Estudo da USP atesta a eficácia do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) na cicatrização de lesão de joelho

Um artigo científico publicado no início de abril no The American Journal of Sports Medicine, dos EUA, pelo grupo do ortopedista Adriano Marques de Almeida, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP), mostrou que o uso do PRP (plasma rico em plaquetas) durante cirurgia para cura de lesão no tendão patelar (no joelho) favoreceu a cicatrização do tecido lesionado. O uso do PRP teve efeito positivo tanto na análise da ressonância magnética após seis meses, como na redução da dor no período pós-operatório.

O estudo – controlado, randomizado e prospectivo – foi realizado no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da USP, com 27 pacientes, divididos aleatoriamente para receber ou não o PRP na lesão: 12 receberam o PRP e 15 não receberam.

Participaram do estudo, ao lado do Dr. Adriano Marques de Almeida, os médicos Marco Kawamura Demange, Marcel Faraco Sobrado, Marcelo Bordalo Rodrigues, André  Pedrinelli e Arnaldo José  Hernandez. Os médicos da Criogênesis, Dr. Luiz César Espirandelli e Dr. Nelson Tatsui foram responsáveis pela produção do PRP pelo sistema de Aférese, no momento de cada cirurgia, usando o equipamento MCS-9000 da Haemonetics.

O PRP é um produto terapêutico autólogo (do próprio paciente), produzido pela Criogênesis, com uso já rotineiro em cirurgias ortopédicas. O procedimento é feito no momento da cirurgia, com o sangue periférico (retirado da circulação) do próprio paciente.

Grande parte da alta qualidade do PRP vem do sistema de Aférese. Essa é a tecnologia de preparo mais confiável, já que processa automaticamente o sangue periférico e permite a coleta de altas concentrações de plaquetas que, colocadas no local da cirurgia, estimulam o desenvolvimento de células-tronco e a regeneração do tecido da lesão. Tudo com baixíssimos riscos de contaminação, já que a Aférese é um tipo de fracionador de sangue em sistema totalmente blindado.

Pelo sistema de aférese, após transformar as plaquetas em um gel, ele é colocado nas lesões osteomusculares, durante a cirurgia. “É o único sistema que assegura um produto com altíssimo número de plaquetas e segurança biológica, sendo que as hemácias são devolvidas ao organismo do paciente”, informa o Dr. Luiz César Espirandelli.

Para o Dr. Nelson Tatsui, além de ser indicado para atletas de alta performance,  o uso do PRP, em boas indicações, tem sido usado para diferentes áreas da medicina.

A qualidade do processo de obtenção do PRP da Criogênesis é alta, tanto que a USP utilizou o produto em três dos seus protocolos de pesquisa, dentro do Instituto de Ortopedia do HC. Um deles do Dr. Eduardo Malavolta, já publicado no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (http://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT01029574?term=PRP&rank=2). Outro do Dr. Caio D`Elia, em artigo da Revista Brasileira de Ortopedia (http://www.scielo.br/pdf/rbort/v44n6/09.pdf) e o terceiro como tese do Dr. Adriano Marques de Almeida (http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-17062011-162301/pt-br.php).
             

Fontes

* Luiz César Espirandelli – Anestesiologista, médico do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e um dos diretores da Criogênesis.

Nelson Tatsui – Médico do Hospital das Clínicas e do setor de transfusão e coleta de células-tronco da Faculdade de Medicina da USP, diretor técnico da Criogênesis.
           
  

Sobre a Criogênesis

Empresa de pesquisa e biotecnologia, a Criogênesis é um dos primeiros bancos brasileiros de células-tronco de sangue do cordão umbilical. Fundada em 2003, a Criogênesis realiza pesquisas na área de células-tronco desde 1996 e conta com uma equipe de médicos ligados à Universidade de São Paulo.

A empresa também conta com uma área de reprodução assistida e produz terapias para uso em cirurgias de reparação óssea (o PRP) e oftalmológica, sendo ainda pioneira na pesquisa e no congelamento das células-tronco da polpa do dente de leite.

No final de 2011 a Criogênesis deu um importante passo na direção de conquistar o selo de “acreditação” da AABB (American Association Blood Bank). A empresa foi aceita para iniciar o processo – que poderá durar um ano -, mas que permitirá o reconhecimento internacional de todos os seus processos, de forma com que suas bolsas com sangue de cordão possam ser usadas em qualquer parte do mundo. A Criogênesis já conta com a parceria e registro junto ao ICCBBA (International Council for Commonality in Blood Banking Automation), órgão que regulamenta adequação de etiquetas e práticas de hemoterapia, primeiro passo para a “acreditação”.

Criogênesis – www.criogenesis.com.br
       

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