Dor de cabeça – descubra de que tipo é a sua

Todo mundo mais cedo ou mais tarde experimenta crises de dor de cabeça. Para algumas pessoas essa é uma realidade frequente causando muito sofrimento. Crises fortes geram perda de dias de trabalho, baixa de rendimento escolar, irritabilidade, dificuldades na relação interpessoal, distúrbio do sono, comprometendo como um todo a vida profissional e social. O uso equivocado e indiscriminado de medicações analgésicas por muitas vezes atrasam o diagnóstico e consequentemente o tratamento adequado.
        

Existem inúmeras causas para as dores de cabeça, mas podemos dividi-la inicialmente em dois grandes grupos:

1. Dores de cabeça sem causa identificável (Primárias) – Neste grupo estão a enxaqueca e a cefaleia tipo tensão (ou cefaleia tensional), entre outras menos comuns.

2. Dores de cabeça causadas por outras doenças (Secundárias) – A dor neste caso é um sintoma de uma doença subjacente, como por exemplo, a meningite, aneurismas, sangramentos, tumores, sinusites, etc…

O primeiro grupo é mais frequente, o segundo, mais preocupante. “Todo o paciente que sofre com dores de cabeça deve passar por uma avaliação médica minuciosa. Determinar o tipo e possivelmente a causa da dor de cabeça é o primeiro passo para um tratamento correto. A medicação analgésica comum (essa que se compra sem receita pelas farmácias) não faz a distinção, alivia os sintomas transitoriamente podendo complicar cefaleias PRIMÁRIAS e atrasar o diagnóstico das SECUNDÁRIAS”, explica o Dr. Leandro Teles.
       

O médico explica como distinguir a dor de cabeça tensional e a enxaqueca (as duas mais comuns). 

1. Enxaqueca – Acomete pacientes de qualquer idade e sexo, sendo bem mais comum em mulheres em idade reprodutiva (12 aos 50 anos).

* Tipo de Dor: A dor é de intensidade moderada a forte. A localização é geralmente unilateral (esquerda ou direita), a dor é geralmente pulsátil (como se o coração estivesse batendo dentro da cabeça).

A luz, o barulho e cheiros fortes incomodam o paciente. Este geralmente fica nauseado e pode apresentar vômitos. O quadro pode duras de 4 a 72 horas se não for adequadamente medicado.

Paciente com enxaqueca podem ter suas crises pioradas no período menstrual, fases de estresse, redução de sono, consumo de determinados alimentos (que podem variar caso a caso), uso de algumas medicações (anticoncepcionais, por exemplo), consumo de álcool, etc…

2. Cefaleia Tensional – Acomete grande parte da população pelo menos uma vez na vida, mulheres são um pouco mais suscetíveis.

* Tipo de Dor: A dor é em aperto ou pressão, geralmente acomete os dois lados ou a cabeça toda, a intensidade é fraca a moderada. A luz e o barulho podem incomodar um pouco, mas em intensidade leve. A dor é mais suportável  sendo raramente incapacitante o suficiente para impedir o trabalho, mas causa bastante sofrimento dada a sua frequência e duração.

As crises pioram em períodos de sobrecarga de trabalho, estresse de qualquer espécie, má alimentação, abuso de álcool, privação de sono, período perimenstrual, etc…

* Tratamento:  O tratamento da Enxaqueca e da Cefaleia Tensional deve ser conduzido sempre pelo médico e individualizado para cada paciente. De modo geral o paciente deve passar por mudanças de estilo de vida e eventualmente receber medicamentos de cortem a dor (analgésicos, por exemplo) e em casos selecionados medicamentos de previnam que a dor apareça (profilaxia).
           

Dr. Leandro Teles enumera os 3 principais sinais de alarme para pensarmos em Cefaleias Secundárias (causadas por outras doenças). Nestes casos a procura pelo médico deve ser imediata:

1. Presença de febre – Neste caso o risco de infecção é alto. Pode ser uma gripe, dengue, sinusite ou mesmo meningite.

2. Presença de qualquer sintoma neurológico – Fraqueza de um lado do corpo, formigamento, dificuldade de fala, alteração visual persistente, desmaios, etc… Isso significa que pode haver alguma lesão cerebral.

3. Dor súbita – Dores de cabeça que começam no ápice da intensidade são preocupantes. Ocorrem como uma trovoada e podem significar presença ou sangramento de aneurismas. O mesmo vale para dores que surge durante esforço físico ou atividade sexual.
       

Fonte

Leandro Teles – Médico neurologista.
 Site- www.leandroteles.com.br
       

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