Ortopedistas apóiam projeto de lei que irá impor limites para peso na mochila das crianças

Como carregar as mochilas escolares?

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT apoia a iniciativa dos parlamentares para um projeto de lei que proíbe estudantes carregar mochilas muito pesadas. Pelo projeto, que já foi aprovado pela Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, em caráter conclusivo, sem a necessidade de ir à plenário, e agora segue para o Senado, a mochila deve ter no máximo 15% do peso corporal da criança.

Há uma década, a SBOT vem promovendo campanhas e alerta aos pais e educadores para a importância de um peso compatível nas mochilas de crianças e adolescentes. A entidade, que congrega os ortopedistas de todo o país, alerta para a importância de um peso ainda menor nas mochilas.

“O ideal é que as mochilas tenham apenas 10% do peso corporal da criança”, alerta o ortopedista Miguel Akkari do Comitê de Ortopedia Pediátrica e de Campanhas Públicas da SBOT. Segundo a Organização Mundial da Saúde, este é um dos motivos que levam 85% da população mundial a sofrer dor nas costas.

Nas campanhas promovidas pela entidade, três pontos sempre foram ressaltados:

a)     A criança não pode carregar na mochila mais do que 10% de seu peso;
b)    Nunca carregá-la com apenas uma das tiras passada pelos ombros, pois isso pode provocar escoliose;
c)     As tiras devem ser tensionadas para que a mochila fique bem junto ao corpo, e cinco centímetros acima da linha da cintura.

O coordenador de Campanhas Públicas da SBOT, Dr. Edilson Forlin, insiste que outros fatores também devam ser ressaltados e a conscientização é fundamental. “Há uma grande diferença entre os efeitos nefastos de uma mochila pesada se carregada por um estudante que desce do ônibus escolar praticamente dentro da escola, e daquele que, morando em local mais distante, carrega-a por longos percursos a pé. É importante também ficar atento à postura em sala de aula e nas atividades e, principalmente, estimular os exercícios físicos”.

Para o presidente da SBOT, Dr. Geraldo Motta, pais e educadores precisam encontrar soluções para resolver a questão. “Ter armários nas escolas poderia ser uma opção ou determinar os livros que devem ficar na escola e outros para consulta em casa”, sugere.
                    

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