do Ritmo Cardíaco: Desafios contemporâneos e os alvos futuros”.

As próteses das valvas Aórtica e Mitral merecerão destaques com os temas: “O futuro do implante por cateter de prótese aórtica: somente para idosos?”, e que será discutido pelo professor Jeffrey Popma, cardiologista intervencionista do Beth Israel Medical Center de Boston e pelo cirurgião David Adams Chairman do Departamento de Cirurgia Cardiotorácica do Mount Sinai Medical Center de Nova York. E ainda: “Como selecionar a melhor prótese aórtica para um paciente de 45 anos”, a ser discutido pelo professor Blasé Carabello, professor de medicina do Bayllor College of Medicine de Houston-Texas.

O professor Michel Farkouh, professor de epidemiologia da Universidade de Ontario e da Mayo Clinic coordenará a sessão acerca do  “Desafios mais relevantes na conduta terapêutica e na prevenção das doenças do Coração”.

Completando o grupo de notáveis pesquisadores que estarão trazendo as contribuições das suas pesquisas mais recentes ao simpósio: o professor Dr. Barry J. Maron, diretor do Centro de Cardiomiopatia Hipertrófica do ‘Heart Institute’ de Mineapolis, o professor Dr. Clyde W. Yanci, da Nothwestern University, de Chicago e o professor David Adams, do Departamento de Cirurgia Cardiotorácica do ‘Mount Sinai Medical Center’.

O Simpósio, voltado para cardiologistas clínicos, cirurgiões cardiovasculares e intervencionistas está sendo apresentado como  “uma ferramenta de atualização avançada” para toda a cardiologia praticada no Brasil e na America Latina.
       

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