Semana Mundial de Imunizações

Na Semana Mundial de Imunizações a OMS lança alerta para que a população não deixe de se vacinar
Pessoas não imunizadas geram “lacunas” possibilitando a ocorrência de epidemias e surtos

 

As imunizações evitam mais de 3 milhões de mortes no mundo a cada ano, entre todos os grupos etários, por isso é considerada uma das intervenções mais bem-sucedidas e de melhor custo-efetividade em saúde. A avaliação é da Organização Mundial da Saúde (OMS) que comemora a conquista e lança um alerta: “Devido às lacunas na cobertura vacinal, doenças como a difteria, o sarampo e a poliomielite estão retornando”, informa o site da entidade que destaca: “Os surtos de doenças afetam a todos”. Para ampliar a conscientização sobre o tema, a OMS realiza de 21 a 28 e abril, em todo o mundo, a Semana Mundial de Imunizações.

“O Brasil possui um dos melhores programas de imunização no mundo, o que possibilitou o controle de doenças como a poliomielite e o sarampo. Contudo, a adesão da população às campanhas não pode diminuir. A maior parte dos jovens com menos de 30 anos nunca viu uma pessoa com sequela de paralisia causada por pólio e sequer conhece alguém que tenha tido sarampo, mas isso não significa que possamos negligenciar a vacinação, sob pena da reintrodução desses vírus entre nós”,  destaca Dr. Renato Kfouri.
                   

Os riscos da globalização

No documento que fundamenta a importância da Semana Mundial de Imunizações a OMS informa que a maior parte do mundo está livre da pólio e classifica este como “um momento crítico, quando o vírus pode viajar facilmente de suas zonas restantes de transmissão e ‘paralisar’ as populações não vacinadas”. Segundo a entidade, em 2011, cerca de 300 pessoas ficaram sequeladas em 12 países onde a pólio não é endêmica. 

A coqueluche também preocupa. No passado, ela acometia mais crianças pequenas, foco de campanhas de vacinação. Mas, como a imunidade contra a doença não dura mais que dez anos, é grande o número de jovens e adultos vulneráveis. Estes, muitas vezes de forma assintomática, são os principais transmissores da bactéria Bordetella pertussis para bebês ainda não imunizados. “O bebê só completa seu ciclo de vacinação contra coqueluche após o sexto mês de vida, por isso o adulto que convive com ele deve estar vacinado”, acrescenta a Dra. Isabella Ballalai. No exterior, a doença tem sido tema de campanhas informativas que, nos Estados Unidos, ganhou adesão da atriz Jennifer Lopez em vídeo divulgado em todo o mundo.

Outro exemplo de doença ressurgente é o sarampo – todos os registros no Brasil nos últimos dez anos foram de casos “importados”. Essa situação é decorrente da facilidade de deslocamento e do maior intercâmbio entre pessoas de todos os países. Por isso os especialistas defendem que o viajante esteja com a vacinação em dia, seja para não levar doenças imunopreveníveis para outras localidades ou para não ser agente de “importação”.
                        

Como colocar a vacinação em dia

O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), disponibiliza vacinas gratuitamente para grupos de maior risco de adoecer e de apresentar complicações como internação e morte. “Essa seleção no serviço público é importante porque seria impossível disponibilizar os imunobiológicos para toda a população, tanto por conta da capacidade de produção da indústria como por questões financeiras”, explica Dra. Isabella Ballalai.

Os calendários de vacinação do PNI podem ser acessados no site http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/ (nas abas “Cidadão” – “Orientação e Prevenção”). Neles, as vacinas estão indicadas conforme faixa etária para cada grupo de maior risco (incluindo as populações indígenas). No site da Sociedade Brasileira de Imunizações é possível acessar os calendários do Prematuro, da Criança, do Adolescente, do Adulto, do Idoso e também o calendário de vacinação Ocupacional. Eles contemplam todas as vacinas aprovadas pelo Ministério da Saúde e indicadas por instituições como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), e estão disponíveis em: http://www.sbim.org.br/calendarios.htm.

“São calendários complementares, como deve ser a atuação da sociedade e da iniciativa privada. É importante que todos tenham acesso à informação e cada um faça a sua parte, o que inclui o médico, na hora da consulta, avaliar o estado vacinal de seus pacientes e prescrever as vacinas necessárias; e a população, cuidando para que sua vacinação esteja em dia”, orienta o presidente da SBIm Nacional.
             

Informação e conscientização

Os médicos destacam que no Brasil ainda existe a ideia de que vacinas são importantes apenas para crianças e de que se a vacina não está no posto é porque não é importante. “Isso é um equívoco”, analisa Dra. Isabella Ballalai. “É impossível esperar que o governo garanta a oferta de todos os imunobiológicos, por isso, cada um deve fazer a sua parte”.

Dr. Renato Kfouri informa que a semana criada pela OMS tem entre seus objetivos promover a educação pública e o compartilhamento de informações sobre imunizações. “Contexto em que se insere a SBIm, como agente de estímulo da pesquisa científica, de promoção da atualização do profissional da saúde e de difusão de informações para a sociedade como um todo”.

Com essa semana, a OMS espera:

* Sensibilizar sobre como a imunização salva vidas;
* Aumentar a cobertura da vacinação para prevenir surtos;
* Atingir as comunidades carentes e marginalizadas – principalmente aquelas residentes em áreas remotas ou dilaceradas por conflitos;
* Reforçar os benefícios da imunização a médio e longo prazo;
* Dar às crianças uma chance de crescer saudável, ir à escola e melhorar as suas perspectivas de vida.

“As vacinas têm o poder não só para salvar, mas também para transformar vidas”, defende Dr. Renato.

A OMS destaca que, da criança até o idoso, a imunização previne doenças debilitantes, que podem incapacitar ou levar à morte por causas como difteria, hepatite A e B, sarampo, caxumba, doença pneumocócica, poliomielite, diarreia por rotavírus, tétano e febre amarela. “Os benefícios da imunização são cada vez mais estendidos a adolescentes e adultos, fornecendo proteção também contra doenças potencialmente fatais, como a gripe, meningite e câncer”, informa.
              

Fontes

Isabella Ballalai – Pediatra e presidente da SBIm Rio de Janeiro.

Renato Kfouri – Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

                      

Referências:

Organização Mundial da Saúde: http://apps.who.int/immunization/newsroom/events/immunization_week/en/index.html

Sociedade Brasileira de Imunizações: www.sbim.org.br
              

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