Câncer de mama em mulheres jovens

Apesar de ser menos frequente em pacientes com idade inferior a 40 anos, a incidência do câncer de mama em mulheres jovens vem crescendo nos últimos anos. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que o diagnóstico em pacientes jovens subiu de 3% para 17% do total de casos nos últimos anos. Segundo especialistas, os números inspiram cuidados e preocupam especialistas da área, já que a mulher jovem – por ter mais tempo de vida pela frente – acaba sofrendo mais com os efeitos colaterais do tratamento da doença.

De acordo com o Dr. Luiz Antonio Frasson, o diagnóstico dos casos de câncer de mama, principalmente, em mulheres jovens, está aumentando, devido a vários fatores, como o diagnóstico precoce e a qualidade dos exames. Para o médico, a incidência do carcinoma de mama é maior em paises mais desenvolvidos e industrializados, onde há de um modo geral hábitos de vida relacionados com má alimentação e estresse, costuma-se atribuir a estes fatores parte da responsabilidade pela maior incidência nestas regiões.
             

Fatores de risco

Os fatores de risco que estão bem estabelecidos em relação ao desenvolvimento do câncer de mama estão relacionados à vida reprodutiva das mulheres (menarca precoce, nuliparidade, idade da primeira gestação a termo acima dos 30 anos, uso de anticoncepcionais orais, menopausa tardia, e terapia de reposição hormonal). Também há maior risco de desenvolvimento da doença em mulheres com antecedentes familiares de câncer de mama em parentes diretos – mãe, irmã ou filha – ocorrido antes dos 50 anos, antecedente pessoal de hiperplasia atípica, antecedente familiar de câncer de mama bilateral, câncer de mama masculino, e/ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária.
              

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda para todas as mulheres:

A partir dos 20 anos, o auto-exame mensal, logo depois da menstruação;
* Para as mulheres que já chegaram à menopausa, o teste deve ser feito sempre num mesmo dia do mês;
* Aos 35 anos, sugere-se que cada mulher faça uma mamografia inicial, que servirá para comparação com os exames feitos no futuro;
* Dos 40 aos 49 anos, então, deve-se fazer religiosamente uma mamografia a cada dois anos;
* Acima dos 50 anos, uma por ano.

Essa rotina vale enquanto o auto-exame não detecta nenhum nódulo. Ao sinal de qualquer caroço, deve-se procurar um médico.
                   

Fonte

Luiz Antonio Frasson – Médico mastologista do Hospital Albert Einsten e da PUCRS.

 




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