Alerta para relação entre consumo de bebida alcoólica e câncer de mama

Patologia é a mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos diagnosticados
          

Recente pesquisa divulgada pelas Faculdades de Medicina de Washington e de Harvard, ambas nos Estados Unidos, indica que o consumo de álcool, mesmo quando moderado, pode elevar as chances de mulheres jovens desenvolverem câncer de mama. Ainda segundo o mesmo estudo, o álcool pode desencadear alterações benignas na mama capazes de levar à doença no futuro. De acordo com a Sociedade Americana do Câncer, mulheres adultas que bebem de duas a cinco doses de bebida alcoólica ao dia têm chance 1,5 vez maior de ter câncer de mama do que as abstêmias.

“As mulheres estão sendo introduzidas cada dia mais cedo no universo das bebidas alcoólicas e participado ativamente desse mercado. Esse fator preocupa a comunidade médica, principalmente quando analisamos que a média de idade de aparecimento desse tipo de câncer em mulheres tem diminuído, com grande índice de casos a partirde 35 anos”, afirma Dr. Bruno Ferrari. Outros fatores também podem desencadear o aparecimento do câncer de mama. “Obesidade, vida sedentária e tabagismo são alguns fatores que cooperam para o desenvolvimento da doença. A radiação ionizante antes dos 35 anos também deve ser apontada como item de risco”, explica o médico.

Ainda não existe certeza a respeito da associação do uso de pílulas anticoncepcionais ao aumento do risco para o câncer de mama. “Podem estar mais predispostas a ter a doença as mulheres que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, que fizeram uso da medicação por longo período e em idade precoce, antes da primeira gravidez”, esclarece. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tipo da doença é o segundo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que somente em 2012 serão diagnosticados mais 52 mil novos casos.

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas. O Dr. Bruno Ferrari esclarece que isso acontece muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. “Infelizmente ainda não se tornou hábito entre as mulheres a prática do autoexame aliada a exames com o acompanhamento médico. Essas práticas são capazes de diagnosticar um tumor em estágio inicial e aumentar as chances de sucesso no tratamento”, comenta.
        

Fonte

Bruno Ferrari – Médico oncologista e diretor da Clínica Oncocentro.
             

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Dariane Araújo
Zoom Comunicação Empresarial
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